O Filme de Sandra
Sandra Felgueiras abandonou o Algarve e o circo mediático do caso Madeleine e rumou, imagine-se, à América Latina, mais propriamente a Cuba. Se na Praia da Luz a promissora «repórter» já nos tinha brindado com autênticas «pérolas» de «jornalismo» em directo que nos estimularam o imaginário da ficção policial, em Cuba, Sandra superou-se a si própria e dedicou-se de corpo e alma à arte da criação.
A «coisa» emitida pela RTP no dia 2 de Agosto, intitulada «Hasta Cuando» é de facto uma pérola da ficção portuguesa. Lapso com certeza da direcção de programas, que «encostou» a curta-metragem da jovem Felgueiras ao Telejornal fazendo parecer - com certeza inadvertidamente - que o filme era uma reportagem sobre Cuba e a sua sociedade.
Preocupados com a possível confusão, visitámos o site da RTP e aí quaisquer dúvidas sobre a natureza da película da jovem cineasta foram dissipadas. Versavam assim algumas passagens do texto de apresentação: «O Regime mais provocatório do Ocidente está em risco de se desmoronar». Ficámos sossegados! É que seria uma aberração o canal público português anunciar no seu site oficial uma reportagem sobre um país soberano com quem Portugal tem relações a vários níveis, daquela forma. Mas continuámos a ler não fosse o diabo tecê-las (não desfazendo em José Rodrigues dos Santos): O homem que ergueu o último reduto comunista do Ocidente à porta dos EUA, caiu doente há um ano e foi obrigado a ceder o poder ao irmão, Raul (…) O mundo pergunta-se (…) se com a sua morte terminará também o modelo de poder construído à sua medida? Tudo explicado, é mesmo um guião. Se assim não fosse, a película de Sandra Felgueiras seria não uma reportagem mas o seu oposto, ou seja: uma peça de propaganda política e ideológica, desprovida de qualquer critério básico jornalístico, posta ao serviço de uma campanha contra Cuba e o seu povo, lançada por aqueles que vibram com a ideia da morte de Fidel. Vimos o filme. De facto não podia ser uma reportagem. Até porque a actriz principal era a própria Sandra, que lá ia dizendo o que tinha para dizer sobre Cuba porque os danados dos actores secundários cubanos nunca diziam o que estava previsto. Apenas dois, apelidados de «dissidentes». Uma já tinha ouvido falar dela. Organizou um fiasco de congresso em Havana e pertence a uma organização que por via de Miami e da Florida recebe umas «massas» de «ajuda» da administração Bush. Contas feitas, e embora em estilos diferentes o filme de Sandra rivalizou com as Chiquititas, claramente!
A «coisa» emitida pela RTP no dia 2 de Agosto, intitulada «Hasta Cuando» é de facto uma pérola da ficção portuguesa. Lapso com certeza da direcção de programas, que «encostou» a curta-metragem da jovem Felgueiras ao Telejornal fazendo parecer - com certeza inadvertidamente - que o filme era uma reportagem sobre Cuba e a sua sociedade.
Preocupados com a possível confusão, visitámos o site da RTP e aí quaisquer dúvidas sobre a natureza da película da jovem cineasta foram dissipadas. Versavam assim algumas passagens do texto de apresentação: «O Regime mais provocatório do Ocidente está em risco de se desmoronar». Ficámos sossegados! É que seria uma aberração o canal público português anunciar no seu site oficial uma reportagem sobre um país soberano com quem Portugal tem relações a vários níveis, daquela forma. Mas continuámos a ler não fosse o diabo tecê-las (não desfazendo em José Rodrigues dos Santos): O homem que ergueu o último reduto comunista do Ocidente à porta dos EUA, caiu doente há um ano e foi obrigado a ceder o poder ao irmão, Raul (…) O mundo pergunta-se (…) se com a sua morte terminará também o modelo de poder construído à sua medida? Tudo explicado, é mesmo um guião. Se assim não fosse, a película de Sandra Felgueiras seria não uma reportagem mas o seu oposto, ou seja: uma peça de propaganda política e ideológica, desprovida de qualquer critério básico jornalístico, posta ao serviço de uma campanha contra Cuba e o seu povo, lançada por aqueles que vibram com a ideia da morte de Fidel. Vimos o filme. De facto não podia ser uma reportagem. Até porque a actriz principal era a própria Sandra, que lá ia dizendo o que tinha para dizer sobre Cuba porque os danados dos actores secundários cubanos nunca diziam o que estava previsto. Apenas dois, apelidados de «dissidentes». Uma já tinha ouvido falar dela. Organizou um fiasco de congresso em Havana e pertence a uma organização que por via de Miami e da Florida recebe umas «massas» de «ajuda» da administração Bush. Contas feitas, e embora em estilos diferentes o filme de Sandra rivalizou com as Chiquititas, claramente!