Outra política para o concelho
Com políticas «coerentes», que valorizem o ser humano e assegurem um desenvolvimento sustentável do concelho, «é possível viver melhor na Covilhã», concluiu a VIII Assembleia da Organização Concelhia do PCP, realizada no passado dia 14 de Outubro.
A Resolução Política, aprovada pelos delegados no decurso da Assembleia, denuncia as políticas «economicamente erradas e socialmente injustas» que têm sido seguidas, levando à destruição do aparelho produtivo, ao atraso económico, ao envelhecimento e à desertificação daquele que é, no distrito, o concelho mais afectado do distrito por estas políticas. Basta referir que, entre 2001 e 2005, 42,7% dos postos de trabalho perdidos foram neste concelho, que passou de 1980 para 3763 desempregados e onde existe um elevado número de trabalhadores com salários muito baixos, particularmente nos sectores têxtil e de vestuário e no comércio. É assim que, entre 2002 e 2004, não só piorou o poder de compra médio por habitante na Cova da Beira relativamente à média nacional, como se tem acentuado a crise no pequeno e médio comércio e na construção civil e obras públicas.
O caminho é a luta
A destruição do aparelho produtivo, a falta de investimento público, a privatização dos serviços públicos e a crescente desresponsabilização do Estado das suas funções sociais – fazendo «florescer» empresas à custa da sua entrega a privados – têm, pois, feito diminuir a qualidade de vida das populações e levantado ao concelho crescentes dificuldades de desenvolvimento.
Entretanto, apesar de intervir em situação de minoria em quase todas as autarquias do concelho, a CDU tem tido uma acção «responsável, de rigor e crítica, apresentando propostas e denunciando as consequências» de políticas lesivas dos interesses das populações e do concelho, diz a Resolução Política, sublinhando a necessidade, por exemplo, de defender a água como um bem público, face à intenção da maioria PSD de submetê-la «ao critério do lucro», através da privatização da empresa municipal Águas da Covilhã.
Só a luta dos trabalhadores e das populações poderá lavar à inversão destas políticas, considerou a Assembleia da Covilhã, que destacou o papel dos comunistas no desenvolvimento dessa luta e apontou um conjunto de medidas com vista ao reforço do Partido e da sua intervenção. A elaboração de listas de recrutamento de novos militantes a nível de cada freguesia; o aumento de receitas, através da promoção de iniciativas, da actualização e recolha sistematizada das quotizações; a promoção e divulgação da imprensa do Partido, nomeadamente com a dinamização de jornadas de esclarecimento junto dos trabalhadores nos seus locais de trabalho; o reforço da organização, com a criação de células de empresa e organismos e sectores profissionais, são algumas das medidas que a Assembleia apontou para alcançar esse objectivo.
A Resolução Política, aprovada pelos delegados no decurso da Assembleia, denuncia as políticas «economicamente erradas e socialmente injustas» que têm sido seguidas, levando à destruição do aparelho produtivo, ao atraso económico, ao envelhecimento e à desertificação daquele que é, no distrito, o concelho mais afectado do distrito por estas políticas. Basta referir que, entre 2001 e 2005, 42,7% dos postos de trabalho perdidos foram neste concelho, que passou de 1980 para 3763 desempregados e onde existe um elevado número de trabalhadores com salários muito baixos, particularmente nos sectores têxtil e de vestuário e no comércio. É assim que, entre 2002 e 2004, não só piorou o poder de compra médio por habitante na Cova da Beira relativamente à média nacional, como se tem acentuado a crise no pequeno e médio comércio e na construção civil e obras públicas.
O caminho é a luta
A destruição do aparelho produtivo, a falta de investimento público, a privatização dos serviços públicos e a crescente desresponsabilização do Estado das suas funções sociais – fazendo «florescer» empresas à custa da sua entrega a privados – têm, pois, feito diminuir a qualidade de vida das populações e levantado ao concelho crescentes dificuldades de desenvolvimento.
Entretanto, apesar de intervir em situação de minoria em quase todas as autarquias do concelho, a CDU tem tido uma acção «responsável, de rigor e crítica, apresentando propostas e denunciando as consequências» de políticas lesivas dos interesses das populações e do concelho, diz a Resolução Política, sublinhando a necessidade, por exemplo, de defender a água como um bem público, face à intenção da maioria PSD de submetê-la «ao critério do lucro», através da privatização da empresa municipal Águas da Covilhã.
Só a luta dos trabalhadores e das populações poderá lavar à inversão destas políticas, considerou a Assembleia da Covilhã, que destacou o papel dos comunistas no desenvolvimento dessa luta e apontou um conjunto de medidas com vista ao reforço do Partido e da sua intervenção. A elaboração de listas de recrutamento de novos militantes a nível de cada freguesia; o aumento de receitas, através da promoção de iniciativas, da actualização e recolha sistematizada das quotizações; a promoção e divulgação da imprensa do Partido, nomeadamente com a dinamização de jornadas de esclarecimento junto dos trabalhadores nos seus locais de trabalho; o reforço da organização, com a criação de células de empresa e organismos e sectores profissionais, são algumas das medidas que a Assembleia apontou para alcançar esse objectivo.