Contestação alarga-se
À greve dos ferroviários iniciada na noite de terça-feira, 13, juntaram-se ontem os transportes públicos de Paris (RATP), bem como as empresas nacionais de electricidade e gás (EDF e GDF). Outros movimentos reivindicativos estão a convergir na luta contra as políticas de Sarkozy.
Estudantes juntam-se aos ferroviários bloqueando estações
No sector da energia, a greve marcada para ontem foi convocada por sete sindicatos por um período de 24 horas, prevendo-se uma elevada adesão, à semelhança da jornada de 18 de Outubro, data em 70 a 90 por cento dos trabalhadores participaram no protesto.
Já nos caminhos de ferros e transportes de Paris, as greves contra a eliminação dos regimes especiais de reforma, estão marcadas por tempo indeterminado, o que significa que poderão prolongar-se por vários dias. A adesão pode voltar a atingir os 80 por cento registados em 18 de Outubro, dia em que apenas circularam 70 dos 700 TGV.
As greves afectam ainda a Ópera de Paris e a Comédie Francese, bem como os trabalhadores dos notários, igualmente abrangidos pelos regimes especiais de reforma.
Na passada sexta-feira, 9, o secretário-geral da CGT, Bernard Thibault, solicitou ao ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, que organizasse rapidamente uma «reunião tripartida» entre governo, sindicatos e empresas para discutir os regimes especiais, com vista a «trabalhar para uma saída do conflito em curso».
Na missiva que dirigiu ao governante, o sindicalista sublinhava que «o quadro global» desta reforma «mantém-se negativo», «o que torna impraticável nesta fase a negociação com as empresas».
Recusando-se a promover tal encontro, Bertrand declarou, na segunda-feira, 12,
que estaria disponível para receber o representante da CGT, mas acrescentou: «Se é para me dizer que não deseja a passagem para 40 anos de contribuções, é inútil».
Estudantes solidarizam-se
Neste verdadeiro braço-de-ferro entre sindicatos e governo, junta-se com importância crescente o movimento de estudantes, em luta contra a privatização das universidades.
No domingo, 11, a coordenadora nacional dos estudantes do superior, reunida na cidade de Rennes (Noroeste de Paris), apelou à transformação do movimento nas universidades numa «mobilização massiva», decidindo solidarizar-se com a luta dos ferroviários, bloqueando as estações de caminhos-de-ferro, bem como com a dos funcionários públicos, que estarão em greve na próxima terça-feira, dia 20.
No início da semana, cerca de 15 universidades estavam paralisadas total ou parcialmente e em outras 30 decorriam assembleias gerais.
O organismo nacional de estudantes exige «a revogação incondicional» da lei Pécresse sobre a autonomia das universidades, a qual, sublinha, «não é negociável nem emendável».
Os estudantes consideram que aquele diploma visa «o desmantelamento do serviço público de ensino, coloca as universidades em concorrência, e aumenta o peso das empresas e dos privados» no ensino superior.
Já nos caminhos de ferros e transportes de Paris, as greves contra a eliminação dos regimes especiais de reforma, estão marcadas por tempo indeterminado, o que significa que poderão prolongar-se por vários dias. A adesão pode voltar a atingir os 80 por cento registados em 18 de Outubro, dia em que apenas circularam 70 dos 700 TGV.
As greves afectam ainda a Ópera de Paris e a Comédie Francese, bem como os trabalhadores dos notários, igualmente abrangidos pelos regimes especiais de reforma.
Na passada sexta-feira, 9, o secretário-geral da CGT, Bernard Thibault, solicitou ao ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, que organizasse rapidamente uma «reunião tripartida» entre governo, sindicatos e empresas para discutir os regimes especiais, com vista a «trabalhar para uma saída do conflito em curso».
Na missiva que dirigiu ao governante, o sindicalista sublinhava que «o quadro global» desta reforma «mantém-se negativo», «o que torna impraticável nesta fase a negociação com as empresas».
Recusando-se a promover tal encontro, Bertrand declarou, na segunda-feira, 12,
que estaria disponível para receber o representante da CGT, mas acrescentou: «Se é para me dizer que não deseja a passagem para 40 anos de contribuções, é inútil».
Estudantes solidarizam-se
Neste verdadeiro braço-de-ferro entre sindicatos e governo, junta-se com importância crescente o movimento de estudantes, em luta contra a privatização das universidades.
No domingo, 11, a coordenadora nacional dos estudantes do superior, reunida na cidade de Rennes (Noroeste de Paris), apelou à transformação do movimento nas universidades numa «mobilização massiva», decidindo solidarizar-se com a luta dos ferroviários, bloqueando as estações de caminhos-de-ferro, bem como com a dos funcionários públicos, que estarão em greve na próxima terça-feira, dia 20.
No início da semana, cerca de 15 universidades estavam paralisadas total ou parcialmente e em outras 30 decorriam assembleias gerais.
O organismo nacional de estudantes exige «a revogação incondicional» da lei Pécresse sobre a autonomia das universidades, a qual, sublinha, «não é negociável nem emendável».
Os estudantes consideram que aquele diploma visa «o desmantelamento do serviço público de ensino, coloca as universidades em concorrência, e aumenta o peso das empresas e dos privados» no ensino superior.