Inflação furou previsões do Governo

CGTP-IN exige acerto em 2007

«É de elementar justiça que a actualização de 2007 tenha devidamente em conta este facto», afirmou a CGTP-IN, comentando os últimos dados do INE, que colocam a inflação média anual em 3,1 por cento.

Afinal, não há a melhoria do SMN prometida por Sócrates

No confronto entre as previsões do Governo, que serviram de referência para a actualização dos valores de salários e prestações sociais, saem prejudicados os trabalhadores e os pensionistas, «sobretudo os que têm menores rendimentos», afirma-se numa nota divulgada dia 17, após serem conhecidos os números do Instituto Nacional de Estatística. A central frisa que «o conhecimento desta mudança ocorre num momento em que as negociações salariais de 2006 estão praticamente encerradas».
Quando da actualização do salário mínimo nacional para 2006, recorda a CGTP-IN, «o primeiro-ministro afirmou na Concertação Social que o aumento de 3 por cento tinha como objectivo proceder a uma melhoria, ainda que não muito significativa, do poder de compra do salário mínimo, salientando que era justo, porque nos anos imediatamente anteriores este poder de compra tinha estagnado, ou mesmo reduzido». Nas contas de José Sócrates, essa melhoria era estimada em 0,7, com base numa previsão de inflação de 2,3 por cento para este ano. Ora, como «este objectivo se não concretizou», a Inter defende que a actualização de 2007 «tenha devidamente em conta este facto» e reafirma a sua proposta, para que o salário mínimo seja fixado em 410 euros, em Janeiro de 2007, e atinja 500 euros em Janeiro de 2010.

Irreal de novo

No mesmo comunicado, a CGTP-IN previne que a previsão de 2,1 por cento, para a taxa média de inflação em 2007, «não é realista». «Os trabalhadores e os pensionistas não podem continuar a ser prejudicados com a fixação de referenciais de inflação artificialmente baixos», protesta a central.
O disparo dos preços da electricidade, em consequência do Governo ter terminado com a disposição legal que limitava os aumentos à taxa de inflação, será mais uma medica com «graves repercussões sobre o rendimento das famílias, num contexto em que o Governo pretende continuar uma política de contenção salarial», adiantou a CGTP-IN, quanto aos valores propostos dia 16 pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
Ao comentar os dados do INE, referentes a Setembro, a CGTP-IN explica que o valor «não esperado» de 3,1 por cento, para a inflação média anual, «está em parte relacionado com alterações metodológicas», designadamente quanto aos preços do vestuário e do calçado, sendo «de prever que as variações nestes produtos sejam mais acentuadas nos meses de entradas de novas colecções (em Setembro o índice de preços no consumidor da classe de vestuário e calçado teve um aumento de 12,5 por cento) e de saldos (com quedas de preços)».
Sucede que, com os dados agora conhecidos, «tudo aponta para que a inflação não seja inferior a 3 por cento este ano», salienta-se no comunicado.


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