Cravo vermelho ao peito
A apresentação das alterações ao Código do Trabalho na passada semana, teve honras da presença do Primeiro Ministro, antecipando desde logo a gigantesca operação mediática de manipulação e deturpação da verdade relativamente ao que está em causa.
Falando em modernidade e em competitividade das empresas, Sócrates afivelou um ar indignado e de preocupação com os direitos dos coitados dos trabalhadores, para apontar aos recibos verdes, tirando da cartola um pequeno custo para as empresas (que estas vão acabar por imputar aos trabalhadores), para lhes permitir manter tudo na mesma, dando o mote do que haveriam de ser os destaques da Comunicação Social.
Máscara que lhe caiu assim que, em resposta às críticas do PCP, se lembrou de dizer que «contratos colectivos com mais de 10 anos são um atraso de vida e têm de caducar», ainda que as partes estejam de acordo com eles.
Vieira da Silva, o ministro da pasta respectiva, apareceu nos jornais com setas para cima, como se esta proposta fosse já lei e com ela todos os problemas do país ficassem não em vias de resolução, mas já mesmo resolvidos.
Tudo parte de uma operação de cosmética, em torno das propostas apresentadas à concertação social, que não é mais que um trabalhinho muito bem preparado para esconder que, desdizendo o compromisso do próprio Vieira da Silva de alterar as normas mais gravosas do Código, assim que chegassem ao Governo, o que se pretende agora é andar para trás, num retrocesso de muitas dezenas de anos, para as relações de trabalho que marcavam o 24 de Abril.
Refira-se, só a título de exemplo, a intenção de «aumentar a adaptabilidade das empresas» colocando nas mãos do patrão o direito a dispor dos trabalhadores, exclusivamente no seu interesse, admitindo jornadas de 12, 14 ou 16 horas diárias, num ataque à jornada de 8 horas, conquista dos trabalhadores portugueses após árduas batalhas.
O que essa mistificação visa é disfarçar de boa esta autêntica declaração de guerra aos trabalhadores portugueses, que foi apresentada dois dias antes das comemorações do 25 de Abril, momento em que, Vieira da Silva e José Sócrates, entre os demais ministros, se apresentaram na Assembleia da República, de cravo vermelho na lapela.
Perante isto é inevitável assinalar a actualidade dos versos cantados pelo camarada Barata Moura – «Cravo vermelho ao peito, a muitos fica bem...».
Falando em modernidade e em competitividade das empresas, Sócrates afivelou um ar indignado e de preocupação com os direitos dos coitados dos trabalhadores, para apontar aos recibos verdes, tirando da cartola um pequeno custo para as empresas (que estas vão acabar por imputar aos trabalhadores), para lhes permitir manter tudo na mesma, dando o mote do que haveriam de ser os destaques da Comunicação Social.
Máscara que lhe caiu assim que, em resposta às críticas do PCP, se lembrou de dizer que «contratos colectivos com mais de 10 anos são um atraso de vida e têm de caducar», ainda que as partes estejam de acordo com eles.
Vieira da Silva, o ministro da pasta respectiva, apareceu nos jornais com setas para cima, como se esta proposta fosse já lei e com ela todos os problemas do país ficassem não em vias de resolução, mas já mesmo resolvidos.
Tudo parte de uma operação de cosmética, em torno das propostas apresentadas à concertação social, que não é mais que um trabalhinho muito bem preparado para esconder que, desdizendo o compromisso do próprio Vieira da Silva de alterar as normas mais gravosas do Código, assim que chegassem ao Governo, o que se pretende agora é andar para trás, num retrocesso de muitas dezenas de anos, para as relações de trabalho que marcavam o 24 de Abril.
Refira-se, só a título de exemplo, a intenção de «aumentar a adaptabilidade das empresas» colocando nas mãos do patrão o direito a dispor dos trabalhadores, exclusivamente no seu interesse, admitindo jornadas de 12, 14 ou 16 horas diárias, num ataque à jornada de 8 horas, conquista dos trabalhadores portugueses após árduas batalhas.
O que essa mistificação visa é disfarçar de boa esta autêntica declaração de guerra aos trabalhadores portugueses, que foi apresentada dois dias antes das comemorações do 25 de Abril, momento em que, Vieira da Silva e José Sócrates, entre os demais ministros, se apresentaram na Assembleia da República, de cravo vermelho na lapela.
Perante isto é inevitável assinalar a actualidade dos versos cantados pelo camarada Barata Moura – «Cravo vermelho ao peito, a muitos fica bem...».