Comício em Évora

Mobilizar para a luta

A campanha do PCP em defesa da Segurança Social andou, sábado, pelo Alentejo. Depois de almoçar em Beja, o secretário-geral do Partido participou num comício em Évora. Perante centenas de apoiantes, Jerónimo de Sousa apelou à mobilização dos trabalhadores e dos reformados em defesa da Segurança Social pública, universal e solidária.
É necessário travar a ofensiva do Governo contra a redução de direitos e contra o aprofundamento das injustiças e da pobreza, afirmou o dirigente do PCP, realçando que «os portugueses têm o direito de perceber o que está em causa, de se mobilizar e resistir a mais esta medida do Governo» que reduz significativamente o direito à Segurança Social. Esta batalha, prosseguiu, não é só dos comunistas, é uma batalha «dos trabalhadores e do povo português».
Apesar de o Governo negar que pretende aumentar a idade de reforma, Jerónimo de Sousa afirmou ser esse o grande objectivo. «Ao impor uma brutal quebra de rendimentos dos trabalhadores que se reformem aos 65 anos, o governo do PS está a obrigar esses trabalhadores a prolongarem o seu tempo de trabalho como único meio de garantir a sua sobrevivência», afirmou. «O governo mentiu antes e mente agora!»
João Pauzinho, do Comité Central e responsável pela Organização Regional de Évora do PCP, falou antes do secretário-geral para reafirmar a determinação dos comunistas da região em prosseguir o combate contra a política de direita. No próximo dia 12 de Outubro, dia da jornada nacional de luta da CGTP-IN, «tudo faremos para demonstrar na rua, a este Governo, o repúdio do povo alentejano a esta política de direita», afirmou.
O membro do Comité Central lembrou que a desertificação «tem sido um lugar comum na região», bem como o consequente envelhecimento da população. «Os reformados e pensionistas já ultrapassam os 60 mil e existem concelhos em que mais de 50 por cento da sua população é reformada e pensionista», continuou. Na sua maioria, auferindo reformas de miséria. Estes são os mesmos reformados, lembrou João Pauzinho, que «enfrentam já nos dias de hoje enormes dificuldades». Esta situação tem responsáveis, recordou o dirigente comunista, anunciando-os: as políticas de direita e os seus executores – PS, PSD e PP.


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