Vila Real

Água é bem público inalienável

O PCP teme que a empresa que gere o abastecimento de água em Trás-os-Montes e Alto Douro possa vir a ser privatizada.
Os resultados apresentados pela Empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro preocupam a Direcção da Organização Regional de Vila Real do PCP, que teme a concretização dos receios que manifestou há sete anos, quando da formação desta empresa e da integração nela dos Municípios do Distrito de Vila Real. Ou seja, que uma eventual privatização da Águas de Portugal leve, por arrastamento, à privatização das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Como então o PCP alertou, e o Relatório e Contas de 2007 das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (com concessão por 30 anos) vem confirmar, esta não é uma empresa multimunicipal dos Municípios de Trás-os-Montes – que deteria competências de gestão e definição de serviços, abastecimento público e preços deste bem público –, mas sim pertença das Águas de Portugal, a quem cabe estas competências, na medida em que detém 70% do valor accionista.
Ora, este Relatório apresenta um saldo negativo de mais de 5 milhões de euros de endividamento líquido referentes a 2007 e de 62 milhões referentes ao 1.º trimestre de 2008, sendo que os municípios do Distrito de Vila Real assumem já mais de 8 milhões de euros de endividamento, contabilizados que estão apenas 67% do valor do plano global de investimento previsto de 400 milhões de euros. Aliás, quando comparado com o previsto no contrato de concessão, verifica-se que na execução há já um deslizamento na ordem dos 2 anos e constata-se que o atraso no recebimento das comparticipação comunitárias levou a um expressivo acréscimo dos encargos financeiros, obrigando a empresa a assegurar junto da banca um plafond para antecipação desses montantes e fazendo elevar as operações com este efeito para um total de 100 milhões de euros.
Este deslizamento na execução do plano global de mais de 400 milhões de euros, os juros sobre a antecipação de verbas e os juros globais da dívida formam, na opinião da DORVIR, «um quadro de endividamento» que os municípios não podem suportar». A verdade é que teme que o maior accionista – as Águas de Portugal – «na ânsia de recuperar os investimentos e fazer face a gestão financeira» faça recair sobre os munícipes o sacrifício do saneamento financeiro, através dos custos dos serviços de fornecimentos da água e recolhas e tratamentos das aguas residuais.
O PCP faz, assim, questão de recordar que a água, como «bem público» essencial, deve estar arredada dos circuitos do negócio e manter-se na esfera da gestão pública municipal, e exige aos municípios do distrito de Vila Real que analisem a situação e perspectivem medidas em defesa dos interesses dos munícipes, mesmo que passem pela sua saída da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro.


Mais artigos de: PCP

Dar mais força ao PCP!

Quando José Gonçalves, militante de Amarante da JCP, iniciou a sua intervenção no comício realizado no dia 18 em Penafiel, já a sala transbordava com mais de três centenas de militantes e apoiantes do PCP.

«Venham lutar connosco»

Jerónimo de Sousa participou, dia 19, numa série de iniciativas públicas no distrito de Santarém. Como pano de fundo, a campanha nacional «É tempo de lutar, é tempo de mudar – Mais força ao PCP!». Num almoço em Almeirim, que contou com a participação de cerca de 400 militantes e simpatizantes do Partido, o...

Valorizar os salários

O Secretário-geral do Partido esteve em Aveiro no dia 14 a participar numa sessão pública dedicada à questão dos salários e das injustiças sociais. Na iniciativa, que decorreu na rua, em frente à Biblioteca Municipal, e que chamou a atenção dos muitos populares que, àquela hora, ali circulavam, participaram também...

Absolutamente inaceitável!

Na situação em que os trabalhadores e o povo português se encontram, de baixos salários e reformas, endividamento, desemprego e aumento do custo de vida, é «absolutamente inaceitável» o aumento do preço da electricidade até 7% admitido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e a EDP, afirma o Gabinete de...

A voz dos trabalhadores

Na intervenção diária do PCP junto dos trabalhadores, os deputados comunistas assumem o papel insubstituível de levar as suas problemas e aspirações às instituições nacionais e europeias.

Atacar a crise desde já

No domingo, 12, a sala da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos encheu com um auditório que ouviu atentamente as explicações da eurodeputada do PCP Ilda Figueiredo sobre a crise financeira – cuja dimensão ainda é hoje difícil de calcular – e seus reflexos nas empresas e nas famílias. Recuando até ao acordo de Bretton...

Um distrito a negro

A Direcção da Organização Regional de Viseu do PCP, reunida no passado dia 5, analisou a situação política e social do distrito, que continua a agravar-se.De facto, fruto do encerramento de inúmeras empresas (Jonshon, Malhacila, Anjal, Mecoin, Peter Pan, Basmad, entre outras), o desemprego tem vindo a aumentar no...

Governo tem que intervir

A Direcção da Organização Regional de Bragança do PCP, reunida recentemente, considera da «maior gravidade» o anúncio de novos adiamentos na construção da rede viária da região – A4, IP2 e IC5. Estes adiamentos contrariam as promessas e as datas «tão solenemente assumidas pelo primeiro-ministro, em 26 de Abril de 2006,...

<i>Janosa</i> em luta

A Comissão Concelhia de Santa Maria da Feira do PCP veio a público manifestar a sua solidariedade para com os trabalhadores da Janosa, empresa corticeira que já há algum tempo vive «momentos conturbados». Assim, além de ter em atraso o pagamento de salários e subsídios – situação que, aliás, tende a generalizar-se neste...

Convívio no Cadaval

No âmbito da campanha nacional «É tempo de lutar, é tempo de mudar – mais força ao PCP», realizou-se, recentemente, no CT do Cadaval, um almoço-convívio com a participação de Ricardo Miguel, responsável pela organização concelhia.Numa curta intervenção, Ricardo Miguel chamou a atenção para o irregular funcionamento do...

<font color=0094E0>Tribuna do Congresso*</font>

O sistema universitário e politécnicoAs Teses para o XVIII Congresso poderiam ser imediatamente aprovadas, pois são um excelente elemento de mobilização e acção política para os próximos tempos, ao afirmarem o PCP como um partido de projecto e de propostas, com um notável travejamento estratégico. No entanto exigem ser...

É tempo de lutar contra o desemprego

O PCP promoveu, anteontem, 21, diversas acções de contacto e mobilização dos trabalhadores para a luta contra o desemprego e por uma ruptura com a política de direita.

200 milhões perdidos

O PCP considerou, anteontem, «inaceitável» que o Executivo PS «jogue na bolsa» com o dinheiro das reformas dos trabalhadores e exigiu mais informações sobre a gestão do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. «Exigimos que o Governo envie à comissão a informação e a documentação completa sobre esta...

Comité Central discute crise capitalista

O Comité Central do PCP reúne, segunda-feira, dia 27, para analisar a crise do capitalismo e a situação nacional, seus impactos e a resposta necessária.Em Setembro, a direcção comunista já se havia debruçado sobre a crise financeira indicando as «contradições e a incapacidade do capitalismo em responder às necessidades...

<font color=0094E0>Construir a opinião colectiva</font>

Em centenas de reuniões, plenários e debates, realizados por todo o País e aos mais diversos níveis da estrutura partidária, muitos milhares de militantes comunistas participam na preparação do XVIII Congresso do Partido.