Os perigos estão aí!
As tentativas de branqueamento do nazi-fascismo e de reescrita da História são um facto «perigoso que pode pôr em causa o presente e não ajuda à construção de um futuro de paz e de justiça».
Há tentativas de reescrever a História, falsificando-a
Por isso, ontem como hoje – ainda que hoje mais do que nunca - , importa garantir uma «vigília permanente» em defesa das conquistas civilizacionais e dos valores da liberdade e da democracia. Porque a passividade, essa, pode «sujeitar o mundo a facturas terríficas e duradouras».
Foi este o sentido principal da mensagem deixada pela deputada comunista Luísa Mesquita, na sessão plenária onde a Assembleia da República evocou o Dia da Memória do Holocausto.
Advertência oportuna, esta, a do Grupo Parlamentar do PCP, perante factos recentes que mostram como cada vez mais ténue é a fronteira que nos separa da barbárie. São disso testemunho as prisões iraquianas (depois da invasão dos EUA) ou a situação dos prisioneiros de Guantanamo. Mas também os «bombardeamentos indiscriminados de populações civis, o uso de novas armas de destruição massiva, a prática de torturas e prisões arbitrárias».
Práticas, sem excepção, que «configuram vontades que activam memórias de extermínio». Hoje, como ontem. Por isso o paralelismo estabelecido por Luísa Mesquita entre o que assistimos e o que foi a doutrina racista e fascista de Hitler e dos seus seguidores, visando «não só os judeus mas também os comunistas, os pacifistas, os negros, os ciganos, os deficientes, os pobres, os diferentes».
E porque os «perigos estão aí» - «mantêm-se as estratégias bipolares de domínio, escaladas de agressões à autonomia e soberania dos povos, apropriações indevidas dos recursos do planeta e uma guerra sem tréguas aos direitos e à liberdade dos que trabalham», sublinhou Luísa Mesquita – , não basta evocar e «condenar o horror e a tragédia do Holocausto». É preciso ir mais longe. Desse desafio que a todos interpela falou também a deputada do PCP para sublinhar a necessidade de uma educação sustentada por estratégias que valorizem os direitos e liberdades fundamentais, «formando cidadãos capazes de julgar com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação, em prol de uma sociedade mais justa e logo mais pacífica».
Tanto mais que, observou, transcorridos mais de 60 anos sobre o Holocausto, continuamos a assistir ao questionar do «direito à dignidade social do ser humano», em paralelo com as mais despudoradas tentativas de «reescrita da História» e as mais insultuosas «falsificações, omissões e silêncios», que «ignoram as causas económicas e sociais da guerra e os objectivos que a determinaram, que lembram o extermínio nazi mas esquecem o extermínio de Hiroshima».
Foi este o sentido principal da mensagem deixada pela deputada comunista Luísa Mesquita, na sessão plenária onde a Assembleia da República evocou o Dia da Memória do Holocausto.
Advertência oportuna, esta, a do Grupo Parlamentar do PCP, perante factos recentes que mostram como cada vez mais ténue é a fronteira que nos separa da barbárie. São disso testemunho as prisões iraquianas (depois da invasão dos EUA) ou a situação dos prisioneiros de Guantanamo. Mas também os «bombardeamentos indiscriminados de populações civis, o uso de novas armas de destruição massiva, a prática de torturas e prisões arbitrárias».
Práticas, sem excepção, que «configuram vontades que activam memórias de extermínio». Hoje, como ontem. Por isso o paralelismo estabelecido por Luísa Mesquita entre o que assistimos e o que foi a doutrina racista e fascista de Hitler e dos seus seguidores, visando «não só os judeus mas também os comunistas, os pacifistas, os negros, os ciganos, os deficientes, os pobres, os diferentes».
E porque os «perigos estão aí» - «mantêm-se as estratégias bipolares de domínio, escaladas de agressões à autonomia e soberania dos povos, apropriações indevidas dos recursos do planeta e uma guerra sem tréguas aos direitos e à liberdade dos que trabalham», sublinhou Luísa Mesquita – , não basta evocar e «condenar o horror e a tragédia do Holocausto». É preciso ir mais longe. Desse desafio que a todos interpela falou também a deputada do PCP para sublinhar a necessidade de uma educação sustentada por estratégias que valorizem os direitos e liberdades fundamentais, «formando cidadãos capazes de julgar com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação, em prol de uma sociedade mais justa e logo mais pacífica».
Tanto mais que, observou, transcorridos mais de 60 anos sobre o Holocausto, continuamos a assistir ao questionar do «direito à dignidade social do ser humano», em paralelo com as mais despudoradas tentativas de «reescrita da História» e as mais insultuosas «falsificações, omissões e silêncios», que «ignoram as causas económicas e sociais da guerra e os objectivos que a determinaram, que lembram o extermínio nazi mas esquecem o extermínio de Hiroshima».