A visão dúplice
O Grupo Parlamentar do PCP votou contra um texto de condenação subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP, com a República Democrática da Coreia como alvo, a pretexto da sua recente iniciativa de realizar um teste nuclear.
«O PCP reafirma a sua posição de defesa do fim universal das armas nucleares, pondo fim ao caminho iniciado na II Guerra Mundial e que já teve reconhecidos e conhecidos 2420 ensaios nucleares, 1127 dos EUA, 969 da URSS, 210 da França, 57 do Reino Unido, 44 da China, seis da Índia, seis do Paquistão e agora um da Coreia do Norte», começou por declarar o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares.
«O que não aceitamos é a utilização, por muitos, e designadamente pela administração norte-americana - único que usou a arma nuclear -, de dois pesos e duas medidas em relação ao princípio da desnuclearização», sublinhou, rejeitando com firmeza a posição dos que se servem daquele princípio «quando é útil para os seus interesses de imposição do domínio intervencionista e imperialista nos mais diversos cantos do mundo», mas que rapidamente o ignoram quando «põe em causa os seus interesses ou os dos seus aliados».
Bernardino Soares reiterou ainda a «não aceitação» pelo PCP das «concepções que usam a condenação dos ensaios nucleares, e deste em particular, apenas como instrumento para fazer avançar o domínio estratégico dos EUA e seus aliados na região».
Tendo isto presente, e porque o voto proposto «enferma dessa visão parcial e instrumental» - as intervenções do PSD e CDS disso foram testemunho - , a bancada comunista, como foi dito, não podia deixar de estar em desacordo com o texto, e, consequentemente, votar contra.
Na sua declaração, Bernardino Soares fez ainda votos de um rápido regresso das partes à mesa das conversações multilaterais, «invertendo o indesejável isolamento internacional da Coreia do Norte, com vista à desmilitarização e reunificação da península de Coreia, reconhecendo ao seu povo o direito à paz e ao progresso, como factor essencial para a paz na região.
Apesar de terem votado a favor do texto, BE e «Os Verdes» fizeram questão de lamentar que PS, PSD e CDS-PP «não tenham tanta pressa em condenar» quando em causa está a violação do direito internacional por parte de outros países.
«O que não aceitamos é a utilização, por muitos, e designadamente pela administração norte-americana - único que usou a arma nuclear -, de dois pesos e duas medidas em relação ao princípio da desnuclearização», sublinhou, rejeitando com firmeza a posição dos que se servem daquele princípio «quando é útil para os seus interesses de imposição do domínio intervencionista e imperialista nos mais diversos cantos do mundo», mas que rapidamente o ignoram quando «põe em causa os seus interesses ou os dos seus aliados».
Bernardino Soares reiterou ainda a «não aceitação» pelo PCP das «concepções que usam a condenação dos ensaios nucleares, e deste em particular, apenas como instrumento para fazer avançar o domínio estratégico dos EUA e seus aliados na região».
Tendo isto presente, e porque o voto proposto «enferma dessa visão parcial e instrumental» - as intervenções do PSD e CDS disso foram testemunho - , a bancada comunista, como foi dito, não podia deixar de estar em desacordo com o texto, e, consequentemente, votar contra.
Na sua declaração, Bernardino Soares fez ainda votos de um rápido regresso das partes à mesa das conversações multilaterais, «invertendo o indesejável isolamento internacional da Coreia do Norte, com vista à desmilitarização e reunificação da península de Coreia, reconhecendo ao seu povo o direito à paz e ao progresso, como factor essencial para a paz na região.
Apesar de terem votado a favor do texto, BE e «Os Verdes» fizeram questão de lamentar que PS, PSD e CDS-PP «não tenham tanta pressa em condenar» quando em causa está a violação do direito internacional por parte de outros países.