Voos da CIA – o direito à verdade!
Creio que, não sendo novidade, é justo e actual voltar aqui a este tema. Foi aprovado na respectiva comissão do Parlamento Europeu o «Relatório sobre a alegada utilização pela CIA de países europeus para o transporte e detenção ilegal de prisioneiros». O documento, a ser votado em Fevereiro no PE, pelos factos e conteúdo apurado, apesar das limitações que resultaram das pressões da Comissão Europeia, dos governos e partidos das políticas de direita da UE, comprova sequestros, prisões secretas, voos e utilização de aeroportos e bases militares, cumplicidade e até iniciativa de autoridades e governos diversos nas operações.
Os factos confirmados são a «ponta do iceberg» - 90% está submerso. Na «comunidade de informações» USA, fala-se de 50 operações de «rendição extraordinária» na Europa em vez das 10 conhecidas (até C.Coelho o admitiu), o próprio Relatório deixa em aberto a existência de outras «prisões secretas» utilizadas no «trânsito» para Guantánamo, além das indiciadas na Polónia, Roménia, Bósnia e Kossovo, e há inúmeras referências de envolvimento político e operacional europeu, que não está esclarecido.
No caso do nosso país, apurou-se que pelo menos 118 voos da CIA passaram em aeroportos nacionais, que foram ocultados elementos e listas de passageiros relativos a esses voos, que o MNE L.Amado não foi «cooperante» com a investigação e, sobretudo, que falta esclarecer o caso Abdurhaman Khadr e muitos outros voos e situações, como – dizemos nós - as incontornáveis notícias de que nas Lages, já em 2005 e 2006, com este Governo, estiveram detidos prisioneiros ilegais a caminho de Guantánamo.
O Governo PS/Sócrates, o PSD e o CDS vão continuar a operação de opacidade e censura - quanto mais esconderem maior será o escândalo; C.Coelho, aliviado do Relatório, vem até dizer que se houve(!) prisioneiros detidos nas Lages não eram ilegais – no direito internacional, na ONU e até no Congresso USA essa leitura perdeu sustentação; Ana Gomes «a partir de agora» abandona a luta (resume o Expresso) e «passa a bola» para o PGR, como o PS defendeu para impedir o inquérito parlamentar proposto pelo PCP – confiam em todos os poderes fácticos para esconder a verdade.
Mas nem Portugal é o Texas, nem as Lages são Guantánamo. A democracia portuguesa tem o direito à verdade. Temos direito a saber o que se passou e a apurar as responsabilidades, por acção e omissão, dos governos de Durão, S.Lopes e Sócrates, neste brutal atentado da CIA e do imperialismo contra os direitos humanos, a Lei e a soberania nacional.
Os factos confirmados são a «ponta do iceberg» - 90% está submerso. Na «comunidade de informações» USA, fala-se de 50 operações de «rendição extraordinária» na Europa em vez das 10 conhecidas (até C.Coelho o admitiu), o próprio Relatório deixa em aberto a existência de outras «prisões secretas» utilizadas no «trânsito» para Guantánamo, além das indiciadas na Polónia, Roménia, Bósnia e Kossovo, e há inúmeras referências de envolvimento político e operacional europeu, que não está esclarecido.
No caso do nosso país, apurou-se que pelo menos 118 voos da CIA passaram em aeroportos nacionais, que foram ocultados elementos e listas de passageiros relativos a esses voos, que o MNE L.Amado não foi «cooperante» com a investigação e, sobretudo, que falta esclarecer o caso Abdurhaman Khadr e muitos outros voos e situações, como – dizemos nós - as incontornáveis notícias de que nas Lages, já em 2005 e 2006, com este Governo, estiveram detidos prisioneiros ilegais a caminho de Guantánamo.
O Governo PS/Sócrates, o PSD e o CDS vão continuar a operação de opacidade e censura - quanto mais esconderem maior será o escândalo; C.Coelho, aliviado do Relatório, vem até dizer que se houve(!) prisioneiros detidos nas Lages não eram ilegais – no direito internacional, na ONU e até no Congresso USA essa leitura perdeu sustentação; Ana Gomes «a partir de agora» abandona a luta (resume o Expresso) e «passa a bola» para o PGR, como o PS defendeu para impedir o inquérito parlamentar proposto pelo PCP – confiam em todos os poderes fácticos para esconder a verdade.
Mas nem Portugal é o Texas, nem as Lages são Guantánamo. A democracia portuguesa tem o direito à verdade. Temos direito a saber o que se passou e a apurar as responsabilidades, por acção e omissão, dos governos de Durão, S.Lopes e Sócrates, neste brutal atentado da CIA e do imperialismo contra os direitos humanos, a Lei e a soberania nacional.