Proposta do PSD é «complementar» à do PS
A proposta apresentada pelo presidente do PSD em relação à Segurança Social tem um «carácter complementar à do Governo e tem apenas mais pressa», afirmou no dia 6 o secretário-geral do PCP, após um encontro entre delegações do PCP e da CGTP-IN sobre esta e outras matérias. «Não é nenhuma novidade», assegurou.
Jerónimo de Sousa afirmou que o que está em causa nessa proposta é a substituição do princípio da «repartição solidária pela capitalização, pensando nos fundos privados». O PSD propõe que a «reforma» da Segurança Social passe pela canalização de parte dos descontos dos trabalhadores para contas individuais de capitalização. O tão falado «direito de escolha» do trabalhador resumir-se-ia à da entidade privada que geriria o fundo, a par do Estado ou de uma instituição pública.
Também o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva, teceu duras críticas à proposta do PSD. Em sua opinião, o que interessa a esse partido é «colocar esse dinheiro no privado, desde que sejam os portugueses a pagar». No entanto, prosseguiu, «quando reivindicamos que se vá buscar dinheiro onde há excesso, para haver mais solidariedade, somos criticados».
Carvalho da Silva criticou ainda o Governo e o PS por dispensar os patrões de responsabilidades na «reforma» da Segurança Social. «Os patrões não foram convocados para a reforma da Segurança Social em pé de igualdade com os trabalhadores, por isso aceitam a proposta do Governo, porque ela não os obriga a fazer os mesmos sacrifícios que os trabalhadores», lembrou.
No final do encontro, realizado a pedido da central sindical, o secretário-geral do PCP manifestou o apoio e empenho do Partido para o sucesso do Protesto Geral contra as políticas do Governo, convocado pela Intersindical para o dia 12 de Outubro.
Também o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva, teceu duras críticas à proposta do PSD. Em sua opinião, o que interessa a esse partido é «colocar esse dinheiro no privado, desde que sejam os portugueses a pagar». No entanto, prosseguiu, «quando reivindicamos que se vá buscar dinheiro onde há excesso, para haver mais solidariedade, somos criticados».
Carvalho da Silva criticou ainda o Governo e o PS por dispensar os patrões de responsabilidades na «reforma» da Segurança Social. «Os patrões não foram convocados para a reforma da Segurança Social em pé de igualdade com os trabalhadores, por isso aceitam a proposta do Governo, porque ela não os obriga a fazer os mesmos sacrifícios que os trabalhadores», lembrou.
No final do encontro, realizado a pedido da central sindical, o secretário-geral do PCP manifestou o apoio e empenho do Partido para o sucesso do Protesto Geral contra as políticas do Governo, convocado pela Intersindical para o dia 12 de Outubro.