Günter Grass revela ter integrado as SS
O escritor alemão Günter Grass revelou ao jornal Frankfurt Allgemeine que integrou como voluntário as Waffen SS, as forças de elite do regime nazi, em 1944/45, e não foi apenas um soldado nas baterias anti-aéreas, como até agora tinha feito crer.
Em entrevista publicada no sábado, dia 12, o autor, de 78 anos, premiado com o Nobel da Literatura, afirma que «este segredo» sempre o «atormentou», o que foi um dos motivos para escrever a sua autobiografia, intitulada «Descascando as Cebolas», que será publicada em Setembro próximo.
Quando se inscreveu como voluntário no exército nazi pretendia entrar para as tripulações de submarinos, mas acabou por ser integrado nas SS que, «nos últimos anos da guerra, já recebia toda a gente que quisesse ir para lá», disse Grass.
Naquela época, para ele, «as SS não tinham nada de terrível, eram uma unidade de elite que era sempre enviada para os locais mais quentes e que, como então se dizia, sofria as mais pesadas baixas».
Os sentimentos de culpa só mais tarde o «cobriram de vergonha»: «Sempre me coloquei a questão se poderia ter reconhecido naquela altura o que se estava a passar em meu redor». «Fiz o meu processo de aprendizagem e tirei as devidas ilações, mas na verdade ficou sempre esse resquício de uma nódoa».
Grass, que é um apoiante activo do Partido Social-Democrata (SPD) e um intelectual comprometido com os ideais da esquerda, revelou ainda que se encontrou num campo de prisioneiros de guerra, após a II Guerra Mundial, com Joseph Ratzinger, o actual Papa Bento XVI. «Ele tornou-se meu amigo e meu parceiro do jogo de dados».
Em entrevista publicada no sábado, dia 12, o autor, de 78 anos, premiado com o Nobel da Literatura, afirma que «este segredo» sempre o «atormentou», o que foi um dos motivos para escrever a sua autobiografia, intitulada «Descascando as Cebolas», que será publicada em Setembro próximo.
Quando se inscreveu como voluntário no exército nazi pretendia entrar para as tripulações de submarinos, mas acabou por ser integrado nas SS que, «nos últimos anos da guerra, já recebia toda a gente que quisesse ir para lá», disse Grass.
Naquela época, para ele, «as SS não tinham nada de terrível, eram uma unidade de elite que era sempre enviada para os locais mais quentes e que, como então se dizia, sofria as mais pesadas baixas».
Os sentimentos de culpa só mais tarde o «cobriram de vergonha»: «Sempre me coloquei a questão se poderia ter reconhecido naquela altura o que se estava a passar em meu redor». «Fiz o meu processo de aprendizagem e tirei as devidas ilações, mas na verdade ficou sempre esse resquício de uma nódoa».
Grass, que é um apoiante activo do Partido Social-Democrata (SPD) e um intelectual comprometido com os ideais da esquerda, revelou ainda que se encontrou num campo de prisioneiros de guerra, após a II Guerra Mundial, com Joseph Ratzinger, o actual Papa Bento XVI. «Ele tornou-se meu amigo e meu parceiro do jogo de dados».