Pressões inadmissíveis
O Grupo Parlamentar do PCP requereu a audição dos ministros das Obras Públicas e do Ambiente, assim como dos responsáveis (presidente e vice-presidente) da CCDR Centro, para que sejam prestados esclarecimentos sobre a existência de pressões para alterar pareceres sobre traçados do TGV.
Justificando esta diligência da sua bancada, os deputados Bruno Dias e Miguel Tiago recordam notícias recentes segundo as quais a CCDRC terá pressionado técnicos superiores do seu serviço para que fosse alterado o parecer que considerava inviáveis todos os traçados propostos pela RAVE para o projecto de Ligação Ferroviária de Alta Velocidade, entre os concelhos de Alcobaça e Pombal.
Segundo as mesmas notícias, este processo terá resultado no afastamento compulsivo dos técnicos em causa da comissão de avaliação do projecto.
«A ser verdade que a CCDR emitiu, numa primeira fase, um parecer técnico desfavorável a todas as alternativas apresentadas para o traçado», baseada nos «impactes negativos» por si identificados, e «a ser verdade que depois foi apresentado um "parecer adicional" que acabou por resultar na decisão favorável do ministério do Ambiente a um dos traçados propostos, então estamos perante um processo de contornos políticos e administrativos da maior gravidade», salienta o PCP, considerando, por isso, ser «imprescindível» o seu esclarecimento.
Justificando esta diligência da sua bancada, os deputados Bruno Dias e Miguel Tiago recordam notícias recentes segundo as quais a CCDRC terá pressionado técnicos superiores do seu serviço para que fosse alterado o parecer que considerava inviáveis todos os traçados propostos pela RAVE para o projecto de Ligação Ferroviária de Alta Velocidade, entre os concelhos de Alcobaça e Pombal.
Segundo as mesmas notícias, este processo terá resultado no afastamento compulsivo dos técnicos em causa da comissão de avaliação do projecto.
«A ser verdade que a CCDR emitiu, numa primeira fase, um parecer técnico desfavorável a todas as alternativas apresentadas para o traçado», baseada nos «impactes negativos» por si identificados, e «a ser verdade que depois foi apresentado um "parecer adicional" que acabou por resultar na decisão favorável do ministério do Ambiente a um dos traçados propostos, então estamos perante um processo de contornos políticos e administrativos da maior gravidade», salienta o PCP, considerando, por isso, ser «imprescindível» o seu esclarecimento.