Blair reforça poderes da polícia
Antes de abandonar o governo em 27 de Junho, o actual primeiro-ministro britânico faz questão de aprovar uma nova lei «antiterrorista» que deixaria mãos livres à polícia para proceder a todo o tipo de abusos contra os direitos civis de cidadãos nacionais e estrangeiros.
Num artigo publicado no domingo último no Sunday Times, Tony Blair afirma que «enquanto sociedade temos optado por colocar as liberdades civis do suspeito, mesmo se é um estrangeiro, em primeiro lugar. Considero que se trata de um erro de julgamento».
Depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, o governo britânico aprovou novas leis que permitiam à polícia efectuar detenções de suspeitos mesmo no caso de não dispor de provas que os inculpassem.
Estes poderes arbitrários foram mais tarde em parte anulados pelos tribunais. Ainda assim, a polícia pode fixar a residência de um alegado suspeito (as chamadas «control orders»), restringindo-lhe ao máximo os movimentos e as comunicações.
Para Tony Blair, as medidas então tomadas representavam um «mal menor», uma vez que para além de ter ficado aquém do desejado foram «enfraquecidas constantemente por alterações da oposição e ataques permanentes dos defensores das liberdades civis»
Com a nova ofensiva legislativa, para a qual pretende reunir o consenso dos principais partidos, Blair pretende que a polícia possa deter e interrogar qualquer cidadão, não sendo necessário que este seja suspeito de um crime ou delito.
Se os detidos recusarem responder à polícia poderão ser acusados de obstrução à investigação, arriscando-se a uma multa até cinco mil libras (7 381 euros).
Num artigo publicado no domingo último no Sunday Times, Tony Blair afirma que «enquanto sociedade temos optado por colocar as liberdades civis do suspeito, mesmo se é um estrangeiro, em primeiro lugar. Considero que se trata de um erro de julgamento».
Depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, o governo britânico aprovou novas leis que permitiam à polícia efectuar detenções de suspeitos mesmo no caso de não dispor de provas que os inculpassem.
Estes poderes arbitrários foram mais tarde em parte anulados pelos tribunais. Ainda assim, a polícia pode fixar a residência de um alegado suspeito (as chamadas «control orders»), restringindo-lhe ao máximo os movimentos e as comunicações.
Para Tony Blair, as medidas então tomadas representavam um «mal menor», uma vez que para além de ter ficado aquém do desejado foram «enfraquecidas constantemente por alterações da oposição e ataques permanentes dos defensores das liberdades civis»
Com a nova ofensiva legislativa, para a qual pretende reunir o consenso dos principais partidos, Blair pretende que a polícia possa deter e interrogar qualquer cidadão, não sendo necessário que este seja suspeito de um crime ou delito.
Se os detidos recusarem responder à polícia poderão ser acusados de obstrução à investigação, arriscando-se a uma multa até cinco mil libras (7 381 euros).