A resposta que sabemos dar

Vasco Cardoso
Não se pode dizer que constitua propriamente novidade o facto de, a poucos dias da realização da Festa do Avante!, a principal preocupação da comunicação social dominante incidir na tentativa de diminuir o significado político, cultural e ideológico da Festa, através das mais que gastas fórmulas de caricatura e deturpação da realidade, moldadas pelos padrões do pensamento único e em perfeita convergência com os interesses de classe que o suportam.
Ao longo dos anos, entre as muitas características que fazem da nossa Festa uma realização ímpar no país e no mundo, sobressai a do seu carácter solidário e internacionalista. Solidariedade com todos os que por esse mundo fora desenvolvem corajosamente processos de luta e resistência contra políticas anti-sociais, anti-democráticas e agressivas das principais potências imperialistas, ou de governos por elas instrumentalizados, e que sofrem na pele a perseguição, a tortura e até a liquidação física, como é o caso dos nossos camaradas do Partido Comunista da Colômbia - PCC.
Ocultando a realidade na Colômbia – marcada pelos contínuos assassinatos de dirigentes sindicais, eleitos e activistas políticos, comunistas, mas também de outros democratas e patriotas – alguns dos principais órgãos de comunicação social têm incentivado uma vergonhosa linha de criminalização do PCC, a propósito da sua presença na Festa, indo mais longe do que os próprios EUA e União Europeia que, como é sabido, procuram impor a denominação de «terroristas» a todos os que no mundo se opõem aos seus interesses de domínio e exploração. Nada de novo, a diferença em relação a 2006 é que este ano começou mais cedo.
Confiando na velha tese de que, de tantas vezes repetir uma mentira ela acabará por se transformar em realidade, as forças que não suportam a luta, os ideais e o projecto de sociedade do PCP – que se projectam com um enorme impacto a partir da Festa do Avante! – tentam erguer, em descarada articulação com os interesses do imperialismo, mais uma campanha contra a nossa Festa e o Partido.
Amanhã, quando os portões da Atalaia se abrirem para voltarmos a receber milhares de visitantes; quando as avenidas e pavilhões da nossa Festa – que ao longo de muitos meses fomos construindo – se encherem de vida e de cor; quando as centenas de artistas partilharem com o público a sua música, os seus livros, as suas danças; quando soarem lá no alto os acordes da «Internacional» e milhares de bandeiras rubras esvoaçarem durante o grande comício da Festa, daremos a melhor resposta que podemos e sabemos dar.


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