Quotas de enfermeiros com critério político
Para a «bandeira política» de Correia de Campos, as Unidades de Saúde Familiar (USF), o Ministério da Saúde atribui um número de lugares para novos contratos que está de acordo com o número de enfermeiros contratados a prazo que hoje exercem funções. Mas este mesmo critério não foi utilizado no que toca aos centros de saúde e hospitais - protestou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que detectou este «critério político» na Administração Regional de Saúde do Centro.
O SEP/CGTP-IN questiona se estas quotas de contratação acrescem ou não às que já tinham sido anunciadas pelo Governo. Caso se trate de um acréscimo, quer dizer que o Ministério da Saúde, «apesar de não atender às necessidades identificadas pelas instituições, decidiu um descongelamento extraordinário para as USF»; se os números das USF fazem parte dos lugares já anunciados, então o gabinete de Correia de Campos «dá mais importância aos utentes das USF do que aos restantes utentes, que continuam a ter o Centro de Saúde como referência».
O sindicato acusa ainda o Ministério de promover um concurso discriminatório, pois nos critérios de selecção dos enfermeiros a contratar (critérios que noutros concursos anteriores não constavam) inclui como preferencial a experiência em USF. «Para este Governo existem portugueses de primeira e de segunda, sendo que o mesmo se aplica aos enfermeiros», protesta o sindicato.
No final da «rota da precariedade», que percorreu o País e terminou em Lisboa no dia 18, o SEP condenou, por estar abaixo das necessidades, a autorização ministerial para a celebração de apenas 6 752 contratos para todas as classes de profissionais de saúde. Segundo o sindicato, há três mil enfermeiros precários e dois mil desempregados, enquanto, segundo os números do próprio Governo, faltam 30 mil enfermeiros nas instituições.
O SEP/CGTP-IN questiona se estas quotas de contratação acrescem ou não às que já tinham sido anunciadas pelo Governo. Caso se trate de um acréscimo, quer dizer que o Ministério da Saúde, «apesar de não atender às necessidades identificadas pelas instituições, decidiu um descongelamento extraordinário para as USF»; se os números das USF fazem parte dos lugares já anunciados, então o gabinete de Correia de Campos «dá mais importância aos utentes das USF do que aos restantes utentes, que continuam a ter o Centro de Saúde como referência».
O sindicato acusa ainda o Ministério de promover um concurso discriminatório, pois nos critérios de selecção dos enfermeiros a contratar (critérios que noutros concursos anteriores não constavam) inclui como preferencial a experiência em USF. «Para este Governo existem portugueses de primeira e de segunda, sendo que o mesmo se aplica aos enfermeiros», protesta o sindicato.
No final da «rota da precariedade», que percorreu o País e terminou em Lisboa no dia 18, o SEP condenou, por estar abaixo das necessidades, a autorização ministerial para a celebração de apenas 6 752 contratos para todas as classes de profissionais de saúde. Segundo o sindicato, há três mil enfermeiros precários e dois mil desempregados, enquanto, segundo os números do próprio Governo, faltam 30 mil enfermeiros nas instituições.