Dia de luta
Entra na fase final a preparação do dia nacional de luta dos jovens trabalhadores, promovido pela Interjovem/CGTP-IN, contra a precariedade e pela estabilidade no emprego, por trabalho com direitos.
Os direitos conquistados têm que valer também para as novas gerações
Na próxima quarta-feira, dia 28 de Março – data que, desde há 60 anos, é assinalada, em Portugal, como Dia Nacional da Juventude – milhares de jovens, dos vários distritos e sectores, concentram-se em Lisboa, no Rossio, a partir das 14.30 horas.
Vários sindicatos anunciaram já a convocação de greves, para que os jovens que queiram participar nesta acção tenham a sua ausência justificada.
Por todo o País, com especial atenção a empresas e serviços com maior peso de mão-de-obra jovem, as estruturas sindicais têm promovido plenários, reuniões e acções de distribuição de informação, alertando para a necessidade de políticas que deixem de promover a ausência de direitos entre as novas gerações de trabalhadores.
A CGTP-IN e a sua organização de juventude destacam, nos motivos para esta acção de luta, o combate à instabilidade. «Não somos descartáveis» e «precariedade é injustiça» são palavras de ordem inscritas no apelo à participação, distribuído nestas últimas semanas. No documento recorda-se que um em cada três jovens trabalhadores tem um contrato não permanente, enquanto são jovens dois terços dos trabalhadores com vínculos precários.
Para que seja respeitado o princípio de que, a um posto de trabalho permanente deve corresponder um trabalhador com contrato efectivo, é exigida a revogação da norma do Código do Trabalho, que permite a sucessiva contratação a prazo de quem procura o primeiro emprego.
Os níveis de precariedade poderão agravar-se ainda mais, alertam a Interjovem e a CGTP-IN, com a nova proposta de lei sobre trabalho temporário, apresentada pelo Governo e que «legalizaria tudo o que actualmente é ilegal».
No manifesto são apontados outros graves problemas dos jovens trabalhadores, na Administração Pública e nas empresas privadas, designadamente, baixos salários, desregulação ou inexistência de carreiras e categorias profissionais, bloqueio da negociação colectiva, desregulação dos horários de trabalho, insuficiente formação profissional inicial e contínua, uma muito elevada taxa de desemprego.
Novas ameaças decorrem da ofensiva em curso na União Europeia, particularmente em torno do «Livro Verde» sobre Direito do Trabalho.
Vários sindicatos anunciaram já a convocação de greves, para que os jovens que queiram participar nesta acção tenham a sua ausência justificada.
Por todo o País, com especial atenção a empresas e serviços com maior peso de mão-de-obra jovem, as estruturas sindicais têm promovido plenários, reuniões e acções de distribuição de informação, alertando para a necessidade de políticas que deixem de promover a ausência de direitos entre as novas gerações de trabalhadores.
A CGTP-IN e a sua organização de juventude destacam, nos motivos para esta acção de luta, o combate à instabilidade. «Não somos descartáveis» e «precariedade é injustiça» são palavras de ordem inscritas no apelo à participação, distribuído nestas últimas semanas. No documento recorda-se que um em cada três jovens trabalhadores tem um contrato não permanente, enquanto são jovens dois terços dos trabalhadores com vínculos precários.
Para que seja respeitado o princípio de que, a um posto de trabalho permanente deve corresponder um trabalhador com contrato efectivo, é exigida a revogação da norma do Código do Trabalho, que permite a sucessiva contratação a prazo de quem procura o primeiro emprego.
Os níveis de precariedade poderão agravar-se ainda mais, alertam a Interjovem e a CGTP-IN, com a nova proposta de lei sobre trabalho temporário, apresentada pelo Governo e que «legalizaria tudo o que actualmente é ilegal».
No manifesto são apontados outros graves problemas dos jovens trabalhadores, na Administração Pública e nas empresas privadas, designadamente, baixos salários, desregulação ou inexistência de carreiras e categorias profissionais, bloqueio da negociação colectiva, desregulação dos horários de trabalho, insuficiente formação profissional inicial e contínua, uma muito elevada taxa de desemprego.
Novas ameaças decorrem da ofensiva em curso na União Europeia, particularmente em torno do «Livro Verde» sobre Direito do Trabalho.
Jovens de 1947
No dia 28 de Março de 1947, milhares de jovens participaram num acampamento, em São Pedro de Moel, e sofreram forte repressão pela polícia política fascista, a PIDE. A iniciativa, formalmente apresentada como de convívio, inseriu-se num vigoroso movimento antifascista e de luta pela a democracia e a liberdade, no rescaldo da vitória sobre o nazismo, na 2.ª Guerra Mundial, e com forte influência do MUD Juvenil. Ocorrendo num período crescente de lutas antifascistas e de trabalhadores, a «semana da juventude» de Março de 1947 é apontada como a mais potente acção de massas juvenis realizada durante o regime fascista.