Fortalecer o PCP, desenvolver a luta, afirmar a esperança
O povo português está confrontado com grandes dificuldades na sua vida. A exploração e as injustiças sociais aumentam, o País é sujeito à estagnação e ao subdesenvolvimento, regiões inteiras são privadas de serviços públicos, os grupos económicos e financeiros apossam-se de cada vez maiores fatias da riqueza nacional e de importantes áreas Estado, o regime democrático é atingido, as preocupações e interrogações quanto ao futuro adensam-se.
A ruptura com esta política impõe-se cada vez mais
As últimas semanas têm sido férteis em anúncios propagandísticos e promessas numa demonstração de falsa eficácia, ao mesmo tempo que o Governo acelera o processo de privatizações e põe em causa a administração pública. O ataque ao Estado é um ataque aos interesses do País, dos trabalhadores, do povo português. É o ataque às funções sociais do Estado, mas também ao seu papel nas mais diversas áreas. Querem abrir novas áreas de negócios com as ditas privatizações e externalizações, pretendem reduzir a despesa pública para drenar importantes recursos públicos para o aumento dos lucros do grande capital. Trata-se de uma operação que visa estruturar o Estado, não em função das necessidades nacionais de desenvolvimento e resposta aos problemas do povo português, mas sim para o submeter às exigências dos lucros dos grupos económicos e financeiros e ao reforço do seu poder.
A ruptura com esta política impõe-se cada vez mais. O caminho de um Portugal com futuro, mais desenvolvido e mais justo é cada vez mais necessário.
Os obstáculos a vencer são muitos, mas há que ter confiança duradoura e profunda nos trabalhadores e no povo.
Alguns querem fazer crer que, com Cavaco Silva na Presidência e o governo Sócrates de maioria absoluta, em cooperação estratégica ao serviço da política de direita, mais nada restaria senão aceitar as suas decisões antipopulares e antinacionais.
É certo que os grupos económicos e financeiros lograram com a eleição de Cavaco e com o Governo Sócrates a criação de um bloco central de poder ao seu serviço, que dispõem, além do controlo do poder político, de um forte dispositivo de influência e condicionamento e que as instituições são hoje pouco sensíveis aos interesses e às aspirações populares.
Mas, mesmo com tudo isso, as classes dominantes não podem impedir a manifestação do descontentamento dos trabalhadores e da população. Por maiores que sejam as maiorias absolutas, por mais arrogantes que sejam os presidentes da república, por maior cooperação estratégica que tenham contra os interesses populares, a força dos trabalhadores e do povo em movimento acaba por ser mais forte. A experiência e a história da luta da classe operária, dos trabalhadores, do povo português assim o revelam.
Desenvolver a luta
O caminho da luta está a desenvolver-se. Após as lutas dos trabalhadores da administração pública intensificam-se as lutas dos mais diversos sectores de actividade. Aquém das exigências, mas em desenvolvimento.
A manifestação nacional dos jovens trabalhadores de 28 de Março envolveu milhares de participantes que se integram na luta manifestando o seu descontentamento, agindo em torno de problemas específicos, exigindo o combate à precariedade, reclamando um futuro melhor.
As manifestações realizadas no passado sábado em Lisboa e no Porto por convocação da CGTP-IN em que participaram muitos milhares de trabalhadores são um aviso ao Governo, ao Presidente da República, uma exigência de mudança e um poderoso incentivo para o alargamento da luta.
No seu seguimento estão em desenvolvimento acções de massas no plano de sectores e empresas, com momentos de convergência que culminarão nas comemorações do 25 de Abril e na grande jornada do 1º de Maio.
A resistência e a luta começam a ganhar dimensão. É indispensável mostrar que cada um não está sozinho com os seus problemas e aspirações. Milhões de portugueses vivem as mesmas dificuldades, anseiam por um futuro melhor, juntos têm uma enorme força e são capazes de mudar o rumo do país. É necessário pôr em movimento a enorme força da acção colectiva num caudal de afirmação de descontentamento e de exigência de mudança.
Neste luta, o PCP – pelo seu projecto, pela alternativa que propõe, pela sua vinculação aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, pela sua coerência e determinação – tem um papel determinante. Não há caminho de progresso para Portugal sem o PCP e não há alternativa sem o fortalecimento do PCP.
Fortalecer o PCP, desenvolver a luta, afirmar a esperança, são assim elementos fundamentais para o caminho de desenvolvimento, justiça e progresso social que Portugal precisa.
A ruptura com esta política impõe-se cada vez mais. O caminho de um Portugal com futuro, mais desenvolvido e mais justo é cada vez mais necessário.
Os obstáculos a vencer são muitos, mas há que ter confiança duradoura e profunda nos trabalhadores e no povo.
Alguns querem fazer crer que, com Cavaco Silva na Presidência e o governo Sócrates de maioria absoluta, em cooperação estratégica ao serviço da política de direita, mais nada restaria senão aceitar as suas decisões antipopulares e antinacionais.
É certo que os grupos económicos e financeiros lograram com a eleição de Cavaco e com o Governo Sócrates a criação de um bloco central de poder ao seu serviço, que dispõem, além do controlo do poder político, de um forte dispositivo de influência e condicionamento e que as instituições são hoje pouco sensíveis aos interesses e às aspirações populares.
Mas, mesmo com tudo isso, as classes dominantes não podem impedir a manifestação do descontentamento dos trabalhadores e da população. Por maiores que sejam as maiorias absolutas, por mais arrogantes que sejam os presidentes da república, por maior cooperação estratégica que tenham contra os interesses populares, a força dos trabalhadores e do povo em movimento acaba por ser mais forte. A experiência e a história da luta da classe operária, dos trabalhadores, do povo português assim o revelam.
Desenvolver a luta
O caminho da luta está a desenvolver-se. Após as lutas dos trabalhadores da administração pública intensificam-se as lutas dos mais diversos sectores de actividade. Aquém das exigências, mas em desenvolvimento.
A manifestação nacional dos jovens trabalhadores de 28 de Março envolveu milhares de participantes que se integram na luta manifestando o seu descontentamento, agindo em torno de problemas específicos, exigindo o combate à precariedade, reclamando um futuro melhor.
As manifestações realizadas no passado sábado em Lisboa e no Porto por convocação da CGTP-IN em que participaram muitos milhares de trabalhadores são um aviso ao Governo, ao Presidente da República, uma exigência de mudança e um poderoso incentivo para o alargamento da luta.
No seu seguimento estão em desenvolvimento acções de massas no plano de sectores e empresas, com momentos de convergência que culminarão nas comemorações do 25 de Abril e na grande jornada do 1º de Maio.
A resistência e a luta começam a ganhar dimensão. É indispensável mostrar que cada um não está sozinho com os seus problemas e aspirações. Milhões de portugueses vivem as mesmas dificuldades, anseiam por um futuro melhor, juntos têm uma enorme força e são capazes de mudar o rumo do país. É necessário pôr em movimento a enorme força da acção colectiva num caudal de afirmação de descontentamento e de exigência de mudança.
Neste luta, o PCP – pelo seu projecto, pela alternativa que propõe, pela sua vinculação aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, pela sua coerência e determinação – tem um papel determinante. Não há caminho de progresso para Portugal sem o PCP e não há alternativa sem o fortalecimento do PCP.
Fortalecer o PCP, desenvolver a luta, afirmar a esperança, são assim elementos fundamentais para o caminho de desenvolvimento, justiça e progresso social que Portugal precisa.