Crónica de uma assembleia de organização
Estavam ali velhos comunistas, homens e mulheres com uma vida de militância revolucionária, de coragem, de dignidade, protagonistas da história da luta na freguesia ao longo dos tempos: as lutas dos anos quarenta, pela paz e pelo pão – e sofrendo a repressão que se lhes seguiu; as lutas dos anos cinquenta, das quais emerge a «Grande Greve de 58», quando a população libertou os camaradas presos, os substituiu pelos guardas, cortou os fios telefónicos e iniciou a planificação do sonho da distribuição da terra a quem a trabalhava – e sofrendo a repressão imediata com a povoação invadida e centenas de pessoas presas; a década de sessenta com a histórica conquista das oito horas de trabalho, conquista alcançada com aquela simplicidade que só a organização, a coragem e as convicções proporcionam: amanhã despegamos do trabalho quando tivermos trabalhado oito horas, e já está – e sofrendo as consequências da violenta e brutal repressão fascista – e lá estavam, nos rostos serenos daqueles homens e mulheres, as marcas dessas lutas e dessa repressão, as marcas de mais de uma centena de anos de prisão, de torturas, de sofrimentos.
Estavam ali homens e mulheres nascidos para a militância activa no período revolucionário iniciado em Abril de 74, que nesses tempos luminosos construíram e viram um pedacinho do futuro pelo qual continuam a lutar, que aprenderam a palavra camarada erguendo a mais bela de todas as conquistas de Abril: a Reforma Agrária – concretizando o sonho planificado dezassete anos antes; homens e mulheres que de há trinta anos para cá, com determinação e confiança, têm prosseguido a luta contra a política de direita, a política da contra revolução de Abril, a política que, não hesitando no uso da repressão, lhes roubou muito do que haviam conquistado.
Estavam ali rapazes e raparigas, filhos e filhas dos homens e mulheres de Abril, com a consciência assumida da sua condição de receptores do testemunho dos sonhos, das aspirações, das coragens, das dignidades de que é feito o ideal de liberdade, de justiça social, de fraternidade, de camaradagem, de amizade – o ideal comunista.
Estavam ali, todos, dos mais velhos aos mais jovens, delegados à assembleia da sua organização, construindo o futuro.De que outro partido era possível dizer – dizendo a verdade – o que nesta crónica se diz sobre a Assembleia da Organização do PCP na Freguesia do Couço?
Estavam ali homens e mulheres nascidos para a militância activa no período revolucionário iniciado em Abril de 74, que nesses tempos luminosos construíram e viram um pedacinho do futuro pelo qual continuam a lutar, que aprenderam a palavra camarada erguendo a mais bela de todas as conquistas de Abril: a Reforma Agrária – concretizando o sonho planificado dezassete anos antes; homens e mulheres que de há trinta anos para cá, com determinação e confiança, têm prosseguido a luta contra a política de direita, a política da contra revolução de Abril, a política que, não hesitando no uso da repressão, lhes roubou muito do que haviam conquistado.
Estavam ali rapazes e raparigas, filhos e filhas dos homens e mulheres de Abril, com a consciência assumida da sua condição de receptores do testemunho dos sonhos, das aspirações, das coragens, das dignidades de que é feito o ideal de liberdade, de justiça social, de fraternidade, de camaradagem, de amizade – o ideal comunista.
Estavam ali, todos, dos mais velhos aos mais jovens, delegados à assembleia da sua organização, construindo o futuro.De que outro partido era possível dizer – dizendo a verdade – o que nesta crónica se diz sobre a Assembleia da Organização do PCP na Freguesia do Couço?