Médicos em greve
Os médicos alemães iniciaram esta segunda-feira, 29, mais uma semana de greves por todo o país, exigindo aumentos salariais na ordem dos 30 por cento e melhores condições de trabalho.
O protesto dos médicos ameaça afectar a organização do mundial
Esta paralisação sem precedentes, que deverá durar até ao fim da semana, à qual aderiram mais de 15 mil médicos de cerca de 40 hospitais universitários e clínicas regionais psiquiátricas, representa o endurecimento das formas de luta que têm sido adoptadas desde há cerca de dois meses e meio pelos clínicos do sector público.
Em nove estados regionais, apenas estão a ser assegurados as urgências, de acordo com o principal sindicato do sector, Marburger Bund, que não afasta a possibilidade de o movimento reivindicativo se prolongar, afectando a organização do campeonato mundial de futebol, que se inicia em 9 de Junho na Alemanha.
A greve não abrange para já Berlim, Hessen, Hamburgo, Schleswig-Holstein, o Sarre e Brandeburgo.
Na cidade de Hannover (norte), os médicos desfilaram pelas ruas, transportando uma urna simbolizando a morte da medicina.
A agudização deste conflito social resulta do total impasse das negociações entre a classe e a organização dos empregadores, a TdL, ou seja, a entidade que representa os estados regionais.
A TdL pretende que o acordo recentemente concluído com o sindicato dos serviços públicos, Ver.di, após uma greve que durou cerca de três meses, seja aplicado aos médicos dos hospitais públicos, solução que o Marburger Bund recusa categoricamente.
Esta estrutura sindical, que representa 22 mil médicos de hospitais públicos e de clínicas psiquiátricas, exige negociar directamente as revindicações da classe, em particular os aumentos salariais e o pagamento de horas extraordinárias.
Numa sondagem encomendada pelo canal de televisão pública ZDF, 76 por cento dos inquiridos afirmaram apoiar a greve dos médicos.
Em nove estados regionais, apenas estão a ser assegurados as urgências, de acordo com o principal sindicato do sector, Marburger Bund, que não afasta a possibilidade de o movimento reivindicativo se prolongar, afectando a organização do campeonato mundial de futebol, que se inicia em 9 de Junho na Alemanha.
A greve não abrange para já Berlim, Hessen, Hamburgo, Schleswig-Holstein, o Sarre e Brandeburgo.
Na cidade de Hannover (norte), os médicos desfilaram pelas ruas, transportando uma urna simbolizando a morte da medicina.
A agudização deste conflito social resulta do total impasse das negociações entre a classe e a organização dos empregadores, a TdL, ou seja, a entidade que representa os estados regionais.
A TdL pretende que o acordo recentemente concluído com o sindicato dos serviços públicos, Ver.di, após uma greve que durou cerca de três meses, seja aplicado aos médicos dos hospitais públicos, solução que o Marburger Bund recusa categoricamente.
Esta estrutura sindical, que representa 22 mil médicos de hospitais públicos e de clínicas psiquiátricas, exige negociar directamente as revindicações da classe, em particular os aumentos salariais e o pagamento de horas extraordinárias.
Numa sondagem encomendada pelo canal de televisão pública ZDF, 76 por cento dos inquiridos afirmaram apoiar a greve dos médicos.