QUEM DECIDE SÃO OS POVOS
Mais cedo do que tarde o progresso e a amizade entre os povos recuperarão os seus direitos
No momento em que este artigo é escrito paira ainda uma cerrada neblina sobre as exactas circunstâncias em que morreu Sloban Milosevic, ex-Presidente da Jugoslávia e Presidente de honra do Partido Socialista Sérvio. Depois de vergonhosamente sequestrado no seu próprio país, Milosevic encontrava-se desde 2001 encarcerado numa prisão dos arredores de Haia às ordens de um «Tribunal Internacional» criado como instrumento da «nova ordem» para impor a «justiça» dos vencedores de uma guerra ilegal e injusta que conduziu ao violento desmembramento de um país soberano.
Saberemos algum dia a verdade sobre a morte de Milosevic? Acreditamos que sim. A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. Ou quase sempre. Basta pensar na morte de Arafat sobre a qual muitos asseveram ter sido realmente envenenado para facilitar o caminho dos sionistas e de quantos se empenham nos piores crimes para impedir o povo palestiniano de alcançar o seu próprio Estado independente e soberano em território da Palestina. Ou no assassinato há já vinte anos de Olof Palm, um estadista empenhado no desanuviamento das relações Leste-Oeste, no desarmamento, na paz e na construção, em aliança com os comunistas e os estados socialistas, de uma ordem económica internacional mais equitativa e mais justa.
Uma coisa é porém certa, pense-se o que se pensar sobre a figura de Sloban Milosevic e o seu papel à frente da Jugoslávia: recusou submeter-se ao dictat do imperialismo e a rasgar a Constituição que jurara defender; opôs-se legitimamente à ofensiva da Alemanha e de outras grandes potências para, sobre as ruínas da Jugoslávia, estenderem a sua influência na região; resistiu à chantagem das bombas dos EUA e da NATO; enfrentou com reconhecida coragem e dignidade o «julgamento» dos vencedores.
Vivemos tempos que têm muito de sombrio. As perigosas pretensões de criminalizar a luta de classes e a ideologia dos comunistas são expressão de uma realidade mais ampla que é a da própria criminalização da resistência popular à exploração e opressão do grande capital e do imperialismo. A guerra dos Balcãs, a imposição de cruéis situações de ocupação e protectorado, a sanha vingativa de levar até ao fim a destruição da Jugoslávia e da própria Sérvia (dela preparando a separação do Kossovo, berço da sua nacionalidade), mostram até que ponto o imperialismo está determinado em estilhaçar qualquer realidade que se lhe oponha, lhe faça sombra, limite o seu domínio. Cuba, Venezuela, Síria, Irão, RDP da Coreia e outros países soberanos são alvos a abater em direcção a essa nova ordem totalitária que, se os deixassem, Bush e seus aliados imporiam.
Há porém sólidas razões para acreditar que os povos não deixarão que se consume essa sombria «pax americana». Em definitivo são as massas que determinam o curso da História. A neblina que paira em torno da morte de Milosevic há muito já que se desfez sobre o complexo xadrez dos Balcãs. É oportuno recordar a extraordinária epopeia que, com a direcção dos comunistas, uniu sérvios, croatas, macedónios, eslovenos, montenegrinos, albaneses na derrota do ocupante nazi-fascista e na edificação da nova Jugoslávia socialista. Erguendo um exército guerrilheiro poderoso, de mais de um milhão de combatentes estreitamente ligados aos trabalhadores e ao povo, a Resistência jugoslava conseguiu o notável feito de libertar o seu país ao mesmo tempo que o Exército Vermelho avançava, imparável, em direcção a Belgrado. Também as grandes conquistas e realizações e o prestígio internacional alcançado pela República Federativa Socialista da Jugoslávia, de que o seu destacado papel no Movimento dos Países Não Alinhados é expressão, não devem ser esquecidos no momento em que se assiste a mais uma monumental campanha de reescrita e falsificação da História. Mais cedo do que tarde o progresso e a amizade entre os povos recuperarão os seus direitos e retomarão o seu curso libertador. Nos Balcãs como por todo o mundo.
Saberemos algum dia a verdade sobre a morte de Milosevic? Acreditamos que sim. A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. Ou quase sempre. Basta pensar na morte de Arafat sobre a qual muitos asseveram ter sido realmente envenenado para facilitar o caminho dos sionistas e de quantos se empenham nos piores crimes para impedir o povo palestiniano de alcançar o seu próprio Estado independente e soberano em território da Palestina. Ou no assassinato há já vinte anos de Olof Palm, um estadista empenhado no desanuviamento das relações Leste-Oeste, no desarmamento, na paz e na construção, em aliança com os comunistas e os estados socialistas, de uma ordem económica internacional mais equitativa e mais justa.
Uma coisa é porém certa, pense-se o que se pensar sobre a figura de Sloban Milosevic e o seu papel à frente da Jugoslávia: recusou submeter-se ao dictat do imperialismo e a rasgar a Constituição que jurara defender; opôs-se legitimamente à ofensiva da Alemanha e de outras grandes potências para, sobre as ruínas da Jugoslávia, estenderem a sua influência na região; resistiu à chantagem das bombas dos EUA e da NATO; enfrentou com reconhecida coragem e dignidade o «julgamento» dos vencedores.
Vivemos tempos que têm muito de sombrio. As perigosas pretensões de criminalizar a luta de classes e a ideologia dos comunistas são expressão de uma realidade mais ampla que é a da própria criminalização da resistência popular à exploração e opressão do grande capital e do imperialismo. A guerra dos Balcãs, a imposição de cruéis situações de ocupação e protectorado, a sanha vingativa de levar até ao fim a destruição da Jugoslávia e da própria Sérvia (dela preparando a separação do Kossovo, berço da sua nacionalidade), mostram até que ponto o imperialismo está determinado em estilhaçar qualquer realidade que se lhe oponha, lhe faça sombra, limite o seu domínio. Cuba, Venezuela, Síria, Irão, RDP da Coreia e outros países soberanos são alvos a abater em direcção a essa nova ordem totalitária que, se os deixassem, Bush e seus aliados imporiam.
Há porém sólidas razões para acreditar que os povos não deixarão que se consume essa sombria «pax americana». Em definitivo são as massas que determinam o curso da História. A neblina que paira em torno da morte de Milosevic há muito já que se desfez sobre o complexo xadrez dos Balcãs. É oportuno recordar a extraordinária epopeia que, com a direcção dos comunistas, uniu sérvios, croatas, macedónios, eslovenos, montenegrinos, albaneses na derrota do ocupante nazi-fascista e na edificação da nova Jugoslávia socialista. Erguendo um exército guerrilheiro poderoso, de mais de um milhão de combatentes estreitamente ligados aos trabalhadores e ao povo, a Resistência jugoslava conseguiu o notável feito de libertar o seu país ao mesmo tempo que o Exército Vermelho avançava, imparável, em direcção a Belgrado. Também as grandes conquistas e realizações e o prestígio internacional alcançado pela República Federativa Socialista da Jugoslávia, de que o seu destacado papel no Movimento dos Países Não Alinhados é expressão, não devem ser esquecidos no momento em que se assiste a mais uma monumental campanha de reescrita e falsificação da História. Mais cedo do que tarde o progresso e a amizade entre os povos recuperarão os seus direitos e retomarão o seu curso libertador. Nos Balcãs como por todo o mundo.