Tudo para os accionistas
O Grupo PT continua a ser uma manta de retalhos e o Governo não usa as ferramentas de que dispõe para defender este sector estratégico, acusa a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom.
As alterações aos complementos de reforma são ilegais
Actualmente, na PT, «o funcionamento económico parece um conjunto de vasos comunicantes que corre num só sentido, remuneração accionista e protecção de certas elites de topo», afirma a CT, num comunicado que distribuiu na semana passada. A venda de edifícios, a redução dos complementos de reforma, os atrasos nos investimentos em infraestruturas e na comercialização do MEO (o produto com que a PT entra no triple play, fornecendo telefone, Internet e televisão) fazem parte do «ímpeto alienador» da administração, um «despojar de recursos da empresa e direitos dos trabalhadores, para que, independentemente dos resultados operacionais, os faraónicos compromissos assumidos perante os accionistas sejam cumpridos».
Dias antes, em reunião com o novo director de Recursos Humanos (direcção agora rebaptizada como DHT) da PT Comunicações, que ocupa as mesmas funções na TMN, os representantes dos trabalhadores ficaram a saber que, de uma forma unilateral, a PTC decidiu, com efeitos retroactivos a 1 de Junho, reduzir os complementos de reforma. A estes têm direito os trabalhadores dos ex-TLP e da ex-TDP, que sofrem «um rombo considerável», e os da ex-Marconi.
A comprovar que tais cortes se destinam às contas dos grandes accionistas, a CT da PT afirma, «sem grande margem para erro», que a redução de direitos provocada pelas alterações no Plano de Saúde da PTC representarão, no final deste ano, uma poupança superior a 30 por cento, face aos custos que com ele a empresa teve em 2006; por outro lado, as pretendidas alterações aos complementos de reforma deverão traduzir-se numa redução de encargos superior a 36 milhões de euros (como se verifica nas contas, já lançadas, do primeiro semestre).
Considerando que as alterações aos complementos de reforma «são ilegais», a CT exorta os trabalhadores e os sindicatos a dar-lhes combate.
Que diz Granadeiro?
No comunicado, a CT arrola uma série de questões que quer ver explicadas pelo presidente da PT, Henrique Granadeiro, numa reunião prometida mas ainda sem data marcada, e que se destinaria a tratar a operação de «spin-off» da PT Multimédia. Por exemplo:
– porquê o aumento do número de administradores da PTC, de cinco para sete, aumentando os custos, ao mesmo tempo que impõe pesadas restrições aos trabalhadores?
– quais as vantagens de colocar, em lugares-chave na PTC, mais de 30 quadros vindos da PTM, sem que seja conhecida a sua experiência nas comunicações fixas e marginalizando aqueles que, na PTC, são conhecedores profundos da empresa?
– porquê o atraso no alargamento da cobertura do MEO, que deveria, a 15 de Outubro, abranger a maioria das capitais de distrito? Qual o novo calendário para o «tripe play», que é determinante para o futuro da PT?
– porquê a venda do edifício da Marconi, actual sede da TMN, que era propriedade do Fundo de Pensões e tinha uma rentabilidade superior a 8 por cento ao ano?
Dias antes, em reunião com o novo director de Recursos Humanos (direcção agora rebaptizada como DHT) da PT Comunicações, que ocupa as mesmas funções na TMN, os representantes dos trabalhadores ficaram a saber que, de uma forma unilateral, a PTC decidiu, com efeitos retroactivos a 1 de Junho, reduzir os complementos de reforma. A estes têm direito os trabalhadores dos ex-TLP e da ex-TDP, que sofrem «um rombo considerável», e os da ex-Marconi.
A comprovar que tais cortes se destinam às contas dos grandes accionistas, a CT da PT afirma, «sem grande margem para erro», que a redução de direitos provocada pelas alterações no Plano de Saúde da PTC representarão, no final deste ano, uma poupança superior a 30 por cento, face aos custos que com ele a empresa teve em 2006; por outro lado, as pretendidas alterações aos complementos de reforma deverão traduzir-se numa redução de encargos superior a 36 milhões de euros (como se verifica nas contas, já lançadas, do primeiro semestre).
Considerando que as alterações aos complementos de reforma «são ilegais», a CT exorta os trabalhadores e os sindicatos a dar-lhes combate.
Que diz Granadeiro?
No comunicado, a CT arrola uma série de questões que quer ver explicadas pelo presidente da PT, Henrique Granadeiro, numa reunião prometida mas ainda sem data marcada, e que se destinaria a tratar a operação de «spin-off» da PT Multimédia. Por exemplo:
– porquê o aumento do número de administradores da PTC, de cinco para sete, aumentando os custos, ao mesmo tempo que impõe pesadas restrições aos trabalhadores?
– quais as vantagens de colocar, em lugares-chave na PTC, mais de 30 quadros vindos da PTM, sem que seja conhecida a sua experiência nas comunicações fixas e marginalizando aqueles que, na PTC, são conhecedores profundos da empresa?
– porquê o atraso no alargamento da cobertura do MEO, que deveria, a 15 de Outubro, abranger a maioria das capitais de distrito? Qual o novo calendário para o «tripe play», que é determinante para o futuro da PT?
– porquê a venda do edifício da Marconi, actual sede da TMN, que era propriedade do Fundo de Pensões e tinha uma rentabilidade superior a 8 por cento ao ano?