«Viva o capitalismo!»
Cavaco Silva fez no 25 de Abril um apelo à «sociedade civil» para entrar naquilo a que chama a «luta pela inclusão social». Ele próprio foi fazendo um «Roteiro pela Inclusão», que o que de mais revelador teve foi a difícil proeza de passar pelo Alentejo e não pisar o perigoso solo de nenhuma autarquia de maioria CDU.
Na semana passada, dez empresários do melhor que há correram a Belém a oferecer os seus desinteressados préstimos ao apelativo Presidente. Empresários simples, gente modesta e decerto caridosa, donos de empresas como o Banco Privado Português, a Somague, a Renova, a Portucel, a Vicaima, a Jerónimo Martins ou o Banif. Gente preocupada com o futuro do país e dos nossos pobres jovens, que encabeçam as estatísticas do abandono escolar na Europa.
Vai daí, resolveram constituir uma associação de gestão empresarial pomposamente chamada EIS – Empresários pela Inclusão Social, que se propõe combater o abandono escolar através da atribuição de bolsas. Não aos estudantes que abandonam a escola, mas aos professores, que como a Ministra da Educação persistentemente esclarece, não sabem motivar os jovens. Com a respectiva bolsa e o novo Estatuto da Carreira Docente, os professores, motivadíssimos, resolveriam o problema num ápice.
Os EIS prometeram uma conferência de imprensa para segunda-feira passada a explicar o quando, como e quanto, mas não a realizaram. Vida difícil, a de capitalista encartado.
Entretanto, o sempre atento José Miguel Júdice resolveu explicar no Público as grandes virtudes desta iniciativa, num artigo intitulado «Viva o capitalismo!», com ponto de exclamação e tudo. A saber: os EIS formaram uma empresa, o que classifica como «um sinal de coerência e um claro gesto de carácter ideológico», a mostrar que estas são a melhor forma de gerir seja o que for. Mais: «a luta contra o socialismo tem por isso de ser a demonstração de que, também nas áreas sociais, os privados são mais eficazes e produtivos na gestão dos sistemas do que o Estado.» Iniciativas como esta «farão mais pela liberdade económica e pela sociedade liberal do que dezenas de políticos, centenas de manuais escolares, milhares de debates de ideias».
Clarificador de tantas e tantas coisas, não é? Sobretudo sobre a forma como esta ultrapassada ideologia do PCP merece tanto investimento a ser combatida...
Na semana passada, dez empresários do melhor que há correram a Belém a oferecer os seus desinteressados préstimos ao apelativo Presidente. Empresários simples, gente modesta e decerto caridosa, donos de empresas como o Banco Privado Português, a Somague, a Renova, a Portucel, a Vicaima, a Jerónimo Martins ou o Banif. Gente preocupada com o futuro do país e dos nossos pobres jovens, que encabeçam as estatísticas do abandono escolar na Europa.
Vai daí, resolveram constituir uma associação de gestão empresarial pomposamente chamada EIS – Empresários pela Inclusão Social, que se propõe combater o abandono escolar através da atribuição de bolsas. Não aos estudantes que abandonam a escola, mas aos professores, que como a Ministra da Educação persistentemente esclarece, não sabem motivar os jovens. Com a respectiva bolsa e o novo Estatuto da Carreira Docente, os professores, motivadíssimos, resolveriam o problema num ápice.
Os EIS prometeram uma conferência de imprensa para segunda-feira passada a explicar o quando, como e quanto, mas não a realizaram. Vida difícil, a de capitalista encartado.
Entretanto, o sempre atento José Miguel Júdice resolveu explicar no Público as grandes virtudes desta iniciativa, num artigo intitulado «Viva o capitalismo!», com ponto de exclamação e tudo. A saber: os EIS formaram uma empresa, o que classifica como «um sinal de coerência e um claro gesto de carácter ideológico», a mostrar que estas são a melhor forma de gerir seja o que for. Mais: «a luta contra o socialismo tem por isso de ser a demonstração de que, também nas áreas sociais, os privados são mais eficazes e produtivos na gestão dos sistemas do que o Estado.» Iniciativas como esta «farão mais pela liberdade económica e pela sociedade liberal do que dezenas de políticos, centenas de manuais escolares, milhares de debates de ideias».
Clarificador de tantas e tantas coisas, não é? Sobretudo sobre a forma como esta ultrapassada ideologia do PCP merece tanto investimento a ser combatida...