No Leste prefere-se o socialismo
Passados 18 anos da queda do muro de Berlim, a maioria esmagadora dos alemães da antiga República Democrática Alemã continuam a preferir o regime socialista à ordem capitalista que lhe foi imposta.
Esta é pelo menos a conclusão de uma sondagem publicada no sábado, 10, pelo insuspeito semanário Der Spiegel, que incidiu sobre um universo de mil inquiridos abrangendo as faixas etárias dos 35 aos 50 anos e dos 14 aos 24 anos.
No primeiro grupo, 92 por cento das respostas foram favoráveis ao socialismo. E mesmo entre os mais jovens, 60 por cento lamentam que nada tenha restado «das coisas de que se podiam orgulhar da Alemanha Oriental».
O estudo apurou ainda um número apreciável de «adeptos» do socialismo na parte ocidental do país. Aqui, 26 por cento dos jovens e 48 por cento dos da geração de seus pais são da opinião de que a antiga RDA possuía um sistema de protecção social superior ao que existe actualmente.
Visivelmente surpreendido e incomodado com os resultados obtidos, sobretudo entre as camadas jovens, os editores do Spiegel tentam desvalorizá-los, afirmando que se trata de «uma opinião de lentes cor-de-rosa», daqueles que só vêem na Alemanha Oriental «emprego para todos, creches para todas as crianças e um sistema de protecção social que acompanhava o cidadão do berço até ao túmulo. É claro que esta geração não foi exposta aos aspectos negativos da vida sob o domínio comunista, como as filas para comprar alimentos e a repressão policial», conclui com altivez a prestigiada revista, esquecendo propositadamente que o desemprego massivo que continua a flagelar o Leste da Alemanha e a redução drástica dos salários reais e direitos sociais em todo o país colocam hoje em causa não só a liberdade individual mas a própria sobrevivência em condições mínimas de muitos milhões de alemães.
Esta é pelo menos a conclusão de uma sondagem publicada no sábado, 10, pelo insuspeito semanário Der Spiegel, que incidiu sobre um universo de mil inquiridos abrangendo as faixas etárias dos 35 aos 50 anos e dos 14 aos 24 anos.
No primeiro grupo, 92 por cento das respostas foram favoráveis ao socialismo. E mesmo entre os mais jovens, 60 por cento lamentam que nada tenha restado «das coisas de que se podiam orgulhar da Alemanha Oriental».
O estudo apurou ainda um número apreciável de «adeptos» do socialismo na parte ocidental do país. Aqui, 26 por cento dos jovens e 48 por cento dos da geração de seus pais são da opinião de que a antiga RDA possuía um sistema de protecção social superior ao que existe actualmente.
Visivelmente surpreendido e incomodado com os resultados obtidos, sobretudo entre as camadas jovens, os editores do Spiegel tentam desvalorizá-los, afirmando que se trata de «uma opinião de lentes cor-de-rosa», daqueles que só vêem na Alemanha Oriental «emprego para todos, creches para todas as crianças e um sistema de protecção social que acompanhava o cidadão do berço até ao túmulo. É claro que esta geração não foi exposta aos aspectos negativos da vida sob o domínio comunista, como as filas para comprar alimentos e a repressão policial», conclui com altivez a prestigiada revista, esquecendo propositadamente que o desemprego massivo que continua a flagelar o Leste da Alemanha e a redução drástica dos salários reais e direitos sociais em todo o país colocam hoje em causa não só a liberdade individual mas a própria sobrevivência em condições mínimas de muitos milhões de alemães.