PCP responde ao DN e ao Expresso

Repor a verdade

O PCP enviou uma carta aos directores do Diário de Notícias (15 de Julho) e ao Expresso (31 de Julho), em resposta a artigos visando o PCP publicados nesses órgãos de informação. Em relação à carta enviada a João Marcelino, director do DN, era solicitada a sua publicação ao abrigo do Direito de Resposta, que foi negado alegando o director dessa publicação que o conteúdo da carta ofende o «bom nome» do jornal e dos seus jornalistas. Em seguida publicamos na íntegra as duas missivas enviadas pelo Gabinete de Imprensa do Partido.

«Para João Marcelino, director do Diário de Noticias:
«O Gabinete de Imprensa do PCP vem no exercício do Direito de Resposta que lhe é reconhecido pedir a publicação do seguinte esclarecimento.
«O DN publicou na sua edição de ontem uma peça intitulada «As FARC não vêm à Festa mas estão no coração do PCP» que entre a falta de rigor e a mais baixa manipulação se procura, dando lastro aos preconceitos anticomunistas dos seus autores, alimentar a campanha que a propósito das FARC e da Colômbia é dirigida contra o PCP e a Festa do Avante!. O percurso de 87 anos de história e de luta do PCP pela liberdade, a democracia e a justiça social no nosso país são, perante a pequenez moral dos que desta forma o atacam, resposta bastante sobre de que lado está o seu «coração».
«Premeditadamente mistura-se análise e opinião política feita em artigos do Avante! sobre a situação na Colômbia (que os autores da peça fazem por ignorar), a natureza fascizante do seu regime (que os mesmos autores têm todo o direito de apoiar) e a luta de resistência do povo colombiano (com a qual o PCP é solidário e que vai muito para além da protagonizada pelas FARC), com artigos e abordagens distintas das que o PCP tem produzido inscritos num sítio na Internet, que como se sabe, e os autores da peça sabem não é do PCP nem a ele está ligado e pelo qual não tem qualquer responsabilidade política e editorial.
«É significativo a forma como os autores da peça recorrem a transcrições de textos publicados naquele sítio, no caso da autoria de mexicanos e venezuelanos para, num exercício que só pode ser ditado por desonestidade intelectual ou ausência de princípios deontológicos, os transformar em posições do PCP. «Exercício tão mais estranho quanto se sabe que em momento algum os autores da peça se dedicaram a transformar textos assinados em inúmeros blogues ou sítios onde escrevem conhecidos membros de outros partidos nacionais em posições oficiais dos partidos a que pertencem.»

Carta ao Expresso

«Exm.º Senhor, o Expresso, na sua última edição e a propósito das agendas partidárias durante as férias de verão, traçava uma perspectiva da actividade dos diversos partidos durante este período e, no caso de alguns partidos, nomeadamente o PCP, afunilava a actividade para as iniciativas dos seus líderes.
«Não sabendo qual a origem desta informação, dado que ao contrário do PS e do BE o PCP não foi questionado sobre a sua agenda estival e, apesar de um natural abrandamento geral da actividade política em geral, o PCP prossegue durante o Verão uma vasta e diversificada actividade que vai muito para além das que a comunicação social acompanha, que são exclusivamente aquelas em que participa Jerónimo de Sousa.
«Como se pode verificar, pela agenda que enviamos em anexo e pela divulgação próxima de outras iniciativas, a actividade do PCP neste período de férias vai muito para além do que foi referido na citada notícia, pelo que chamamos a atenção para a necessidade de consultar as fontes oficiais que, no caso concreto, seriam o Gabinete de Imprensa ou a página de agenda do Avante!.»


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