Abandono
A forma consciente e determinada como o Governo do Partido Socialista vem prosseguindo a política de direita desenvolvida pelos anteriores Governos, revela que os interesses do grande capital estão bem entregues nas mãos de José Sócrates. O encerramento de serviços públicos, não apenas pela aceitação das exigências impostas pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, mas sobretudo, pela opção ideológica de favorecimento dos interesses privados em detrimento do interesse público, pode vir a resultar num profundo retrocesso para o país.
Só para falar em escolas, o Governo admite a possibilidade de encerrar quatro mil e quinhentas, isto para além dos já anunciados encerramentos de centros de saúde, postos dos CTT e outras infra-estruturas. Esta semana, após um daqueles relatórios feitos à medida das conclusões pretendidas, surgiu o anúncio do encerramento de maternidades. Condimentando o discurso com os argumentos do costume, retórica onde abunda o vocabulário da moda, «rigor», «critérios», «eficiência», o Governo, tenta convencer as populações que afinal, o que é moderno e avançado é o encerramento de serviços públicos.
Não chegavam os encerramentos de empresas, filhos da mesma política, para agora vir uma segunda vaga que deixa algumas zonas do país completamente ao abandono. Expliquem, se conseguirem, que futuro reserva às populações que se vêem privadas do emprego, do acesso à educação, de cuidados de saúde. Expliquem, se conseguirem, que capacidade de fixação das populações (já para não falar em atracção) que sobretudo o interior do país terá no presente e no futuro. Expliquem, se conseguirem, ao povo que viu o País libertar-se do atraso e abandono fascista e que com Abril abriu as portas do futuro, se não estamos a voltar para trás.
Nas semanas que se seguem assistiremos à dramatização das contas do Ministério da Saúde, aos especialistas de encomenda que irão avalizar as medidas e apelar ao bom senso e moderação, às reportagens e entrevistas que sustentarão este rumo, ao silêncio cúmplice ou espalhafato oportunista e inconsequente das estruturas locais do PS e PSD. Mas será também justo sublinhar que as populações não ficarão paradas, que se mobilizarão para dar combate a estas políticas, que defenderão conquistas, que sendo suas no presente, se quer que as próximas gerações as tenham no futuro, que irão resistir e lutar. E como sempre contam ao seu lado com a solidariedade e o empenhamento activo do PCP. Travaremos juntos mais esta luta!
Só para falar em escolas, o Governo admite a possibilidade de encerrar quatro mil e quinhentas, isto para além dos já anunciados encerramentos de centros de saúde, postos dos CTT e outras infra-estruturas. Esta semana, após um daqueles relatórios feitos à medida das conclusões pretendidas, surgiu o anúncio do encerramento de maternidades. Condimentando o discurso com os argumentos do costume, retórica onde abunda o vocabulário da moda, «rigor», «critérios», «eficiência», o Governo, tenta convencer as populações que afinal, o que é moderno e avançado é o encerramento de serviços públicos.
Não chegavam os encerramentos de empresas, filhos da mesma política, para agora vir uma segunda vaga que deixa algumas zonas do país completamente ao abandono. Expliquem, se conseguirem, que futuro reserva às populações que se vêem privadas do emprego, do acesso à educação, de cuidados de saúde. Expliquem, se conseguirem, que capacidade de fixação das populações (já para não falar em atracção) que sobretudo o interior do país terá no presente e no futuro. Expliquem, se conseguirem, ao povo que viu o País libertar-se do atraso e abandono fascista e que com Abril abriu as portas do futuro, se não estamos a voltar para trás.
Nas semanas que se seguem assistiremos à dramatização das contas do Ministério da Saúde, aos especialistas de encomenda que irão avalizar as medidas e apelar ao bom senso e moderação, às reportagens e entrevistas que sustentarão este rumo, ao silêncio cúmplice ou espalhafato oportunista e inconsequente das estruturas locais do PS e PSD. Mas será também justo sublinhar que as populações não ficarão paradas, que se mobilizarão para dar combate a estas políticas, que defenderão conquistas, que sendo suas no presente, se quer que as próximas gerações as tenham no futuro, que irão resistir e lutar. E como sempre contam ao seu lado com a solidariedade e o empenhamento activo do PCP. Travaremos juntos mais esta luta!