Nem nada que se pareça
O Expresso desvendou as curiosas ocorrências acontecidas no processo de eleição dos órgãos dirigentes do PS/Amadora, e a curiosa operação de recrutamento de militantes aptos a votar em quem os recrutou…
A operação – que obedecia a imperativos de tempo de concretização - foi executada nas zonas mais carenciadas do Concelho, com grande pragmatismo e eficácia e suportada num curioso conceito de funcionamento democrático interno…
Dizem os Estatutos do PS que um militante só tem direito a voto seis meses após ter entrado para o partido. Ora, estando as eleições para a Secção da Amadora, marcadas para 7 de Março de 2008, para nelas votar era preciso entrar para o partido até ao dia 7 de Setembro de 2007.
Foi assim que, no dia 3 de Setembro de 2007 – quatro longos dias antes do prazo fechar… - deram entrada 98 novos militantes, todos recrutados nesse dia, enquanto mais 12 foram inscritos na própria noite das eleições - neste caso, fechando os olhitos às exigências estatutárias…
No final, ganhou as eleições... quem recrutou. Obviamente. Como um desses novos recrutas disse ao Expresso: «Não paguei as quotas. Sei que é um esquema deles para ganhar a concelhia. Prometeram-me que iam melhorar as condições aqui no bairro…»
Coisas semelhantes ocorreram também, e algumas delas têm vindo à luz do dia, com organizações locais do PSD.
Sem pretendermos intrometer-nos na sua vida interna, não podemos deixar de sublinhar o facto de tais partidos terem a pretensão não só de dar lições aos outros em matéria de funcionamento democrático, mas, pior do que isso, de lhes impor regras de funcionamento feitas à imagem e semelhança daquelas pelas quais eles se regem.
É o caso das leis dos partidos e do seu financiamento, congeminadas e aprovadas por PS e PSD, e que têm como objectivo primeiro - pode dizer-se, único – obrigar o PCP a ser igual a eles… a pretexto de, segundo dizem, o PCP não ter um funcionamento democrático interno como o deles é…
Estão cheios de razão: de facto, o PCP nunca teve, não tem, nem terá, tal funcionamento. Nem nada que se pareça.
A operação – que obedecia a imperativos de tempo de concretização - foi executada nas zonas mais carenciadas do Concelho, com grande pragmatismo e eficácia e suportada num curioso conceito de funcionamento democrático interno…
Dizem os Estatutos do PS que um militante só tem direito a voto seis meses após ter entrado para o partido. Ora, estando as eleições para a Secção da Amadora, marcadas para 7 de Março de 2008, para nelas votar era preciso entrar para o partido até ao dia 7 de Setembro de 2007.
Foi assim que, no dia 3 de Setembro de 2007 – quatro longos dias antes do prazo fechar… - deram entrada 98 novos militantes, todos recrutados nesse dia, enquanto mais 12 foram inscritos na própria noite das eleições - neste caso, fechando os olhitos às exigências estatutárias…
No final, ganhou as eleições... quem recrutou. Obviamente. Como um desses novos recrutas disse ao Expresso: «Não paguei as quotas. Sei que é um esquema deles para ganhar a concelhia. Prometeram-me que iam melhorar as condições aqui no bairro…»
Coisas semelhantes ocorreram também, e algumas delas têm vindo à luz do dia, com organizações locais do PSD.
Sem pretendermos intrometer-nos na sua vida interna, não podemos deixar de sublinhar o facto de tais partidos terem a pretensão não só de dar lições aos outros em matéria de funcionamento democrático, mas, pior do que isso, de lhes impor regras de funcionamento feitas à imagem e semelhança daquelas pelas quais eles se regem.
É o caso das leis dos partidos e do seu financiamento, congeminadas e aprovadas por PS e PSD, e que têm como objectivo primeiro - pode dizer-se, único – obrigar o PCP a ser igual a eles… a pretexto de, segundo dizem, o PCP não ter um funcionamento democrático interno como o deles é…
Estão cheios de razão: de facto, o PCP nunca teve, não tem, nem terá, tal funcionamento. Nem nada que se pareça.