Ilegalização da KSM é ataque fascizante
O PCP exige ao Governo português que mostre internacionalmente o seu repúdio contra a ilegalização da União da Juventude Comunista da República Checa (KSM).
O PCP apela à solidariedade com os jovens comunistas checos
A Comissão Política do PCP expressou o seu «mais veemente repúdio» pela dissolução oficial da União da Juventude Comunista da República Checa (KSM), decidida pelo governo checo na semana passada, classificando a decisão como um «ataque à democracia e às mais elementares liberdades» e considerando-a como uma «inaceitável e insultuosa medida de perseguição política de cariz fascizante».
Numa nota emitida anteontem, o PCP reclama do Governo português a adopção de medidas, nomeadamente através das instituições internacionais em que tem assento, que expressem às autoridades da República Checa o repúdio do Estado português.
«Na sequência de um processo iniciado em Dezembro de 2005 em que o Ministério do Interior Checo utilizou como argumentos a restrição da actividade política unicamente a partidos políticos ou o facto de a União da Juventude Comunista da República Checa ter como base ideológica o marxismo-leninismo – e após uma onda de solidariedade de carácter internacional contra a tentativa de ilegalização da KSM – a argumentação agora utilizada é demonstrativa do carácter antidemocrático e fascizante desta medida: a União da Juventude Comunista é dissolvida oficialmente porque defende no seu programa a apropriação colectiva dos meios de produção em oposição à propriedade privada dos mesmos», refere a Comissão Política.
«Tal decisão não é, como anteriormente afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, uma mera questão interna da República Checa. Enquadra-se numa tendência mais geral – com várias expressões na Europa, sobretudo na Europa de Leste – de criminalização das resistências emergentes ao capitalismo, em particular do movimento comunista. Enquadra-se ainda numa linha mais geral de tentativa de reescrita da história de libertação dos povos da Europa – na qual os comunistas tiveram um papel determinante – e de criminalização da ideologia comunista», alerta.
«Tais medidas e tendências não podem ser desligadas de fenómenos crescentes de reabilitação do fascismo, de ataques à liberdade e à democracia em nome de um suposto “combate ao terrorismo”, que, no seu conjunto, visam restringir a actividade e influência dos comunistas e assim tentar retirar do horizonte dos povos o socialismo como a real alternativa ao actual sistema capitalista de exploração, opressão e guerra», defende.
Expressando solidariedade aos comunistas checos, o PCP apela a todos os democratas portugueses para que, em nome da democracia, da liberdade e da justiça, se manifestem contra esta inaceitável medida e se solidarizem com os jovens comunistas checos.
Numa nota emitida anteontem, o PCP reclama do Governo português a adopção de medidas, nomeadamente através das instituições internacionais em que tem assento, que expressem às autoridades da República Checa o repúdio do Estado português.
«Na sequência de um processo iniciado em Dezembro de 2005 em que o Ministério do Interior Checo utilizou como argumentos a restrição da actividade política unicamente a partidos políticos ou o facto de a União da Juventude Comunista da República Checa ter como base ideológica o marxismo-leninismo – e após uma onda de solidariedade de carácter internacional contra a tentativa de ilegalização da KSM – a argumentação agora utilizada é demonstrativa do carácter antidemocrático e fascizante desta medida: a União da Juventude Comunista é dissolvida oficialmente porque defende no seu programa a apropriação colectiva dos meios de produção em oposição à propriedade privada dos mesmos», refere a Comissão Política.
«Tal decisão não é, como anteriormente afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, uma mera questão interna da República Checa. Enquadra-se numa tendência mais geral – com várias expressões na Europa, sobretudo na Europa de Leste – de criminalização das resistências emergentes ao capitalismo, em particular do movimento comunista. Enquadra-se ainda numa linha mais geral de tentativa de reescrita da história de libertação dos povos da Europa – na qual os comunistas tiveram um papel determinante – e de criminalização da ideologia comunista», alerta.
«Tais medidas e tendências não podem ser desligadas de fenómenos crescentes de reabilitação do fascismo, de ataques à liberdade e à democracia em nome de um suposto “combate ao terrorismo”, que, no seu conjunto, visam restringir a actividade e influência dos comunistas e assim tentar retirar do horizonte dos povos o socialismo como a real alternativa ao actual sistema capitalista de exploração, opressão e guerra», defende.
Expressando solidariedade aos comunistas checos, o PCP apela a todos os democratas portugueses para que, em nome da democracia, da liberdade e da justiça, se manifestem contra esta inaceitável medida e se solidarizem com os jovens comunistas checos.