Quotas de enfermeiros com critério político

Para a «bandeira política» de Correia de Campos, as Unidades de Saúde Familiar (USF), o Ministério da Saúde atribui um número de lugares para novos contratos que está de acordo com o número de enfermeiros contratados a prazo que hoje exercem funções. Mas este mesmo critério não foi utilizado no que toca aos centros de saúde e hospitais - protestou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que detectou este «critério político» na Administração Regional de Saúde do Centro.
O SEP/CGTP-IN questiona se estas quotas de contratação acrescem ou não às que já tinham sido anunciadas pelo Governo. Caso se trate de um acréscimo, quer dizer que o Ministério da Saúde, «apesar de não atender às necessidades identificadas pelas instituições, decidiu um descongelamento extraordinário para as USF»; se os números das USF fazem parte dos lugares já anunciados, então o gabinete de Correia de Campos «dá mais importância aos utentes das USF do que aos restantes utentes, que continuam a ter o Centro de Saúde como referência».
O sindicato acusa ainda o Ministério de promover um concurso discriminatório, pois nos critérios de selecção dos enfermeiros a contratar (critérios que noutros concursos anteriores não constavam) inclui como preferencial a experiência em USF. «Para este Governo existem portugueses de primeira e de segunda, sendo que o mesmo se aplica aos enfermeiros», protesta o sindicato.
No final da «rota da precariedade», que percorreu o País e terminou em Lisboa no dia 18, o SEP condenou, por estar abaixo das necessidades, a autorização ministerial para a celebração de apenas 6 752 contratos para todas as classes de profissionais de saúde. Segundo o sindicato, há três mil enfermeiros precários e dois mil desempregados, enquanto, segundo os números do próprio Governo, faltam 30 mil enfermeiros nas instituições.


Mais artigos de: Trabalhadores

Segurança na revisão da <em>CP</em>

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário convocou novos plenários do pessoal da revisão da CP Lisboa, para dias 27 e 28 de Novembro, congratulando-se pelo facto de a marcação de uma greve de quatro horas, para terça-feira, dia 30, ter levado à assunção de compromissos, tanto por parte da empresa, como...

Sintaf apela à unidade

O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira apelou «à unidade na acção entre os trabalhadores» do BPI e do Millennium BCP, numa nota à imprensa, reagindo ao anúncio da intenção de fusão dos dois bancos.«Perante a possibilidade de se concretizar esta fusão, lesiva do interesse nacional e que iria tornar ainda...

Luta sobe de tom

A cimeira da Frente Comum decidiu convocar greve na segunda metade de Novembro. Dia 7, quarta-feira, o plenário de sindicatos define a data.

Lutas na aviação

Os trabalhadores da SPdH/Groundforce iniciaram sábado uma greve, que se prolonga até 31 de Dezembro, ao trabalho suplementar, às sistemáticas trocas de turnos e à alteração dos horários de refeição. A decisão, proposta por quatro sindicatos, foi ratificada sexta-feira à tarde, num plenário que reuniu cerca de 500...

<em>Pereira da Costa</em> vai pagar

Na segunda-feira à noite, representantes dos trabalhadores da Pereira da Costa Construções, da administração e do IAPMEI acordaram uma proposta para liquidação dos créditos dos operários.

Aplauso oficial à provocação

O presidente da ATP (associação patronal da indústria têxtil e de vestuário) foi ao 9.º Fórum do sector manifestar preocupações face à hipótese de o salário mínimo nacional (aquilo que é pago à grande maioria das operárias e dos operários) atingir em 2008 o valor reivindicado pela CGTP-IN, passando de 403,00 para 426,50...

Tudo para os accionistas

O Grupo PT continua a ser uma manta de retalhos e o Governo não usa as ferramentas de que dispõe para defender este sector estratégico, acusa a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom.