Alunos da mesma escola
Para os que acreditam que nada melhor há do que o tempo para trazer alguma luz sobre a verdade, a entrevista de Cavaco Silva veio confirmar-lhes que assim é. De uma assentada e ainda mal o PS e o seu governo se tinham preparado para desfrutar, por momentos que fossem, o fruto da ideia que tinham procurado com o seu congresso vender ao país (que ali moraria, por mais contrário que pudesse parecer ao olhar comum, gente de esquerda, ainda que da moderna), e já Cavaco a destroçava por completo.
Primeiro, porque em meia dúzia de minutos Cavaco confirmou aquilo que se sabia: o seu confessado entusiasmo com o «espírito reformador» do Governo (leia-se a ofensiva com vista à destruição de direitos e conquistas sociais); o seu pleno alinhamento com as orientações e opções do executivo; e o apoio que lhe merece uma política orientada para favorecer os grandes interesses económicos e promover a agenda do capital financeiro (interesses e agenda das quais Cavaco é, como se sabe, directo ou indirecto promotor, como o revelam o Compromisso Portugal, também conhecido pela coisa do Beato, e o agora promovido Conselho Estratégico que reuniu, por sua iniciativa, a «nata» do capital financeiro internacional.
Depois porque, em outros tantos minutos, Cavaco, traído por um tom de inconfidência que só laços de uma intimidade política com o governo explicarão, confirmou o que muitos suspeitavam: a de que a chamada cooperação estratégica, assim chamada para consumo externo, tem uma expressão prática e menos pública que designou como cooperação silenciosa no quadro da qual, a julgar pelo à-vontade com que se expressou («nós estamos a fazer as reformas na direcção que é necessário fazer»), Cavaco molhará, e não pouco, a sopa em matéria de governação. Naturalmente em ambiente de grande recato até porque, como sublinhou, «o importante não é falar alto».
Deixando de lado as amarguras de Marques Mendes que, de uma penada, vê transferida a liderança da direita para Cavaco e a condução das políticas de direita para Sócrates, sublinhemos apenas a mais que provável injustiça feita por Marcelo Rebelo de Sousa ao dar uns modestos 14 valores à entrevista de Cavaco quando comparados com os 18 que há uma semana atribuíra a Sócrates. Isto porque, ouvidos um e outro, ficará sempre a legitima dúvida sobre se, a nota melhor dada a um, não será resultado de algum acto de desonesto copianço feito a partir dos apontamento do outro.
Primeiro, porque em meia dúzia de minutos Cavaco confirmou aquilo que se sabia: o seu confessado entusiasmo com o «espírito reformador» do Governo (leia-se a ofensiva com vista à destruição de direitos e conquistas sociais); o seu pleno alinhamento com as orientações e opções do executivo; e o apoio que lhe merece uma política orientada para favorecer os grandes interesses económicos e promover a agenda do capital financeiro (interesses e agenda das quais Cavaco é, como se sabe, directo ou indirecto promotor, como o revelam o Compromisso Portugal, também conhecido pela coisa do Beato, e o agora promovido Conselho Estratégico que reuniu, por sua iniciativa, a «nata» do capital financeiro internacional.
Depois porque, em outros tantos minutos, Cavaco, traído por um tom de inconfidência que só laços de uma intimidade política com o governo explicarão, confirmou o que muitos suspeitavam: a de que a chamada cooperação estratégica, assim chamada para consumo externo, tem uma expressão prática e menos pública que designou como cooperação silenciosa no quadro da qual, a julgar pelo à-vontade com que se expressou («nós estamos a fazer as reformas na direcção que é necessário fazer»), Cavaco molhará, e não pouco, a sopa em matéria de governação. Naturalmente em ambiente de grande recato até porque, como sublinhou, «o importante não é falar alto».
Deixando de lado as amarguras de Marques Mendes que, de uma penada, vê transferida a liderança da direita para Cavaco e a condução das políticas de direita para Sócrates, sublinhemos apenas a mais que provável injustiça feita por Marcelo Rebelo de Sousa ao dar uns modestos 14 valores à entrevista de Cavaco quando comparados com os 18 que há uma semana atribuíra a Sócrates. Isto porque, ouvidos um e outro, ficará sempre a legitima dúvida sobre se, a nota melhor dada a um, não será resultado de algum acto de desonesto copianço feito a partir dos apontamento do outro.