Declaração de falência
O Governo corrigiu em baixa o crescimento económico de 2,3 % para 1,5% (uma queda superior a 30%) e reviu em alta a inflação, passando-a de 21,% para 2,6% (mais 24%). É o cair da «máscara da propaganda», salienta o PCP.
Governo tentou enganar o País e os portugueses
O anúncio feito pelo Executivo PS em meados da passada semana, confirmando a tendência de todas as previsões que só ele até aí não quis reconhecer, vem, aliás, demonstrar a falência de uma política económica que agravou a dependência da economia nacional.
Sobre isso não tem qualquer dúvida o Grupo Parlamentar do PCP, que colocou este tema na ordem do dia da sessão plenária de sexta-feira passada em debate de actualidade por si requerido.
Enganar o País
Entendem os comunistas que a falsa imagem de confiança dada pelo Governo, como salientou o deputado Honório Novo, foi uma tentativa deliberada de «enganar o País e os portugueses». O presidente da formação comunista, Bernardino Soares, lembrando o que o PCP vem há muito dizendo, considerou mesmo que a insustentabilidade das previsões do Governo foram uma derradeira manobra destinada a esconder os efeitos desastrosos de uma política que «trocou o indispensável reforço do investimento pela submissão cega aos critérios do défice, que bloqueou a necessária valorização dos salários e reformas, que desvalorizou os sinais da crise internacional».
«Quando se discutiu o Orçamento do Estado já se sabia que havia crise internacional», frisou, assinalando que «só o Governo continuava a dizer, nas palavras do ministro das Finanças, que tinha revisto o cenário macro-económico adoptando uma atitude prudente».
Continuar a divergir
Entendem os comunistas que não pode por isso o Governo vir agora sacudir a água do capote e atribuir a outros a responsabilidade pelo trambolhão, como referiu Honório Novo. A verdade é que se a crise internacional é um factor que concorre para a situação actual, não menos peso têm para este quadro negro a má previsão do Governo e as suas opções de política.
«A sua responsabilidade é muito grande na situação que hoje vivemos. O Governo é responsável pela crise económica, por este crescimento raquítico da nossa economia que não cria emprego nem resolve os problemas do nosso desenvolvimento», acusou o líder parlamentar do PCP.
Coube-lhe ainda observar que o Governo teve de abdicar dessa «coroa de glória» tantas vezes utilizada que era a de que o crescimento da nossa economia iria pela primeira vez convergir com o crescimento médio da União Europeia. «É mentira. Afinal continuamos a divergir da União Europeia, a crescer menos, ao contrário do que o Governo andou a propagandear todos estes anos, fundando-se numa previsão falsa, mentirosa e apenas destinada a propaganda política», sublinhou Bernardino Soares.
Recuperar salários e reformas
A exigência de aumentos extraordinários dos salários e das pensões e reformas como via para reparar minimamente a brutal perda do poder de compra dos trabalhadores e famílias motivada por uma subida da inflação muito acima do previsto foi um dos temas que dominou este debate de actualidade suscitado pelo PCP.
O deputado comunista Honório Novo dera-lhe justificada ênfase logo no arranque do debate ao criticar o Governo por não ter pedido ainda desculpa aos funcionários públicos e aos reformados, nem ter feito nada para repor a justiça, ou seja, corrigir a «inflação mentirosa de 2,1%» que condicionou os aumentos salariais deste ano.
Esta foi uma reivindicação que acabou por ser partilhada pela generalidade das bancadas da oposição, à excepção do PSD. As bancadas do PS e do Governo é que não revelaram grande sensibilidade ao problema, com este último, pela voz do ministro Augusto Santos Silva, a dizer que «não devemos ser precipitados a tomar medidas que ou aumentam a despesa pública ou diminuem a receita fiscal e fariam recair sobre o conjunto dos contribuintes os efeitos negativos que hoje sentem algumas actividades económicas».
O líder parlamentar comunista, na intervenção final da sua bancada, considerou «espantoso, agora que se confirma o que o PCP anda a dizer há muitos meses [previsão da inflação subavaliada], que o Governo não queira admitir que é preciso recuperar os salários e reformas».
E considerou que é preciso descaramento para continuar a insistir no discurso da recuperação do défice, quando é o Governo o responsável pelo elevado nível de desemprego, pelo aumento do custo de vida e pelo aumento da pobreza.
«O discurso do défice não enche a barriga a ninguém, não paga as contas do supermercado, nem paga os custos que as empresas têm com os aumentos dos combustíveis», sublinhou Bernardino Soares, lembrando ainda que «não resolve nenhum problema do País, não resolve o problema dos custo de vida, não resolve o problema o problema do desemprego, não resolve o problema do crescimento económico».
Combustíveis sem freio
Colocada com muita força pela bancada comunista no debate foi ainda a questão do aumento dos combustíveis. Responsabilizou o Governo por não admitir que esta subida penaliza fortemente os portugueses e a economia e, sobretudo, por não tomar nenhuma medida para impedir a concertação de preços que aumenta os lucros das petrolíferas.
