Mais razões para lutar
Pela Galp pública
Membros da comissão de trabalhadores da Petrogal, delegados e dirigentes sindicais e outros trabalhadores das empresas do grupo Galp Energia concentram-se esta manhã, pelas 11 horas, junto à sede da empresa (nas Torres de Lisboa). Esta foi uma das decisões tomadas no quadro da recente série de plenários, onde foi analisada a situação económica e social, particularmente o aprofundamento da privatização. Segundo a nota divulgada pela Comissão Central de Trabalhadores (que anteontem ia reunir com o presidente da Galp Energia e, mais tarde, com o secretário de Estado da Indústria), da política que está a ser seguida «ressalta o claro benefício do capital privado». Este facto ficou mais evidenciado com a decisão de proceder a uma nova distribuição de dividendos pelos accionistas, no valor de 870 milhões de euros, em detrimento dos interesses do País.
Também as práticas de gestão e a política prosseguida na empresa são «contrárias às aspirações e direitos dos trabalhadores».
CP ataca com «mínimos»
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário acusou a CP de persistir na ilegalidade, ao vir pressionar os funcionários para que não façam hoje greve e não participem no protesto geral, alegando que a paralisação seria ilegal por o pré-aviso, apresentado pelo SNTSF/CGTP-IN, não incluir serviços mínimos. O sindicato, em comunicado distribuído segunda-feira, explica os episódios por que este caso já passou, com uma reunião de conciliação no Ministério do Trabalho (o qual não accionou os mecanismos legais ao seu dispor e que não estão ao dispor das empresas). Enquanto a Refer, após essa reunião, escreveu ao sindicato, considerando insuficientes os serviços mínimos constantes do pré-aviso de greve, a CP optou por fazer pressão junto dos trabalhadores.
Reafirmando a legalidade da greve, o SNTSF lembra que a lei obriga a que seja apresentada «uma proposta de serviços mínimos, e não a proposta que as empresas desejariam», já que estas «o que sempre quiseram foi que, durante um período de greve, haja serviços máximos e os trabalhadores não exerçam um direito constitucionalmente consagrado».
Preocupação na Monticor
Reunidos em plenário, na semana passada, os trabalhadores da Monticor decidiram deslocar-se hoje, do Montijo a Lisboa, para expressarem as suas preocupações no âmbito do protesto geral. Para isso, resolveram aderir ao pré-aviso de greve apresentado pela federação sindical da Construção (que abrange também o sector das cortiças). Os cerca de 80 trabalhadores vêem os seus postos de trabalho em risco, depois de a empresa ter sido vendida, durante o período de férias, verificando-se desde então falta de encomendas, que deixa a produção praticamente parada.
Pela legalidade na Pereira da Costa
Os cerca de 90 trabalhadores da Pereira da Costa, vítimas de processos disciplinares com intenção de despedimento – no que consideram ser uma forma de a administração proceder a um despedimento colectivo sem pagar as suas responsabilidades –, deslocam-se esta manhã ao Ministério do Trabalho, exigindo que o ministro Vieira da Silva receba os seus representantes e tome medidas para que a legalidade seja reposta naquela empresa de construção da Venda Nova, Amadora.
Desde o dia 1 de Setembro, recorda o Sindicato da Construção do Sul, aqueles trabalhadores mantêm-se concentrados junto aos portões da empresa, travando «uma luta heróica e recheada de grandes sacrifícios».
Polícias solidários
A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança decidiu apoiar o protesto de hoje e, «em solidariedade, ombrear com todos os trabalhadores da Administração Pública e da Sociedade em geral, contra as medidas do Governo e pela defesa dos nossos direitos».
Reunida dia 4, em Lisboa, a CCP emitiu um comunicado em que afirma que «as expectativas dos polícias portugueses duraram pouco com este Governo do Partido Socialista», e viram ser «desencadeado o maior e mais brutal ataque aos direitos, condições de vida e de trabalho dos profissionais das forças e serviços de segurança desde o 25 de Abril de 1974». Lembrando a «provocação de elementos neofascistas, como aconteceu na manifestação de 7 de Julho», o comunicado afirma que «a CCP e as estruturas representativas que as integram estão cada vez mais unidas e determinadas na defesa do legítimo e democrático direito à manifestação e a todas as formas de luta, que melhor e mais eficazmente defendam os direitos, a dignidade e reivindiquem melhores condições de vida e trabalho para todos os profissionais das forças e serviços de segurança».
