Uma espécie de remodelação
Isto é uma espécie de remodelação!? Sim, parece, mas lá que é «poucochinha» não restam dúvidas. E a questão que aqui e agora importa é perceber os quês e porquês.
António Costa sai do Governo porque é – dizem os círculos mais chegados à respectiva «central de comunicação» – o mais forte candidato para tentar ganhar para o PS a Câmara de Lisboa. Mas nem isso é uma evidência, nem muito menos fica claro que o «número dois» do Governo seja assim reciclável com tanta «normalidade». Nem mesmo a flagrante constatação e confissão de fraqueza – que se regista - do Governo PS/Sócrates de não poder sofrer uma nova derrota nesta eleição - seria a quarta consecutiva -, explica tudo. Fica pelo menos o palpite de que alguém pensou ter chegado o tempo dum distanciamento e/ou reserva ao poder de Sócrates – e isso passa a ser uma nova fraqueza dum Governo cujo umbigo é do tamanho do seu Primeiro Ministro.
E porque será que sendo tão significativa a lista dos ministros remodeláveis – debitada em todas os «estudos de opinião», caucionada pelos mais «respeitados opinadores» da praça mediática e consensualizada em todas as tertúlias do PS –, nesta conjuntura da saída de Costa António, a remodelação do Governo acaba num «flop» minimalista, salvo erro pela quarta vez? Não é certamente porque «em equipe que ganha só se mexe o indispensável», como faz constar a tal «central» das tretas do Governo, mas porque mexer-lhe muito acentuaria o risco de crise e desmoronamento, de tal forma as políticas de direita e de declínio nacional prosseguidas responsabilizam directamente o Primeiro Ministro e estão postas em causa pela luta crescente dos trabalhadores e das populações. E esta é a fraqueza maior deste Governo.
À medida que vai concretizando a agenda dos grandes interesses – na polarização da riqueza e na descaracterização do regime democrático, como acontece com os ataques ao direito à greve -, o Governo PS/Sócrates vai alienando o seu apoio social e político tradicional e avançando para a direita. E daí não lhe vem mais sustentação popular, mas antes mais dependência do apoio calculista e ganancioso dos grandes interesses e do seu circo político, mediático e clientelar e mais condenação e luta do nosso povo.
Ao contrário do que afirma e do que possa pensar o Governo PS/Sócrates, este é o caminho do seu crescente enfraquecimento. Zurzido pela Greve Geral, para que acabem as remodelações de toda a espécie e seja possível um novo rumo para o nosso país.
António Costa sai do Governo porque é – dizem os círculos mais chegados à respectiva «central de comunicação» – o mais forte candidato para tentar ganhar para o PS a Câmara de Lisboa. Mas nem isso é uma evidência, nem muito menos fica claro que o «número dois» do Governo seja assim reciclável com tanta «normalidade». Nem mesmo a flagrante constatação e confissão de fraqueza – que se regista - do Governo PS/Sócrates de não poder sofrer uma nova derrota nesta eleição - seria a quarta consecutiva -, explica tudo. Fica pelo menos o palpite de que alguém pensou ter chegado o tempo dum distanciamento e/ou reserva ao poder de Sócrates – e isso passa a ser uma nova fraqueza dum Governo cujo umbigo é do tamanho do seu Primeiro Ministro.
E porque será que sendo tão significativa a lista dos ministros remodeláveis – debitada em todas os «estudos de opinião», caucionada pelos mais «respeitados opinadores» da praça mediática e consensualizada em todas as tertúlias do PS –, nesta conjuntura da saída de Costa António, a remodelação do Governo acaba num «flop» minimalista, salvo erro pela quarta vez? Não é certamente porque «em equipe que ganha só se mexe o indispensável», como faz constar a tal «central» das tretas do Governo, mas porque mexer-lhe muito acentuaria o risco de crise e desmoronamento, de tal forma as políticas de direita e de declínio nacional prosseguidas responsabilizam directamente o Primeiro Ministro e estão postas em causa pela luta crescente dos trabalhadores e das populações. E esta é a fraqueza maior deste Governo.
À medida que vai concretizando a agenda dos grandes interesses – na polarização da riqueza e na descaracterização do regime democrático, como acontece com os ataques ao direito à greve -, o Governo PS/Sócrates vai alienando o seu apoio social e político tradicional e avançando para a direita. E daí não lhe vem mais sustentação popular, mas antes mais dependência do apoio calculista e ganancioso dos grandes interesses e do seu circo político, mediático e clientelar e mais condenação e luta do nosso povo.
Ao contrário do que afirma e do que possa pensar o Governo PS/Sócrates, este é o caminho do seu crescente enfraquecimento. Zurzido pela Greve Geral, para que acabem as remodelações de toda a espécie e seja possível um novo rumo para o nosso país.