Lutar na rua e nas empresas

Nas «tribunas públicas» realizadas pela CGTP-IN, durante a semana passada, foi valorizada a forte participação no «dia nacional de luta», envolvendo centenas de milhares de trabalhadores, em greves, paralisações, plenários e concentrações, para exigir melhores salários, emprego sem precariedade e repudiar as propostas de revisão da legislação laboral apresentadas pelo Governo na Assembleia da República. Simultaneamente, foi reafirmada a necessidade de prosseguir o combate, a todos os níveis, desde as empresas e serviços, até acções sectoriais ou nacionais.
As tribunas, em Coimbra (dia 6), Lisboa (dia 7), Évora (dia 8), Porto (dia 9) e Faro (dia 10), tiveram por lema a reivindicação de trabalho com direitos, progresso e desenvolvimento, e constituíram uma forma de a CGTP-IN se associar à «jornada mundial pelo trabalho digno», convocada pela Confederação Sindical Internacional e apoiada pela Organização Internacional do Trabalho.
A semana encerrou com uma greve na STCP, que registou uma adesão quase total. A paralisação na transportadora rodoviária do Porto, das zero horas de sexta-feira até à madrugada de sábado, foi convocada pelo Strun/CGTP-IN, pelo Sitra e pelo Sindicato Nacional dos Motoristas, porque a administração decidiu instituir um «prémio» apenas para associados de outras estruturas, com representação minoritária (terão associados cerca de dez por cento dos 1900 trabalhadores da STCP).
Para a Soflusa, os sindicatos dos Ferroviários, Simamevip e Sitemaq concretizaram a convocação de uma nova série de greves, conforme decidido em plenário de trabalhadores. Na última reunião, no Ministério do Trabalho, a administração expressou «posições que estão aquém de valores que já teve na mesa de negociação» e ignorou «muitas das propostas sindicais», explicou, em comunicado, o SNTSF/CGTP-IN. Mesmo assim, a «mexida» nas posições da empresa só ocorreu «porque os trabalhadores têm estado a lutar, com níveis de adesão bastante elevados».
Hoje tem lugar uma nova reunião, onde a administração «pode contribuir para o fim do conflito», com «uma efectiva negociação daquilo que pode ser a solução».


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