O Encontro de Minsk
A história da Revolução e da construção socialista não foi riscada dos livros escolares
Sob o signo da Revolução de Outubro acaba de realizar-se em Minsk o Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários. A sua importância deve ser sublinhada. Com a participação de 72 Partidos de 59 países de todos os continentes, ele desmente uma vez mais as profecias sobre o «declínio irreversível» do movimento comunista e confirma que não só o comunismo não morreu como por todo o mundo há forças que mantêm viva a chama de Outubro e prosseguem com confiança a luta por uma nova sociedade mais livre e mais justa, a sociedade socialista.
A realização deste Encontro em Minsk a convite do Partido Comunista da Bielorrússia –foi o PCP que o acolheu em Lisboa no ano passado e no próximo ano realizar-se-á no Brasil a convite do PC do B – reveste-se de grande significado. Porque foi nesta bela cidade que reuniu em 1898 o I Congresso do Partido Operário Social Democrata Russo que, sob a direcção de Lenine, viria a conduzir o proletariado russo ao poder. E pelo que traduz de solidariedade para com os comunistas e o povo da Bielorrússia, país contra o qual foi desencadeada uma enorme campanha de desinformação e ingerência imperialista que na União Europeia já chegou ao ponto de medidas persecutórias como a que, para vergonha do Governo do PS, impediu o 2º Secretário do PCB de participar na Festa do Avante!.
A estadia na Bielorrússia permitiu compreender melhor as razões de tanta hostilidade. Este país de 10 milhões de habitantes é uma excepção honrosa à generalizada submissão aos EUA, à NATO e à U.E. que acompanhou a contra-revolução na Europa de Leste e nas repúblicas da ex-URSS. Tem praticado uma corajosa política de soberania nacional. Não entregou às multinacionais a sua poderosa indústria e a sua agricultura mantendo os sectores chave da economia nas mãos do Estado e das cooperativas. Não há praticamente desemprego (1%) e o crescimento económico mantém-se a ritmos elevados (entre 7 e 10%). O 7 de Novembro continua a ser feriado nacional, o memorial erguido a Lenine – junto do qual as delegações foram prestar homenagem ao genial obreiro da Revolução de Outubro - continua em frente ao Parlamento, mantém-se no essencial a toponímia revolucionária. A história da Revolução e da construção socialista não foi riscada dos livros escolares. O presidente da República saudou o Encontro com respeito.
No Encontro estiveram partidos lutando nas mais variadas condições, forçados à clandestinidade ou – como na China, Cuba, Vietnam, RPD da Coreia, Laos – dirigindo a construção dos seus países. Ouvimos o presidente do Partido Socialista da Letónia, ex-membro do Bureau Político do PCUS que passou sete anos na prisão por não renegar como outros o comunismo e onde o P.C. está proibido. Ouvimos o presidente do Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria que, dois dias depois da sua intervenção era condenado em Budapeste a dois anos de prisão por defender e afirmar a identidade comunista do seu partido, num país onde a ideologia e os símbolos dos comunistas são criminalizados enquanto se prepara, contra a vontade do seu povo, a instalação do sistema anti-missil norte-americano. Ouvimos muitos outros, todos coincidindo com o PCP na mesma convicção: por mais duros que sejam os golpes que consiga assestar, o capitalismo está historicamente condenado. O futuro pertence aos trabalhadores, ao socialismo.
A realização deste Encontro em Minsk a convite do Partido Comunista da Bielorrússia –foi o PCP que o acolheu em Lisboa no ano passado e no próximo ano realizar-se-á no Brasil a convite do PC do B – reveste-se de grande significado. Porque foi nesta bela cidade que reuniu em 1898 o I Congresso do Partido Operário Social Democrata Russo que, sob a direcção de Lenine, viria a conduzir o proletariado russo ao poder. E pelo que traduz de solidariedade para com os comunistas e o povo da Bielorrússia, país contra o qual foi desencadeada uma enorme campanha de desinformação e ingerência imperialista que na União Europeia já chegou ao ponto de medidas persecutórias como a que, para vergonha do Governo do PS, impediu o 2º Secretário do PCB de participar na Festa do Avante!.
A estadia na Bielorrússia permitiu compreender melhor as razões de tanta hostilidade. Este país de 10 milhões de habitantes é uma excepção honrosa à generalizada submissão aos EUA, à NATO e à U.E. que acompanhou a contra-revolução na Europa de Leste e nas repúblicas da ex-URSS. Tem praticado uma corajosa política de soberania nacional. Não entregou às multinacionais a sua poderosa indústria e a sua agricultura mantendo os sectores chave da economia nas mãos do Estado e das cooperativas. Não há praticamente desemprego (1%) e o crescimento económico mantém-se a ritmos elevados (entre 7 e 10%). O 7 de Novembro continua a ser feriado nacional, o memorial erguido a Lenine – junto do qual as delegações foram prestar homenagem ao genial obreiro da Revolução de Outubro - continua em frente ao Parlamento, mantém-se no essencial a toponímia revolucionária. A história da Revolução e da construção socialista não foi riscada dos livros escolares. O presidente da República saudou o Encontro com respeito.
No Encontro estiveram partidos lutando nas mais variadas condições, forçados à clandestinidade ou – como na China, Cuba, Vietnam, RPD da Coreia, Laos – dirigindo a construção dos seus países. Ouvimos o presidente do Partido Socialista da Letónia, ex-membro do Bureau Político do PCUS que passou sete anos na prisão por não renegar como outros o comunismo e onde o P.C. está proibido. Ouvimos o presidente do Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria que, dois dias depois da sua intervenção era condenado em Budapeste a dois anos de prisão por defender e afirmar a identidade comunista do seu partido, num país onde a ideologia e os símbolos dos comunistas são criminalizados enquanto se prepara, contra a vontade do seu povo, a instalação do sistema anti-missil norte-americano. Ouvimos muitos outros, todos coincidindo com o PCP na mesma convicção: por mais duros que sejam os golpes que consiga assestar, o capitalismo está historicamente condenado. O futuro pertence aos trabalhadores, ao socialismo.