Encontro Regional do Alentejo

Medidas concretas para o desenvolvimento

Cerca de 140 militantes e simpatizantes do PCP do Alentejo participaram, dia 25, num encontro regional sobre o desenvolvimento e defesa da Região.

Fruto das políticas seguidas, o Alentejo tem vindo a perder população

Viana do Alentejo foi o local escolhido para acolher os comunistas das quatro regiões do Alentejo que discutiram durante todo o dia as grandes questões ligadas com o desenvolvimento da região e que contou com as presenças de Jorge Cordeiro, do Secretariado, e de José Catalino, da Comissão Política e responsável pela Organização Regional do Alentejo.
Como se afirmou no documento aprovado, apesar dos investimentos feitos em infra-estruturas na região, esta continua sem estar «no caminho do desenvolvimento e numa trajectória de redução das assimetrias regionais». Os comunistas comprovam esta afirmação com a perda de 7,5 por cento da população desde 1981, dado que, consideram, traduz «por si só a manifestação mais evidente e expressiva da falência do modelo de desenvolvimento a que a região tem sido sujeita».
Para o PCP, existe na região um «grave problema demográfico», marcado pela existência de muitos idosos e poucos jovens. Esta situação, considera, reflecte a persistência de «problemas estruturais na base económica e produtiva regional». Os comunistas notam ainda, e diversos estudos comprovam-no, o afastamento da região face ao todo nacional. O Alentejo, considerado por estudos oficiais como «região economicamente frágil», sofre ainda, realça o PCP, vê estes problemas reproduzidos no seu interior, «traduzidos nas disparidades económicas já visíveis entre as sub-regiões alentejanas».
Apesar das suas potencialidades económicas e do seu favorável posicionamento geográfico, o Alentejo, destaca o PCP, «continua a contribuir com uma muito baixa parcela para o volume de produção nacional», detendo uma quota inferior àquela de que era detentor nas décadas de 80 e 90. Este indicador refere, defende o PCP, a «persistência dos processos económicos que, a nível nacional, têm conduzido à concentração de recursos e capacidades produtivas nas grandes áreas metropolitanas em desfavor das regiões do interior».

Soluções de futuro

Para o PCP, «deverá constituir um objectivo central do próximo ciclo de fundos estruturais e de políticas públicas de desenvolvimento regional no Alentejo, a promoção da base económica regional numa perspectiva de aumento do produto», valorizando os recursos naturais e a posição geo-económica da região. Assim, para o período 2007-2013, os comunistas defendem seis linhas de desenvolvimento para o Alentejo.
O reforço da estrutura produtiva e empresarial da região, através da promoção dos produtos e sectores estratégicos de base regional e também através do reforço da base tecnológica empresarial e da promoção das condições de organização territorial favoráveis a atracção de investimento é a primeira preocupação do PCP.
Os comunistas defendem também a promoção do sector agrícola e florestal, «nomeadamente através do desenvolvimento das várias formas de organização empresarial existentes, da utilização racional e equilibrada de recursos». A adopção de um modelo que incentive a «valorização dos espaços rurais em termos socio-económicos com base no aproveitamento e qualificação dos respectivos recursos numa perspectiva de promoção de actividades socio-económicas diversificadas, de preservação e valorização dos valores ambientais e culturais é uma terceira linha de orientação proposta pelo PCP.
Valorizar e qualificar os centros urbanos é uma outra preocupação dos comunistas. Isto consegue-se, defendem, constituindo uma eficaz rede urbana policêntrica, complementada pelo desenvolvimento dos serviços de transportes colectivos e por uma «distribuição racional de equipamentos e infra-estruturas». O combate aos processos de degradação ambiental grave que se vêm manifestando na região, como a seca, a desertificação ou a erosão costeira é outra das medidas que o PCP defende para desenvolver a região. Uma sexta medida prende-se com o apoio ao desenvolvimento dos «grandes projectos regionais».


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