PCP contra aumentos nos transportes
O PCP considera absolutamente inaceitável o aumento do preço dos transportes para 2008 que o ministro Mário Lino anunciou.
Entre 2002 e 2007, os transportes aumentaram 29,8 por cento
O governante fez fazer que este aumento será de 3,8 por cento, não excluindo mesmo um novo aumento intercalar no mesmo ano. Para os comunistas, que reagiram através de um comunicado do seu Gabinete de Imprensa de dia 12, este aumento, «juntamente com os aumentos anunciados ou a anunciar de outros bens e serviços essenciais, configura mais um assalto ao bolso dos trabalhadores e um novo agravamento das suas condições de vida».
No comunicado, o PCP lembra que o aumento proposto pelo Governo vem no seguimento de uma política de agravamento do preço dos transportes públicos de passageiros – ferroviário, rodoviário, aéreo, fluvial ou combinado. Entre 2002 e 2007, este aumento correspondeu a 29,8 por cento, ou seja, mais 64 por cento do que a inflação registada nesse período. A inflação prevista para 2008, recorde-se, é de 2,1 por cento.
Nos últimos cinco anos, lembram os comunistas, o preço do transporte rodoviário subiu 34,2 por cento, tendo sido o aumento do transporte ferroviário de 54,5 por cento. Está-se, então, perante uma «política anti-social de ataque ao transporte público e de favorecimento do transporte individual para o qual milhares de portugueses são empurrados».
O PCP chama ainda a atenção para os argumentos falaciosos do Governo, que justifica os aumentos com a subida do preço dos combustíveis. O acréscimo do preço do petróleo está a ser, em parte, compensado pela sobrevalorização do euro face ao dólar, moeda em que os combustíveis são transaccionados, destaca-se no comunicado.
Rejeitando ainda a perda de poder de compra dos trabalhadores e a lógica do lucro, «que tantas e tantas vezes se tem sobreposto à lógica do serviço público», os comunistas apelam à luta das populações e dos utentes de transportes públicos contra estes aumentos e pela valorização e desenvolvimento dos transportes públicos.
No comunicado, o PCP lembra que o aumento proposto pelo Governo vem no seguimento de uma política de agravamento do preço dos transportes públicos de passageiros – ferroviário, rodoviário, aéreo, fluvial ou combinado. Entre 2002 e 2007, este aumento correspondeu a 29,8 por cento, ou seja, mais 64 por cento do que a inflação registada nesse período. A inflação prevista para 2008, recorde-se, é de 2,1 por cento.
Nos últimos cinco anos, lembram os comunistas, o preço do transporte rodoviário subiu 34,2 por cento, tendo sido o aumento do transporte ferroviário de 54,5 por cento. Está-se, então, perante uma «política anti-social de ataque ao transporte público e de favorecimento do transporte individual para o qual milhares de portugueses são empurrados».
O PCP chama ainda a atenção para os argumentos falaciosos do Governo, que justifica os aumentos com a subida do preço dos combustíveis. O acréscimo do preço do petróleo está a ser, em parte, compensado pela sobrevalorização do euro face ao dólar, moeda em que os combustíveis são transaccionados, destaca-se no comunicado.
Rejeitando ainda a perda de poder de compra dos trabalhadores e a lógica do lucro, «que tantas e tantas vezes se tem sobreposto à lógica do serviço público», os comunistas apelam à luta das populações e dos utentes de transportes públicos contra estes aumentos e pela valorização e desenvolvimento dos transportes públicos.