Números
Toda a gente aceita hoje que o nosso país vive uma gravíssima crise – talvez Sócrates e os seus apaniguados o tentem desdizer apresentando cada dia novos «planos» para o progresso e o bem-estar. O facto, porém, é que – como já o dissemos frequentes vezes, a crise de uns é o sucesso de outros, a miséria de muitos é a riqueza de uns poucos.
Alguns exemplos de como a coisa se passa neste cantinho de beira-mar. Não falando sequer em lucros embolsados pelos grandes do capital, os seus mais directos serventuários, aqueles a quem vem cabendo a decisão gestora das grandes empresas e da banca ganham que se fartam. E são abundantemente aumentados ao mesmo tempo que decidem despedimentos e, de mão dada com o Governo de Sócrates, travam os aumentos dos trabalhadores, situando-os ao nível muito abaixo da inflação prevista. Enquanto os trabalhadores recebem em média 1,5l por cento de aumento, os administradores deliberam aumentar-se em média 9 por cento! O Jornal de Negócios revelava que, em média, os administradores dos grandes grupos auferiam cerca de 416 mil euros por ano. Quanto às empresas cotadas em bolsa, os lucros destas subiram, em 2005, 85 por cento em relação ao ano anterior. Crise?
Crise, sim. Porque um punhado de grandes capitalistas arrecada o suor e o labor de muitos milhares. E porque meio milhão de trabalhadores são contados no desemprego.
Crise, sim, porque se contabilizam mais de dois milhões de pobres em Portugal. Sim, crise, porque os reformados e pensionistas não vêem melhorada a situação de miséria em que a maior parte vive e as promessas – reais e não eleitorais – que lhes fazem são de mais anos de trabalho e menores remunerações. Crise ainda porque a esmagadora maioria da população – isto e, os que não são ricos – vê degradarem-se as suas condições de vida – no plano da saúde, da habitação, da educação, descendo o poder de compra de quem trabalha ou já trabalhou, ao mesmo tempo que os seus direitos vão sendo roubados pelos grandes do capital em conluio com o Governo.
Os órgãos de comunicação social, também eles nas mãos do poder económico, dão uma ajuda, «esclarecendo» que diminui em Portugal, o número de sindicalizados. Fazendo por esquecer que os despedimentos lançaram fora milhões de trabalhadores nas últimas décadas e que há inúmeros outros que são hoje despedidos quando o patrão vem a saber que se sindicalizaram...
Nesta roda de números, ainda mais um par deles. Neste 1.º de Maio, segundo algumas fontes que citam a PSP, mais de 70 mil desfilaram em Lisboa, ao apelo da CGTP-IN, exigindo a ruptura com a política de direita. E a UGT conseguiu «umas centenas» para alindar a festa...
Alguns exemplos de como a coisa se passa neste cantinho de beira-mar. Não falando sequer em lucros embolsados pelos grandes do capital, os seus mais directos serventuários, aqueles a quem vem cabendo a decisão gestora das grandes empresas e da banca ganham que se fartam. E são abundantemente aumentados ao mesmo tempo que decidem despedimentos e, de mão dada com o Governo de Sócrates, travam os aumentos dos trabalhadores, situando-os ao nível muito abaixo da inflação prevista. Enquanto os trabalhadores recebem em média 1,5l por cento de aumento, os administradores deliberam aumentar-se em média 9 por cento! O Jornal de Negócios revelava que, em média, os administradores dos grandes grupos auferiam cerca de 416 mil euros por ano. Quanto às empresas cotadas em bolsa, os lucros destas subiram, em 2005, 85 por cento em relação ao ano anterior. Crise?
Crise, sim. Porque um punhado de grandes capitalistas arrecada o suor e o labor de muitos milhares. E porque meio milhão de trabalhadores são contados no desemprego.
Crise, sim, porque se contabilizam mais de dois milhões de pobres em Portugal. Sim, crise, porque os reformados e pensionistas não vêem melhorada a situação de miséria em que a maior parte vive e as promessas – reais e não eleitorais – que lhes fazem são de mais anos de trabalho e menores remunerações. Crise ainda porque a esmagadora maioria da população – isto e, os que não são ricos – vê degradarem-se as suas condições de vida – no plano da saúde, da habitação, da educação, descendo o poder de compra de quem trabalha ou já trabalhou, ao mesmo tempo que os seus direitos vão sendo roubados pelos grandes do capital em conluio com o Governo.
Os órgãos de comunicação social, também eles nas mãos do poder económico, dão uma ajuda, «esclarecendo» que diminui em Portugal, o número de sindicalizados. Fazendo por esquecer que os despedimentos lançaram fora milhões de trabalhadores nas últimas décadas e que há inúmeros outros que são hoje despedidos quando o patrão vem a saber que se sindicalizaram...
Nesta roda de números, ainda mais um par deles. Neste 1.º de Maio, segundo algumas fontes que citam a PSP, mais de 70 mil desfilaram em Lisboa, ao apelo da CGTP-IN, exigindo a ruptura com a política de direita. E a UGT conseguiu «umas centenas» para alindar a festa...