Política que tira o pão
A Comissão Política do PCP acusou anteontem as políticas de direita de agravarem as condições de vida da grande maioria dos portugueses e reduzirem a soberania alimentar do País.
A destruição da soberania alimentar é obra de sucessivos governos
«A destruição da soberania alimentar é obra de sucessivos governos com consequências económicas e sociais gravíssimas. As dificuldades com que o País está hoje confrontado para enfrentar esta crise resultam essencialmente das opções políticas erradas que governos do PSD e PS, com ou sem CDS-PP, tomaram nos últimos anos», acusam os comunistas.
No documento da Comissão Política, o PCP frisou que as políticas de liberalização do comércio mundial transformaram a alimentação «numa banal mercadoria». Em causa, para além do agravamento das contradições no seio capitalista, estão «as políticas de “ajustamento estrutural” impostas aos países do Sul pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional» e «a especulação bolsista dos produtos agro-alimentares estratégicos».
Nesse sentido, os comunistas reafirmam a necessidade de uma «outra política nacional» que realize uma profunda avaliação da situação agrícola, que promova uma ruptura com a actual Política Agrícola Comum e com as imposições da União Europeia para a agricultura.
O PCP alertou também para a subida dos preços dos bens alimentares e de outros serviços e bens essenciais, como é o caso dos empréstimos à habitação, dos combustíveis, das despesas com a saúde, da educação e dos transportes.
As propostas de revisão do Código de Trabalho, agora apresentadas pelo Executivo PS, constituem, de igual forma, um factor no agravamento da exploração, na redução dos salários e remunerações e nas maiores dificuldades face ao aumento do custo de vida.
«Só pela acção e luta será possível travar os objectivos de mais exploração, mais desigualdades, mais injustiças que a política de direita do Governo quer continuar a impor», sublinha o PCP, que apela aos «trabalhadores, aos reformados, à juventude para que no próximo dia 5 de Junho, demonstrem o seu descontentamento, a sua indignação e o seu protesto na grande manifestação promovida pela CGTP-IN».
No documento da Comissão Política, o PCP frisou que as políticas de liberalização do comércio mundial transformaram a alimentação «numa banal mercadoria». Em causa, para além do agravamento das contradições no seio capitalista, estão «as políticas de “ajustamento estrutural” impostas aos países do Sul pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional» e «a especulação bolsista dos produtos agro-alimentares estratégicos».
Nesse sentido, os comunistas reafirmam a necessidade de uma «outra política nacional» que realize uma profunda avaliação da situação agrícola, que promova uma ruptura com a actual Política Agrícola Comum e com as imposições da União Europeia para a agricultura.
O PCP alertou também para a subida dos preços dos bens alimentares e de outros serviços e bens essenciais, como é o caso dos empréstimos à habitação, dos combustíveis, das despesas com a saúde, da educação e dos transportes.
As propostas de revisão do Código de Trabalho, agora apresentadas pelo Executivo PS, constituem, de igual forma, um factor no agravamento da exploração, na redução dos salários e remunerações e nas maiores dificuldades face ao aumento do custo de vida.
«Só pela acção e luta será possível travar os objectivos de mais exploração, mais desigualdades, mais injustiças que a política de direita do Governo quer continuar a impor», sublinha o PCP, que apela aos «trabalhadores, aos reformados, à juventude para que no próximo dia 5 de Junho, demonstrem o seu descontentamento, a sua indignação e o seu protesto na grande manifestação promovida pela CGTP-IN».