Aliança desfeita
A coligação de extrema-direita que governava a Polónia desfez-se com o anúncio da saída dos dois ministros do partido populista Samoobrona (autodefesa) e a retirada de apoio parlamentar ao PiS, o principal partido no poder.
A direita polaca tem perdido apoio nas sondagens
A ruptura agora consumada começou a desenhar-se no início de Julho quando o líder do Samoobrona, Andrzej Lepper, foi obrigado a demitir-se dos cargos de vice primeiro-ministro e de ministro da Agricultura, na sequência de um escândalo de corrupção no seu Ministério.
Na semana passada, a escolha do novo titular da Agricultura foi recebida com indignação pelos dirigentes do Samoobrona, que viram arredados daquela pasta ministerial, que, segundo afirmam, lhes estava reservada no âmbito do acordo da coligação.
Sem surpresa, no domingo, dia 5, Lepper anunciou que o seu partido «não votará mais, a partir da próxima sessão parlamentar que se inicia em 22 de Agosto, em função das propostas do PiS» (Partido Direito e Justiça), dos gémeos Jaroslav e Lech Kaczynski, respectivamente primeiro-ministro e presidente da República.
A coligação já não existe», declarou Lepper, responsabilizando Jaroslav Kaczynski pela sua ruptura.
Num parlamento composto por 460 deputados, o PiS apenas dispõe de 150 assentos. Não estando dispostos a governar em minoria, os gémeos Kaczynski manifestaram a intenção, no início da passada semana, de convocar eleições antecipadas como a melhor solução para superar a crise.
«Não há forma de evitar as eleições antecipadas» comentou o presidente polaco ao diário Gazeta Wyborcza, admitindo como datas possíveis os próximos meses de Setembro e Novembro ou a Primavera de 2008.
Contudo, em declarações à estação radiofónica estatal Radio 1, o seu irmão foi mais explícito, reconhecendo que «as políticas destrutivas» da oposição poderiam precipitar a decisão.
Calculismo eleitoral
Segundo a Agência Lusa, o executivo de Varsóvia enfrenta uma vaga de contestação social e sondagens recentes colocam os liberais da Plataforma Cívica (PO) ligeiramente à frente do PiS nas intenções de voto.
Em contrapartida, o Samoobrona e a Liga das Famílias Polacas (extrema-direita católica que constituía o terceiro partido da coligação governamental) estão em queda livre, correndo o risco de não atingir o limiar dos cinco por cento dos votos e assim perder as respectivas representações parlamentares.
Todavia, e embora as sondagens não o indiquem para já, os gémeos Kaczynski esperam certamente que o afundamento da extrema-direita venha a traduzir-se num reforço eleitoral do PiS, ambicionando formar novo governo assente numa sólida maioria parlamentar à prova de sobressaltos.
Na semana passada, a escolha do novo titular da Agricultura foi recebida com indignação pelos dirigentes do Samoobrona, que viram arredados daquela pasta ministerial, que, segundo afirmam, lhes estava reservada no âmbito do acordo da coligação.
Sem surpresa, no domingo, dia 5, Lepper anunciou que o seu partido «não votará mais, a partir da próxima sessão parlamentar que se inicia em 22 de Agosto, em função das propostas do PiS» (Partido Direito e Justiça), dos gémeos Jaroslav e Lech Kaczynski, respectivamente primeiro-ministro e presidente da República.
A coligação já não existe», declarou Lepper, responsabilizando Jaroslav Kaczynski pela sua ruptura.
Num parlamento composto por 460 deputados, o PiS apenas dispõe de 150 assentos. Não estando dispostos a governar em minoria, os gémeos Kaczynski manifestaram a intenção, no início da passada semana, de convocar eleições antecipadas como a melhor solução para superar a crise.
«Não há forma de evitar as eleições antecipadas» comentou o presidente polaco ao diário Gazeta Wyborcza, admitindo como datas possíveis os próximos meses de Setembro e Novembro ou a Primavera de 2008.
Contudo, em declarações à estação radiofónica estatal Radio 1, o seu irmão foi mais explícito, reconhecendo que «as políticas destrutivas» da oposição poderiam precipitar a decisão.
Calculismo eleitoral
Segundo a Agência Lusa, o executivo de Varsóvia enfrenta uma vaga de contestação social e sondagens recentes colocam os liberais da Plataforma Cívica (PO) ligeiramente à frente do PiS nas intenções de voto.
Em contrapartida, o Samoobrona e a Liga das Famílias Polacas (extrema-direita católica que constituía o terceiro partido da coligação governamental) estão em queda livre, correndo o risco de não atingir o limiar dos cinco por cento dos votos e assim perder as respectivas representações parlamentares.
Todavia, e embora as sondagens não o indiquem para já, os gémeos Kaczynski esperam certamente que o afundamento da extrema-direita venha a traduzir-se num reforço eleitoral do PiS, ambicionando formar novo governo assente numa sólida maioria parlamentar à prova de sobressaltos.