Todos à greve geral, por uma mudança de rumo!
A greve geral está nas ruas, está nos locais de trabalho, ganha de dia para dia mais apoio junto dos trabalhadores e da população em geral.
A 30 de Maio os trabalhadores têm uma oportunidade única para dizer «Basta!» a esta política
Esta dinâmica de agitação e mobilização em torno da Greve Geral, deve-se às justas razões desta luta, às contradições e consequências da política do governo – cada vez mais evidentes e mais difíceis de esconder – e deixa nervosos os que «militam» contra a greve, ou seja, os que nada querem mudar.
Eis as linhas de ataque à Greve Geral, que aí estão e em força: omitir as suas razões e objectivos; martelar a ideia de que esta é uma jornada de luta limitada à Administração Publica (como se o ataque ao trabalhadores e aos serviços públicos não fosse por si só razão suficiente para a greve); isolar a jornada como se esta estivesse confinada à CGTP e ao serviço de interesses que não os dos trabalhadores e do povo.
Entretanto, ao profundo silenciamento da greve por parte dos grandes órgãos de comunicação social (a não ser que se trate de veicular teorias anti-greve), juntam-se os comentadores da nossa praça e uma linha de repressão por parte das empresas e do Estado, numa acção que procura desmobilizar os trabalhadores, um a um, usando para isso a chantagem com prémios e férias, as represálias, a perseguição.
Porquê este ataque à Greve Geral por parte do capital e suas marionetas? Porque ela coloca à cabeça dos seus objectivos a mudança de rumo para o País e apela aos trabalhadores para que se mobilizem contra as intenções do Governo e do capital, de desferirem o maior ataque ao direito ao emprego, que desde o 25 de Abril se verificou: a liberalização total dos despedimentos e a desregulamentação das relações de trabalho – a chamada flexigurança.
Ora, os que pretendem que tudo continue no caminho que o País segue há 30 anos sabem que, recentemente, os trabalhadores já demonstraram estar mobilizados e, que ao contrário do todos os dias é «martelado», uma jornada de luta com esta envergadura contribui para travar as pretensões do capital e dos lacaios da sua política. Sabem-no porque têm conhecimento do trabalho que está em curso de profunda ligação, contacto e esclarecimento com os trabalhadores por parte dos activistas, dirigentes e delegados sindicais, com a realização de milhares de plenários e outras iniciativas de contacto directo nas empresas e locais de trabalho; como sabem também que o apoio à greve ultrapassa as fronteiras da CGTP, envolvendo sindicatos da UGT e muitos sem filiação, porque os trabalhadores e as populações vivem com grandes dificuldades fruto da politica que patrocinam. Mas, acima de tudo, sabem que os únicos privilegiados com a política do Governo são eles próprios, logo o objectivo de mudança de rumo para o Pais assusta-os.
A mobilização continua
É a esses que interessa a actual situação de destruição do aparelho produtivo; do desemprego, que abrange hoje mais de 600 mil desempregados, cerca de 100 mil dos quais são jovens; da precariedade, que atinge 1/4 da força produtiva do Pais (cerca de 1 milhão e 200 mil trabalhadores); do desmantelamento do papel social do Estado, com os encerramentos e caminhos para a privatização de serviços públicos, nomeadamente nas áreas da Saúde e Educação; da redução sistemática dos salários e brutal aumento do custo de vida; do aumento da idade da reforma e diminuição das prestações sociais; da existência de 1/3 dos trabalhadores pobres, ou seja, com rendimentos de trabalho que não lhes permitem viver com as mínimas condições.
Assim, manter este País real – que pouco ou nada passa nas TV`s – apenas interessa ao grande capital e aos seus lacaios, aos que defendendo este quadro de profundas desigualdades e injusta distribuição da riqueza criada, com ele beneficiam. Para esses, a greve geral é pois e naturalmente um alvo a abater.
De facto, num País com uma outra política económica e social não seria possível às 10 maiores empresas subir os seus resultados, nos últimos 5 anos, 122 por cento, 8 vezes o crescimento do produto interno bruto (PIB); que entre 2002 e 2006 os lucros dos grandes grupos, incluindo bancos, valessem respectivamente 1,8% e 3,5% do PIB; que os 5 maiores bancos, só no 1.º trimestre deste ano, tivessem aumentado os seus lucros em 21,8% (780 milhões de euros a somar aos 2.600 milhões do ano passado). Tudo isto, enquanto a grande maioria do povo vive as maiores dificuldades e vê os seus direitos sistematicamente ameaçados.
No próximo dia 30 de Maio os trabalhadores portugueses e a população em geral têm uma oportunidade única para manifestar o seu descontentamento e dizer «Basta!» a esta política, que leva o Pais para a ruína económica e social.
É preciso que todos tenhamos a consciência de que a nossa eventual não participação nesta jornada de luta será utilizada pelos «anti-greve», como um apoio explícito à continuação desta política de injustiça social e de roubo de direitos de quem trabalha. Por outro lado, uma forte e empenhada adesão à greve poderá travar as pretensões do Governo e obrigá-lo a mudar de rumo.
