E nem um barco andou
Teríamos de recuar mais de um quarto de século para registarmos uma adesão total dos trabalhadores da Transtejo a uma greve. Dos cais de Cacilhas, Seixal, Montijo, Porto Brandão e Trafaria para Lisboa não saiu qualquer embarcação.
Numa demonstração de total unidade na luta, nenhum navio cruzou o Tejo, causando naturais transtornos a centenas de utentes que, em Cacilhas, foram-se concentrando na estação, profundamente indignados com o não cumprimento dos serviços publicitados pela administração.
Na tentativa de intimidar e dissuadir os trabalhadores, a administração mandou entregar, em mão, cartas que convocavam os funcionários a cumprirem horários que equivaleriam, caso fossem cumpridos, a serviços praticamente iguais aos de qualquer dia normal, principalmente nas horas de ponta.
Num claro apoio à posição tomada pela CGTP-IN, quanto ao carácter ilegal desses «serviços mínimos», os trabalhadores não se deixaram intimidar e recusaram cumprir tais ordens.
A empresa afixou, no dia anterior, horários que pressupunham o cumprimento dos serviços ilegais, o que levou os utentes a tentarem recorrer ao transporte que, afinal, acabou por não ser garantido.
A situação causou tamanha indignação, dos utentes para com a administração da Transtejo, que os próprios passageiros rasgaram os horários das paredes, na estação de Cacilhas, e alguns recusaram-se a sair da estação quando esta encerrou, pouco depois das 7 horas. Exigiam transporte nas horas afixadas precipitadamente pela empresa e que, como foi nessa altura reconhecido, através dos altifalantes da estação, não poderiam ser cumpridos.
A empresa solicitou a intervenção da PSP para evacuar a estação, e alguns utentes foram mesmo agredidos por polícias.
Numa demonstração de total unidade na luta, nenhum navio cruzou o Tejo, causando naturais transtornos a centenas de utentes que, em Cacilhas, foram-se concentrando na estação, profundamente indignados com o não cumprimento dos serviços publicitados pela administração.
Na tentativa de intimidar e dissuadir os trabalhadores, a administração mandou entregar, em mão, cartas que convocavam os funcionários a cumprirem horários que equivaleriam, caso fossem cumpridos, a serviços praticamente iguais aos de qualquer dia normal, principalmente nas horas de ponta.
Num claro apoio à posição tomada pela CGTP-IN, quanto ao carácter ilegal desses «serviços mínimos», os trabalhadores não se deixaram intimidar e recusaram cumprir tais ordens.
A empresa afixou, no dia anterior, horários que pressupunham o cumprimento dos serviços ilegais, o que levou os utentes a tentarem recorrer ao transporte que, afinal, acabou por não ser garantido.
A situação causou tamanha indignação, dos utentes para com a administração da Transtejo, que os próprios passageiros rasgaram os horários das paredes, na estação de Cacilhas, e alguns recusaram-se a sair da estação quando esta encerrou, pouco depois das 7 horas. Exigiam transporte nas horas afixadas precipitadamente pela empresa e que, como foi nessa altura reconhecido, através dos altifalantes da estação, não poderiam ser cumpridos.
A empresa solicitou a intervenção da PSP para evacuar a estação, e alguns utentes foram mesmo agredidos por polícias.