no Prós & Contras
«Não conseguirão calar-nos!»
«Um descarado atropelo às mais elementares regras de isenção e equilíbrio», assim classifica o PCP a discriminação de que foi alvo no recente programa «Prós & Contras».
Dois dias depois de centenas de manifestantes terem erguido a sua voz de protesto em frente ao teatro onde o programa foi emitido, Bernardino Soares, em declaração política, teceu as mais duras críticas à televisão pública pela deliberada exclusão de qualquer convidado da área do PCP.
Depois de lembrar as especiais responsabilidades que cabem à RTP em matéria de «respeito pelos valores democráticos e pelo pluralismo político», o presidente da bancada comunista considerou que este caso de silenciamento, não sendo único nem original no panorama televisivo e comunicacional, «atinge uma gravidade que não permite qualquer tolerância ou desvalorização».
«O PCP foi rejeitado, não por resultado fortuito de qualquer critério subjectivo, mas pela aplicação deliberada de um critério objectivo simples: excluir o PCP, branquear a importância da sua intervenção e presença na sociedade portuguesa, desvalorizar o seu papel determinante na oposição às políticas de direita e ao Governo e esconder o valor da alternativa política de esquerda que apresenta ao País», sublinhou o líder parlamentar comunista.
Entendendo a liberdade de imprensa e de auto organização como «um bem a preservar e a defender», fez notar, porém, que nada tem a ver com liberdade de imprensa um órgão de comunicação social decidir «quais são os partidos que têm direito a intervir ou não, à revelia da representatitivade que o povo lhes deu».
Ora foi isso que aconteceu no referido programa de Fátima Campos Ferreira, sobre temas relevantes que interpelam as principais correntes partidárias, no qual estavam presentes em termos de representação eleitoral e parlamentar a primeira, a segunda, a quarta e a quinta forças políticas, mas do qual esteve ausente sem explicação a terceira força política nacional.
«O "choque de valores" anunciado traduziu-se afinal num choque frontal com os valores da democracia e do pluralismo», afirmou Bernardino Soares, antes de deixar um recado aos que persistem nas suas «condutas antidemocráticas e discriminatórias»: «Podem tentar impor-nos o silêncio, mas nunca nos conseguirão calar. Não conseguirão calar a nossa opinião. A nossa intervenção, a nossa alternativa política».
Depois de lembrar as especiais responsabilidades que cabem à RTP em matéria de «respeito pelos valores democráticos e pelo pluralismo político», o presidente da bancada comunista considerou que este caso de silenciamento, não sendo único nem original no panorama televisivo e comunicacional, «atinge uma gravidade que não permite qualquer tolerância ou desvalorização».
«O PCP foi rejeitado, não por resultado fortuito de qualquer critério subjectivo, mas pela aplicação deliberada de um critério objectivo simples: excluir o PCP, branquear a importância da sua intervenção e presença na sociedade portuguesa, desvalorizar o seu papel determinante na oposição às políticas de direita e ao Governo e esconder o valor da alternativa política de esquerda que apresenta ao País», sublinhou o líder parlamentar comunista.
Entendendo a liberdade de imprensa e de auto organização como «um bem a preservar e a defender», fez notar, porém, que nada tem a ver com liberdade de imprensa um órgão de comunicação social decidir «quais são os partidos que têm direito a intervir ou não, à revelia da representatitivade que o povo lhes deu».
Ora foi isso que aconteceu no referido programa de Fátima Campos Ferreira, sobre temas relevantes que interpelam as principais correntes partidárias, no qual estavam presentes em termos de representação eleitoral e parlamentar a primeira, a segunda, a quarta e a quinta forças políticas, mas do qual esteve ausente sem explicação a terceira força política nacional.
«O "choque de valores" anunciado traduziu-se afinal num choque frontal com os valores da democracia e do pluralismo», afirmou Bernardino Soares, antes de deixar um recado aos que persistem nas suas «condutas antidemocráticas e discriminatórias»: «Podem tentar impor-nos o silêncio, mas nunca nos conseguirão calar. Não conseguirão calar a nossa opinião. A nossa intervenção, a nossa alternativa política».