Até dia 30, os trabalhadores têm ainda muito trabalho pela frente, muitos contactos para estabelecer, muita gente a mobilizar, mas para isso contam também com a justeza das suas razões, com as suas estruturas representativas e com o apoio do seu partido de classe, o Partido Comunista Português.
Eis as linhas de ataque à Greve Geral, que aí estão e em força: omitir as suas razões e objectivos; martelar a ideia de que esta é uma jornada de luta limitada à Administração Publica (como se o ataque ao trabalhadores e aos serviços públicos não fosse por si só razão suficiente para a greve); isolar a jornada como se esta estivesse confinada à CGTP e ao serviço de interesses que não os dos trabalhadores e do povo.
Entretanto, ao profundo silenciamento da greve por parte dos grandes órgãos de comunicação social (a não ser que se trate de veicular teorias anti-greve), juntam-se os comentadores da nossa praça e uma linha de repressão por parte das empresas e do Estado, numa acção que procura desmobilizar os trabalhadores, um a um, usando para isso a chantagem com prémios e férias, as represálias, a perseguição.
Porquê este ataque à Greve Geral por parte do capital e suas marionetas? Porque ela coloca à cabeça dos seus objectivos a mudança de rumo para o País e apela aos trabalhadores para que se mobilizem contra as intenções do Governo e do capital, de desferirem o maior ataque ao direito ao emprego, que desde o 25 de Abril se verificou: a liberalização total dos despedimentos e a desregulamentação das relações de trabalho – a chamada flexigurança.
Ora, os que pretendem que tudo continue no caminho que o País segue há 30 anos sabem que, recentemente, os trabalhadores já demonstraram estar mobilizados e, que ao contrário do todos os dias é «martelado», uma jornada de luta com esta envergadura contribui para travar as pretensões do capital e dos lacaios da sua política. Sabem-no porque têm conhecimento do trabalho que está em curso de profunda ligação, contacto e esclarecimento com os trabalhadores por parte dos activistas, dirigentes e delegados sindicais, com a realização de milhares de plenários e outras iniciativas de contacto directo nas empresas e locais de trabalho; como sabem também que o apoio à greve ultrapassa as fronteiras da CGTP, envolvendo sindicatos da UGT e muitos sem filiação, porque os trabalhadores e as populações vivem com grandes dificuldades fruto da politica que patrocinam. Mas, acima de tudo, sabem que os únicos privilegiados com a política do Governo são eles próprios, logo o objectivo de mudança de rumo para o Pais assusta-os.
A mobilização continua
É a esses que interessa a actual situação de destruição do aparelho produtivo; do desemprego, que abrange hoje mais de 600 mil desempregados, cerca de 100 mil dos quais são jovens; da precariedade, que atinge 1/4 da força produtiva do Pais (cerca de 1 milhão e 200 mil trabalhadores); do desmantelamento do papel social do Estado, com os encerramentos e caminhos para a privatização de serviços públicos, nomeadamente nas áreas da Saúde e Educação; da redução sistemática dos salários e brutal aumento do custo de vida; do aumento da idade da reforma e diminuição das prestações sociais; da existência de 1/3 dos trabalhadores pobres, ou seja, com rendimentos de trabalho que não lhes permitem viver com as mínimas condições.
Assim, manter este País real – que pouco ou nada passa nas TV`s – apenas interessa ao grande capital e aos seus lacaios, aos que defendendo este quadro de profundas desigualdades e injusta distribuição da riqueza criada, com ele beneficiam. Para esses, a greve geral é pois e naturalmente um alvo a abater.
De facto, num País com uma outra política económica e social não seria possível às 10 maiores empresas subir os seus resultados, nos últimos 5 anos, 122 por cento, 8 vezes o crescimento do produto interno bruto (PIB); que entre 2002 e 2006 os lucros dos grandes grupos, incluindo bancos, valessem respectivamente 1,8% e 3,5% do PIB; que os 5 maiores bancos, só no 1.º trimestre deste ano, tivessem aumentado os seus lucros em 21,8% (780 milhões de euros a somar aos 2.600 milhões do ano passado). Tudo isto, enquanto a grande maioria do povo vive as maiores dificuldades e vê os seus direitos sistematicamente ameaçados.
No próximo dia 30 de Maio os trabalhadores portugueses e a população em geral têm uma oportunidade única para manifestar o seu descontentamento e dizer «Basta!» a esta política, que leva o Pais para a ruína económica e social.
É preciso que todos tenhamos a consciência de que a nossa eventual não participação nesta jornada de luta será utilizada pelos «anti-greve», como um apoio explícito à continuação desta política de injustiça social e de roubo de direitos de quem trabalha. Por outro lado, uma forte e empenhada adesão à greve poderá travar as pretensões do Governo e obrigá-lo a mudar de rumo.
Até dia 30, os trabalhadores têm ainda muito trabalho pela frente, muitos contactos para estabelecer, muita gente a mobilizar, mas para isso contam também com a justeza das suas razões, com as suas estruturas representativas e com o apoio do seu partido de classe, o Partido Comunista Português.