A ameaça dos motins
Seis polícias foram feridos em confrontos registados, no fim-de-semana, em bairros problemáticos de França, um ano depois da vaga de motins urbanos que incendiou todo o país.
A ameaça de novos distúrbios voltou a pairar sobre os subúrbios das cidades francesas. Para além de alguns confrontos entre grupos de jovens e agentes da polícia, na madrugada de sábado, foram incendiados vários autocarros e cerca de duas dezenas de automóveis.
A noite foi no entanto considerada pelas autoridades como «relativamente calma». Um comunicado do Ministério do Interior deu conta de que, nos «poucos incidentes», foram detidas 25 pessoas, 21 das quais na região de Paris.
Os principais distúrbios registaram-se na região de Paris, designadamente na localidade de Meaux, e em Clichy-Sous-Bois, o bairro onde teve início a onda de violência do ano passado. Contudo, há notícia de incidentes noutras cidades francesas, caso de Toulouse ou de Lyon.
Embora os receios de um reacendimento dos conflitos em larga escala não se tivessem confirmado, o governo francês não hesitou em colocar nas ruas um dispositivo de quatro mil agentes para reforço das esquadras locais.
Razões mantêm-se
As razões da revolta espontânea de há um ano permanecem latentes nas periferias urbanas. O desemprego (que chega a atingir 40 por cento), a discriminação racial, a falta de habitação são problemas que continuam por resolver, apesar dos 420 milhões de euros que o governo destinou para melhorar as condições de vida nos bairros degradados.
Estes descontentamento foi manifestado durante a marcha silenciosa realizada na manhã de sexta-feira, em Clichy-Sous-Bois, na qual participaram cerca de mil pessoas que quiseram assinalar a passagem de um ano sobre a morte dos dois jovens electrocutados num posto de transformação de electricidade, quando tentavam escapar à perseguição policial.
«Mortos para nada», lia-se na faixa de pano que encabeçou o desfile evocando as duas vítimas que foram o detonador da vaga de distúrbios que alastrou a toda a França durante três semanas, obrigando o governo a decretar o estado de emergência.
A noite foi no entanto considerada pelas autoridades como «relativamente calma». Um comunicado do Ministério do Interior deu conta de que, nos «poucos incidentes», foram detidas 25 pessoas, 21 das quais na região de Paris.
Os principais distúrbios registaram-se na região de Paris, designadamente na localidade de Meaux, e em Clichy-Sous-Bois, o bairro onde teve início a onda de violência do ano passado. Contudo, há notícia de incidentes noutras cidades francesas, caso de Toulouse ou de Lyon.
Embora os receios de um reacendimento dos conflitos em larga escala não se tivessem confirmado, o governo francês não hesitou em colocar nas ruas um dispositivo de quatro mil agentes para reforço das esquadras locais.
Razões mantêm-se
As razões da revolta espontânea de há um ano permanecem latentes nas periferias urbanas. O desemprego (que chega a atingir 40 por cento), a discriminação racial, a falta de habitação são problemas que continuam por resolver, apesar dos 420 milhões de euros que o governo destinou para melhorar as condições de vida nos bairros degradados.
Estes descontentamento foi manifestado durante a marcha silenciosa realizada na manhã de sexta-feira, em Clichy-Sous-Bois, na qual participaram cerca de mil pessoas que quiseram assinalar a passagem de um ano sobre a morte dos dois jovens electrocutados num posto de transformação de electricidade, quando tentavam escapar à perseguição policial.
«Mortos para nada», lia-se na faixa de pano que encabeçou o desfile evocando as duas vítimas que foram o detonador da vaga de distúrbios que alastrou a toda a França durante três semanas, obrigando o governo a decretar o estado de emergência.