A greve parou o ensino

Mais de 90 por cento dos alunos ficaram sem aulas, nos dias 17 e 18, devido à greve de mais de 85 por cento dos professores e educadores, anunciaram, no primeiro dia de luta, as 14 organizações sindicais que a convocaram.
No mesmo dia, o Sindicato dos Professores do Norte (SPN) e a Fenprof denunciaram que o Ministério da Educação (ME) estava a fornecer números falsos sobre a adesão dos docentes.
Para o SPN, «o ME, ou não sabe tratar estatisticamente os dados, ou propositadamente mente à opinião pública, o que é de condenar».
Para exemplificar como foi feita a falsificação, o mesmo sindicato denunciou que, «em vez de fazer a recolha de dados em função dos professores que deviam estar em cada turno de serviço, o ME divide o número global de professores da escola ou agrupamento, pelo número dos que faltaram a um só tempo».
Trata-se de «um erro grosseiro», acusa o sindicato, que considera tratar-se de um exemplo demonstrativo de «uma ignorância de tratamento estatístico imperdoável aos alunos e condenável quando cometida por professores ou dirigentes políticos».
Perante a insistência do ME, em prosseguir com a revisão do Estatuto da Carreira Docente, enviando para o desemprego milhares de docentes, reduzindo o seu salário e destruindo-lhes as carreiras, a plataforma sindical garante que os professores vão continuar a luta.
O secretariado nacional da Fenprof reiterou as acusações do SPN sobre a falsificação dos dados oficiais, cujas grelhas foram enviadas à imprensa, para que não restem dúvidas quanto à veracidade dos dados avançados pelas estruturas representativas da classe docente.


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