100 anos de luta na CUF
A Comissão Concelhia do Barreiro do PCP apresentou, dia 31, em conferência de imprensa, o programa das comemorações dos «100 anos de luta e resistência na CUF-Barreiro», do qual consta uma série de iniciativas a terem lugar durante o ano de 2008. Com estas iniciativas, os comunistas pretendem mostrar o «papel ímpar que os trabalhadores da CUF têm na história de Portugal».
No dia 5 de Abril será lançada a brochura «Resistência» no Centro de Trabalho do Partido e, no dia 19 do mesmo mês, será inaugurada a exposição «100 anos de luta e resistência», no auditório municipal. A seguir à inauguração realiza-se um debate a luta e a resistência antes do 25 de Abril.
Em Maio, no dia 17, será a vez de se debater as lutas ocorridas a seguir à Revolução, numa iniciativa a realizar-se na Comissão de Moradores do Bairro 3 do Alto do Seixalinho. Em Junho actuais e antigos trabalhadores da CUF/Quimigal participarão num almoço. Do programa consta ainda um comício-festa, a realizar-se em Junho, e outras actividades culturais.
Na conferência de imprensa, os comunistas barreirenses lembraram que quando a laboração da CUF se iniciou, em 1908, os trabalhadores faziam jornadas de trabalho que iam até às 16 horas diárias. Mesmo em 1919, e apesar de a República ter já decretado a jornada laboral de oito horas, na CUF trabalhava-se 12 horas ou mais por dia, seis dias por semana. Esta situação, recordaram, «levou a um confronto entre os trabalhadores da CUF e o Alfredo da Silva, com os trabalhadores a lutarem pelo cumprimento da jornada de oito horas».
Em 1943, os trabalhadores da CUF e de outras empresas realizam uma greve que mobiliza, nas duas margens do Tejo, mais de 50 mil trabalhadores. «A partir desta data o Barreiro é invadido por forças do regime fascista e dentro da CUF instala-se o Quartel e Posto da GNR e um gabinete da Polícia Política», lembrou o PCP.
A luta dos trabalhadores, acrescentou-se, «foi percorrendo gerações de trabalhadores que viram as suas famílias amputadas, quer fosse pela morte prematura por más condições de vida e de trabalho, quer fosse por serem mortos à mão do regime fascista de Salazar».
Após a Revolução de Abril, «novas lutas e mais resistência». E, mais uma vez, os trabalhadores da CUF, agora Quimigal, «foram chamados a resistir e lutar pelos direitos conseguidos com a Revolução dos cravos». E tudo fizeram para que não houvesse a desarticulação do tecido industrial existente no Barreiro. Para o PCP, é com o «aglomerado de milhares de trabalhadores na CUF, das suas vivências, do viver os problemas de cada um, em colectivo, de estarem próximos muitos trabalhadores, que nasce um pouco do Barreiro que hoje conhecemos».
No dia 5 de Abril será lançada a brochura «Resistência» no Centro de Trabalho do Partido e, no dia 19 do mesmo mês, será inaugurada a exposição «100 anos de luta e resistência», no auditório municipal. A seguir à inauguração realiza-se um debate a luta e a resistência antes do 25 de Abril.
Em Maio, no dia 17, será a vez de se debater as lutas ocorridas a seguir à Revolução, numa iniciativa a realizar-se na Comissão de Moradores do Bairro 3 do Alto do Seixalinho. Em Junho actuais e antigos trabalhadores da CUF/Quimigal participarão num almoço. Do programa consta ainda um comício-festa, a realizar-se em Junho, e outras actividades culturais.
Na conferência de imprensa, os comunistas barreirenses lembraram que quando a laboração da CUF se iniciou, em 1908, os trabalhadores faziam jornadas de trabalho que iam até às 16 horas diárias. Mesmo em 1919, e apesar de a República ter já decretado a jornada laboral de oito horas, na CUF trabalhava-se 12 horas ou mais por dia, seis dias por semana. Esta situação, recordaram, «levou a um confronto entre os trabalhadores da CUF e o Alfredo da Silva, com os trabalhadores a lutarem pelo cumprimento da jornada de oito horas».
Em 1943, os trabalhadores da CUF e de outras empresas realizam uma greve que mobiliza, nas duas margens do Tejo, mais de 50 mil trabalhadores. «A partir desta data o Barreiro é invadido por forças do regime fascista e dentro da CUF instala-se o Quartel e Posto da GNR e um gabinete da Polícia Política», lembrou o PCP.
A luta dos trabalhadores, acrescentou-se, «foi percorrendo gerações de trabalhadores que viram as suas famílias amputadas, quer fosse pela morte prematura por más condições de vida e de trabalho, quer fosse por serem mortos à mão do regime fascista de Salazar».
Após a Revolução de Abril, «novas lutas e mais resistência». E, mais uma vez, os trabalhadores da CUF, agora Quimigal, «foram chamados a resistir e lutar pelos direitos conseguidos com a Revolução dos cravos». E tudo fizeram para que não houvesse a desarticulação do tecido industrial existente no Barreiro. Para o PCP, é com o «aglomerado de milhares de trabalhadores na CUF, das suas vivências, do viver os problemas de cada um, em colectivo, de estarem próximos muitos trabalhadores, que nasce um pouco do Barreiro que hoje conhecemos».