Defender a Pátria
Datas são datas. Aniversários, efemérides, festas e lutos, memórias. Umas escolhemos nós, outras são-nos impostas porque assim se fazia antes de nascermos. A elas aderimos ou lhes voltamos as costas. E depois há ainda o que, no devir dos tempos, se faz das datas, como elas são interpretadas ao sabor dos poderes que as usam ou as tentam esforçadamente apagar.
Estou a lembrar-me, por exemplo do 25 de Abril, e de como, ao longo de trinta e três anos, a data gloriosa da libertação e do início de uma revolução democrática sem paralelo na nossa história, foi sendo sucessivamente «institucionalizada» pelos contra-revolucionários de Novembro – outra data que eles vieram a preferir e a exaltar – sem nunca, porém, a conseguirem varrer da memória popular.
E estou a lembrar-me do 10 de Junho, claro. Uma data que, a partir da mítica morte do maior poeta nacional, pretendeu, ao longo do tempo, glorificar o imperialismo português, o colonialismo e o fascismo, para vir a ser envergonhadamente transformada, depois de Abril, na mítica valorização das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo – o novo destino nacional que é desterrar os portugueses para «aliviar» o desemprego e a falta de perspectiva de desenvolvimento nacional. Assim, de bandeirinha na mão, os sucessivos governos instalados pela direita vão arrecadando os benefícios financeiros ganhos com o suor dos emigrantes, ao mesmo tempo que, na prática, os abandonam à sua triste sorte de desterrados.
Passo a passo, porém, o 10 de Junho vai encarrilando nos valores de antes do 25 de Abril. E é com tristeza que se assiste à arrogância da direita, instalada em Belém, que escolhe para a farsa uma cidade cuja autarquia é de maioria comunista. Para aí desculpabilizar o Estado pelos males de que o País sofre. E para aí, de novo, glorificar umas Forças Armadas que hoje «defendem» a Pátria no Afeganistão, no Kosovo ou no Iraque, ao serviço das multinacionais comandadas por Washington.
As Forças Armadas já defenderam a Pátria em momentos altos da história portuguesa. Nomeadamente quando se constituíram em exército popular e nacional, recrutando no povo as suas principais e decisivas forças, derrotando os invasores em Aljubarrota e realizando com o povo a revolução de 1383-85. Nomeadamente quando libertaram Portugal do fascismo e, com o povo, abriram caminho à revolução de 1974.
Não defenderam a Pátria em África. Nem algum outro lugar do mundo. A Pátria é aqui.
Estou a lembrar-me, por exemplo do 25 de Abril, e de como, ao longo de trinta e três anos, a data gloriosa da libertação e do início de uma revolução democrática sem paralelo na nossa história, foi sendo sucessivamente «institucionalizada» pelos contra-revolucionários de Novembro – outra data que eles vieram a preferir e a exaltar – sem nunca, porém, a conseguirem varrer da memória popular.
E estou a lembrar-me do 10 de Junho, claro. Uma data que, a partir da mítica morte do maior poeta nacional, pretendeu, ao longo do tempo, glorificar o imperialismo português, o colonialismo e o fascismo, para vir a ser envergonhadamente transformada, depois de Abril, na mítica valorização das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo – o novo destino nacional que é desterrar os portugueses para «aliviar» o desemprego e a falta de perspectiva de desenvolvimento nacional. Assim, de bandeirinha na mão, os sucessivos governos instalados pela direita vão arrecadando os benefícios financeiros ganhos com o suor dos emigrantes, ao mesmo tempo que, na prática, os abandonam à sua triste sorte de desterrados.
Passo a passo, porém, o 10 de Junho vai encarrilando nos valores de antes do 25 de Abril. E é com tristeza que se assiste à arrogância da direita, instalada em Belém, que escolhe para a farsa uma cidade cuja autarquia é de maioria comunista. Para aí desculpabilizar o Estado pelos males de que o País sofre. E para aí, de novo, glorificar umas Forças Armadas que hoje «defendem» a Pátria no Afeganistão, no Kosovo ou no Iraque, ao serviço das multinacionais comandadas por Washington.
As Forças Armadas já defenderam a Pátria em momentos altos da história portuguesa. Nomeadamente quando se constituíram em exército popular e nacional, recrutando no povo as suas principais e decisivas forças, derrotando os invasores em Aljubarrota e realizando com o povo a revolução de 1383-85. Nomeadamente quando libertaram Portugal do fascismo e, com o povo, abriram caminho à revolução de 1974.
Não defenderam a Pátria em África. Nem algum outro lugar do mundo. A Pátria é aqui.