«O mercado livre e liberalizado, afinal, é apenas um mercado que é livremente concertado com os operadores para obterem o máximo lucro à custa da economia portuguesa e à custa da vida dos portugueses», acusou Bernardino Soares, lembrando que o mesmo se passa quanto ao aumento da energia.
Sobre isso não tem qualquer dúvida o Grupo Parlamentar do PCP, que colocou este tema na ordem do dia da sessão plenária de sexta-feira passada em debate de actualidade por si requerido.
Enganar o País
Entendem os comunistas que a falsa imagem de confiança dada pelo Governo, como salientou o deputado Honório Novo, foi uma tentativa deliberada de «enganar o País e os portugueses». O presidente da formação comunista, Bernardino Soares, lembrando o que o PCP vem há muito dizendo, considerou mesmo que a insustentabilidade das previsões do Governo foram uma derradeira manobra destinada a esconder os efeitos desastrosos de uma política que «trocou o indispensável reforço do investimento pela submissão cega aos critérios do défice, que bloqueou a necessária valorização dos salários e reformas, que desvalorizou os sinais da crise internacional».
«Quando se discutiu o Orçamento do Estado já se sabia que havia crise internacional», frisou, assinalando que «só o Governo continuava a dizer, nas palavras do ministro das Finanças, que tinha revisto o cenário macro-económico adoptando uma atitude prudente».
Continuar a divergir
Entendem os comunistas que não pode por isso o Governo vir agora sacudir a água do capote e atribuir a outros a responsabilidade pelo trambolhão, como referiu Honório Novo. A verdade é que se a crise internacional é um factor que concorre para a situação actual, não menos peso têm para este quadro negro a má previsão do Governo e as suas opções de política.
«A sua responsabilidade é muito grande na situação que hoje vivemos. O Governo é responsável pela crise económica, por este crescimento raquítico da nossa economia que não cria emprego nem resolve os problemas do nosso desenvolvimento», acusou o líder parlamentar do PCP.
Coube-lhe ainda observar que o Governo teve de abdicar dessa «coroa de glória» tantas vezes utilizada que era a de que o crescimento da nossa economia iria pela primeira vez convergir com o crescimento médio da União Europeia. «É mentira. Afinal continuamos a divergir da União Europeia, a crescer menos, ao contrário do que o Governo andou a propagandear todos estes anos, fundando-se numa previsão falsa, mentirosa e apenas destinada a propaganda política», sublinhou Bernardino Soares.
Recuperar salários e reformas
A exigência de aumentos extraordinários dos salários e das pensões e reformas como via para reparar minimamente a brutal perda do poder de compra dos trabalhadores e famílias motivada por uma subida da inflação muito acima do previsto foi um dos temas que dominou este debate de actualidade suscitado pelo PCP.
O deputado comunista Honório Novo dera-lhe justificada ênfase logo no arranque do debate ao criticar o Governo por não ter pedido ainda desculpa aos funcionários públicos e aos reformados, nem ter feito nada para repor a justiça, ou seja, corrigir a «inflação mentirosa de 2,1%» que condicionou os aumentos salariais deste ano.
Esta foi uma reivindicação que acabou por ser partilhada pela generalidade das bancadas da oposição, à excepção do PSD. As bancadas do PS e do Governo é que não revelaram grande sensibilidade ao problema, com este último, pela voz do ministro Augusto Santos Silva, a dizer que «não devemos ser precipitados a tomar medidas que ou aumentam a despesa pública ou diminuem a receita fiscal e fariam recair sobre o conjunto dos contribuintes os efeitos negativos que hoje sentem algumas actividades económicas».
O líder parlamentar comunista, na intervenção final da sua bancada, considerou «espantoso, agora que se confirma o que o PCP anda a dizer há muitos meses [previsão da inflação subavaliada], que o Governo não queira admitir que é preciso recuperar os salários e reformas».
E considerou que é preciso descaramento para continuar a insistir no discurso da recuperação do défice, quando é o Governo o responsável pelo elevado nível de desemprego, pelo aumento do custo de vida e pelo aumento da pobreza.
«O discurso do défice não enche a barriga a ninguém, não paga as contas do supermercado, nem paga os custos que as empresas têm com os aumentos dos combustíveis», sublinhou Bernardino Soares, lembrando ainda que «não resolve nenhum problema do País, não resolve o problema dos custo de vida, não resolve o problema o problema do desemprego, não resolve o problema do crescimento económico».
Combustíveis sem freio
Colocada com muita força pela bancada comunista no debate foi ainda a questão do aumento dos combustíveis. Responsabilizou o Governo por não admitir que esta subida penaliza fortemente os portugueses e a economia e, sobretudo, por não tomar nenhuma medida para impedir a concertação de preços que aumenta os lucros das petrolíferas.
«O mercado livre e liberalizado, afinal, é apenas um mercado que é livremente concertado com os operadores para obterem o máximo lucro à custa da economia portuguesa e à custa da vida dos portugueses», acusou Bernardino Soares, lembrando que o mesmo se passa quanto ao aumento da energia.