Pescadores da Ria de Aveiro exigem medidas

Seis meses sem trabalhar

Porque em cinco meses apenas puderam trabalhar 15 dias, os pescadores de bivalves reunidos exigiram medidas compensatórias e criaram uma comissão.
Mais de uma centena de pescadores de bivalves reuniram, dia 20, sábado, em plenário, no cais da Torreira, convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte, e decidiram exigir a activação do Fundo de Compensação Salarial, medidas concretas para investigar e enfrentar a crescente poluição na Ria, para o desassoreamento e a sua limpeza. Reclamaram ainda a melhoria e transparência do processo de recolha de análises, um preço justo para o berbigão (que já foi vendido a 80 cêntimos mas baixou para metade por pressão dos comerciantes) e que sejam abrangidos, no caso da pesca apeada, pelo Regime de Segurança Social Especial da Pesca. Para isso, os pescadores passariam a descontar 10 por cento sobre as vendas em lota e deixariam de ser considerados trabalhadores independentes.
Ficou também decidida a criação de uma comissão para acompanhar a situação destes trabalhadores, em conjunto com o sindicato da CGTP-IN.
Se não obtiverem resposta às reivindicações num prazo de 15 dias, os pescadores irão ponderar as futuras acções a desenvolver.
Estes trabalhadores foram impedidos de capturar bivalves, devido ao período de defeso, entre 1 de Maio e 15 de Junho. Três dias depois, a apanha foi novamente interrompida por terem sido detectadas toxinas nos bivalves.
No plenário, os pescadores alegaram falta de transparência na recolha das análises, por não terem sido recolhidas pelo INIP/IPIMAR, que tem essa função, e por as análises terem sido efectuadas em Lisboa e não nos laboratórios do IPIMAR, em Matosinhos, «nos quais se investiram milhares de euros para estarem agora “às moscas”», salientou o sindicato, num comunicado que enviou às redacções.
Os pescadores suspeitam que «as amostras possam não ter nada a ver com o produto do seu trabalho», e também «estranham que estes problemas se tenham acentuado nos últimos anos, depois de terem sido construídas infra-estruturas de tratamento de águas».


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