Trabalhadores em consulados

Negar o direito à reforma

«Uma situação vergonhosa», assim classifica o deputado comunista Jorge Machado a desprotecção em que se encontram cerca de 200 trabalhadores em missões diplomáticas e consulares. De acordo com informação proveniente de várias fontes chegada ao Grupo Parlamentar do PCP, a última das quais veiculada pelo Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, aqueles trabalhadores ao serviço do Estado português no estrangeiro não dispõem de qualquer sistema de protecção quer por invalidez quer por velhice.
Acontece assim que, após uma vida inteira de trabalho, há quem não tenha direito a qualquer reforma, como é o caso – relatado por Jorge Machado no requerimento que sobre o assunto enviou ao Governo – de um trabalhador da rede consular em Joanesburgo, com 80 anos, que continua a apresentar-se ao serviço uma vez que é a única forma que tem para garantir a sua subsistência.
Alertado para esta situação, segundo o deputado comunista, o Governo, nomeadamente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, ter-se-á limitado a proceder a um levantamento das situações existentes.
Facto que o Grupo Parlamentar comunista lamenta e denuncia, acrescentando que, a confirmarem-se, tais situações não só envergonham o País como são «absolutamente inaceitáveis».
«O Governo tem a obrigação de garantir que os trabalhadores que prestam serviço ao nosso País tenham sistemas de protecção na velhice», sublinha Jorge Machado no texto enviado ao Governo, no qual inquire ainda sobre as «medidas urgentes e de médio e longo alcance» que aquele pensa adoptar para corrigir tão injusta situação.


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