Ainda a «crise dos camionistas»
A crise revelou os verdadeiros interesses de classe por detrás dos «camionistas»: burguesia financeira (banca), burguesia industrial (grandes industriais do sector), pequena-burguesia (camionistas proprietários), proletariado (camionistas assalariados).
A burguesia financeira parasita crescentemente o sector. Vai-se fundindo com os grandes industriais em busca do lucro, mas recolhe o dízimo de todos os proprietários através do juro dos empréstimos. São o topo da pirâmide, o predador principal.
A burguesia industrial do sector não participou na luta, mas está organizada. Parasitou-a para acertar com o Governo mais benesses, que lhe permitam aumentar os lucros e a exploração do trabalho dos camionistas (proprietários e assalariados).
A luta é despoletada pelos pequenos proprietários, na sua esmagadora maioria também camionistas. Sob a tripla tenaz de um crescimento constante do gasóleo e dos juros, e a imposição de preços pelos grandes, foram levados ao desespero e à luta. A crise revelou a inexistência de estruturas implantadas e capazes de representarem os seus interesses de classe e dirigirem a luta. O acordo subscrito com o Governo não lhes serve.
Os camionistas assalariados não participaram na luta de forma organizada e consciente. Também aqui a crise revelou as fragilidades da sua organização como classe. Assim, foram umas vezes participantes voluntários na luta, outras vezes vítimas dessa mesma luta devido ao lock-out, e no final, viram o acordo do Governo com os patrões consignar a flexibilização das relações laborais, ou seja, o aumento da exploração dos camionistas assalariados (que já é enorme!).
A crise revelou a contradição fulcral do sector: a contradição entre o capital e o trabalho. De um lado, os que vivem (cada vez melhor) da exploração do trabalho alheio, do outro, os que vivem (cada vez com mais dificuldades) do seu próprio trabalho. Porque nenhuma das causas da crise foi erradicada, a luta voltará, e com mais força. Nesse dia, o papel na luta e o grau de unidade e consciência entretanto alcançado pelos camionistas assalariados poderá determinar resultados diferentes.
A burguesia financeira parasita crescentemente o sector. Vai-se fundindo com os grandes industriais em busca do lucro, mas recolhe o dízimo de todos os proprietários através do juro dos empréstimos. São o topo da pirâmide, o predador principal.
A burguesia industrial do sector não participou na luta, mas está organizada. Parasitou-a para acertar com o Governo mais benesses, que lhe permitam aumentar os lucros e a exploração do trabalho dos camionistas (proprietários e assalariados).
A luta é despoletada pelos pequenos proprietários, na sua esmagadora maioria também camionistas. Sob a tripla tenaz de um crescimento constante do gasóleo e dos juros, e a imposição de preços pelos grandes, foram levados ao desespero e à luta. A crise revelou a inexistência de estruturas implantadas e capazes de representarem os seus interesses de classe e dirigirem a luta. O acordo subscrito com o Governo não lhes serve.
Os camionistas assalariados não participaram na luta de forma organizada e consciente. Também aqui a crise revelou as fragilidades da sua organização como classe. Assim, foram umas vezes participantes voluntários na luta, outras vezes vítimas dessa mesma luta devido ao lock-out, e no final, viram o acordo do Governo com os patrões consignar a flexibilização das relações laborais, ou seja, o aumento da exploração dos camionistas assalariados (que já é enorme!).
A crise revelou a contradição fulcral do sector: a contradição entre o capital e o trabalho. De um lado, os que vivem (cada vez melhor) da exploração do trabalho alheio, do outro, os que vivem (cada vez com mais dificuldades) do seu próprio trabalho. Porque nenhuma das causas da crise foi erradicada, a luta voltará, e com mais força. Nesse dia, o papel na luta e o grau de unidade e consciência entretanto alcançado pelos camionistas assalariados poderá determinar resultados diferentes.