A voz dos trabalhadores
Na intervenção diária do PCP junto dos trabalhadores, os deputados comunistas assumem o papel insubstituível de levar as suas problemas e aspirações às instituições nacionais e europeias.
Ilda Figueiredo ouviu as queixas dos mineiros de Aljustrel
Uma delegação do PCP esteve, segunda-feira, junto às instalações da SPAL, em Alcobaça, a prestar solidariedade aos seus trabalhadores. Integravam a delegação dirigentes do Partido no distrito de Leiria e o deputado do PCP na Assembleia da República, Bruno Dias.
Em causa estão as pressões que a administração da SPAL está a exercer sobre alguns dos seus trabalhadores, com dezenas de anos de dedicação à empresa, a rescindirem os seus contratos de trabalho. Alegando, para tais pressões, «necessidades de reestruturação».
Num comunicado distribuído aos trabalhadores, o PCP afirma que «já não bastavam os magros salários, agora a administração da empresa quer despedir a baixo custo, sugerindo a alguns trabalhadores para rescindirem por valores abaixo do estipulado por lei». Considerando esta uma táctica por de mais conhecida, os comunistas deixam a questão: «então quando havia lucros e condições financeiras a administração da SPAL distribuiu os lucros pelos trabalhadores, deu-lhes bons salários?» E responde: «claro que não!»
A verdade é outra, garante o PCP: «Sempre que aparecem dificuldades, os primeiros a quem pedem sacrifícios é aos trabalhadores.» A receita também é sempre a mesma, «lançar no desemprego dezenas ou centenas de trabalhadores». Como, aliás, aconteceu já na SECLA.
Firmados no que sucedeu nesta última empresa, o PCP alertava ainda os trabalhadores para que «não se deixem enganar nem pelo patronato nem por um falso sindicato e pseudo-dirigentes ao serviço do patronato». Para o PCP, o que a administração da SPAL está a fazer «exige a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho».
12 horas no fundo da mina
Ilda Figueiredo esteve, dia 17, nas minas de Aljustrel, acompanhada por Carolina Medeiros, da Direcção da Organização Regional de Beja do PCP e de um membro da Comissão Concelhia local. Na visita, a deputada comunista contactou com os trabalhadores da lavaria e do fundo da mina, tendo verificado as duras condições de trabalho a que os mineiros estão sujeitos.
No decorrer da visita, Ilda Figueiredo colocou questões aos directores da empresa sobre o trabalho precário, a retirada do leite (uma conquista de 30 anos), a segurança e a necessidade da formação profissional para prevenir os acidentes de trabalho.
Após a visita, a parlamentar reuniu com a direcção do Sindicato da Indústria Mineira, que colocou preocupações em relação ao futuro da mina, ao trabalho sem direitos, à precariedade, aos recibos verdes – denunciando que a maioria dos trabalhadores que estão a laborar na Pirites Alentejanas são de empresas subcontractadas, como a Epos e outras empresas de trabalho temporário.
Foi ainda denunciada a existência de receio por parte destes trabalhadores em reivindicar os seus direitos e mesmo de contactarem com os dirigentes sindicais dentro da empresa. Alguns preferem pagar as quotas no próprio sindicato para que a empresa não faça recair sobre eles qualquer retaliação.
Ilda Figueiredo foi também informada da existência de mineiros que passam 10, e mesmo 12 horas, no fundo da mina. Após a reunião com a direcção do Sindicato, realizou-se um almoço de convívio.
Em causa estão as pressões que a administração da SPAL está a exercer sobre alguns dos seus trabalhadores, com dezenas de anos de dedicação à empresa, a rescindirem os seus contratos de trabalho. Alegando, para tais pressões, «necessidades de reestruturação».
Num comunicado distribuído aos trabalhadores, o PCP afirma que «já não bastavam os magros salários, agora a administração da empresa quer despedir a baixo custo, sugerindo a alguns trabalhadores para rescindirem por valores abaixo do estipulado por lei». Considerando esta uma táctica por de mais conhecida, os comunistas deixam a questão: «então quando havia lucros e condições financeiras a administração da SPAL distribuiu os lucros pelos trabalhadores, deu-lhes bons salários?» E responde: «claro que não!»
A verdade é outra, garante o PCP: «Sempre que aparecem dificuldades, os primeiros a quem pedem sacrifícios é aos trabalhadores.» A receita também é sempre a mesma, «lançar no desemprego dezenas ou centenas de trabalhadores». Como, aliás, aconteceu já na SECLA.
Firmados no que sucedeu nesta última empresa, o PCP alertava ainda os trabalhadores para que «não se deixem enganar nem pelo patronato nem por um falso sindicato e pseudo-dirigentes ao serviço do patronato». Para o PCP, o que a administração da SPAL está a fazer «exige a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho».
12 horas no fundo da mina
Ilda Figueiredo esteve, dia 17, nas minas de Aljustrel, acompanhada por Carolina Medeiros, da Direcção da Organização Regional de Beja do PCP e de um membro da Comissão Concelhia local. Na visita, a deputada comunista contactou com os trabalhadores da lavaria e do fundo da mina, tendo verificado as duras condições de trabalho a que os mineiros estão sujeitos.
No decorrer da visita, Ilda Figueiredo colocou questões aos directores da empresa sobre o trabalho precário, a retirada do leite (uma conquista de 30 anos), a segurança e a necessidade da formação profissional para prevenir os acidentes de trabalho.
Após a visita, a parlamentar reuniu com a direcção do Sindicato da Indústria Mineira, que colocou preocupações em relação ao futuro da mina, ao trabalho sem direitos, à precariedade, aos recibos verdes – denunciando que a maioria dos trabalhadores que estão a laborar na Pirites Alentejanas são de empresas subcontractadas, como a Epos e outras empresas de trabalho temporário.
Foi ainda denunciada a existência de receio por parte destes trabalhadores em reivindicar os seus direitos e mesmo de contactarem com os dirigentes sindicais dentro da empresa. Alguns preferem pagar as quotas no próprio sindicato para que a empresa não faça recair sobre eles qualquer retaliação.
Ilda Figueiredo foi também informada da existência de mineiros que passam 10, e mesmo 12 horas, no fundo da mina. Após a reunião com a direcção do Sindicato, realizou-se um almoço de convívio.