Membros da comissão de trabalhadores da Petrogal, delegados e dirigentes sindicais e outros trabalhadores das empresas do grupo Galp Energia concentram-se esta manhã, pelas 11 horas, junto à sede da empresa (nas Torres de Lisboa). Esta foi uma das decisões tomadas no quadro da recente série de plenários, onde foi analisada a situação económica e social, particularmente o aprofundamento da privatização. Segundo a nota divulgada pela Comissão Central de Trabalhadores (que anteontem ia reunir com o presidente da Galp Energia e, mais tarde, com o secretário de Estado da Indústria), da política que está a ser seguida «ressalta o claro benefício do capital privado». Este facto ficou mais evidenciado com a decisão de proceder a uma nova distribuição de dividendos pelos accionistas, no valor de 870 milhões de euros, em detrimento dos interesses do País.
Também as práticas de gestão e a política prosseguida na empresa são «contrárias às aspirações e direitos dos trabalhadores».
CP ataca com «mínimos»
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário acusou a CP de persistir na ilegalidade, ao vir pressionar os funcionários para que não façam hoje greve e não participem no protesto geral, alegando que a paralisação seria ilegal por o pré-aviso, apresentado pelo SNTSF/CGTP-IN, não incluir serviços mínimos. O sindicato, em comunicado distribuído segunda-feira, explica os episódios por que este caso já passou, com uma reunião de conciliação no Ministério do Trabalho (o qual não accionou os mecanismos legais ao seu dispor e que não estão ao dispor das empresas). Enquanto a Refer, após essa reunião, escreveu ao sindicato, considerando insuficientes os serviços mínimos constantes do pré-aviso de greve, a CP optou por fazer pressão junto dos trabalhadores.
Reafirmando a legalidade da greve, o SNTSF lembra que a lei obriga a que seja apresentada «uma proposta de serviços mínimos, e não a proposta que as empresas desejariam», já que estas «o que sempre quiseram foi que, durante um período de greve, haja serviços máximos e os trabalhadores não exerçam um direito constitucionalmente consagrado».
Preocupação na Monticor
Reunidos em plenário, na semana passada, os trabalhadores da Monticor decidiram deslocar-se hoje, do Montijo a Lisboa, para expressarem as suas preocupações no âmbito do protesto geral. Para isso, resolveram aderir ao pré-aviso de greve apresentado pela federação sindical da Construção (que abrange também o sector das cortiças). Os cerca de 80 trabalhadores vêem os seus postos de trabalho em risco, depois de a empresa ter sido vendida, durante o período de férias, verificando-se desde então falta de encomendas, que deixa a produção praticamente parada.
Pela legalidade na Pereira da Costa
Os cerca de 90 trabalhadores da Pereira da Costa, vítimas de processos disciplinares com intenção de despedimento – no que consideram ser uma forma de a administração proceder a um despedimento colectivo sem pagar as suas responsabilidades –, deslocam-se esta manhã ao Ministério do Trabalho, exigindo que o ministro Vieira da Silva receba os seus representantes e tome medidas para que a legalidade seja reposta naquela empresa de construção da Venda Nova, Amadora.
Desde o dia 1 de Setembro, recorda o Sindicato da Construção do Sul, aqueles trabalhadores mantêm-se concentrados junto aos portões da empresa, travando «uma luta heróica e recheada de grandes sacrifícios».
Polícias solidários
A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança decidiu apoiar o protesto de hoje e, «em solidariedade, ombrear com todos os trabalhadores da Administração Pública e da Sociedade em geral, contra as medidas do Governo e pela defesa dos nossos direitos».
Reunida dia 4, em Lisboa, a CCP emitiu um comunicado em que afirma que «as expectativas dos polícias portugueses duraram pouco com este Governo do Partido Socialista», e viram ser «desencadeado o maior e mais brutal ataque aos direitos, condições de vida e de trabalho dos profissionais das forças e serviços de segurança desde o 25 de Abril de 1974». Lembrando a «provocação de elementos neofascistas, como aconteceu na manifestação de 7 de Julho», o comunicado afirma que «a CCP e as estruturas representativas que as integram estão cada vez mais unidas e determinadas na defesa do legítimo e democrático direito à manifestação e a todas as formas de luta, que melhor e mais eficazmente defendam os direitos, a dignidade e reivindiquem melhores condições de vida e trabalho para todos os profissionais das forças e serviços de segurança».